Mostrando postagens com marcador mercado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mercado. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Ministério Público quer saber: porque o carro é tão caro no Brasil?

A notícia abaixo foi publicada no sítio da própria Procuradoria Geral da República.

Dos arquivos do blog: Afinal, o que encarece o carro no Brasil?

4/10/2011

Objetivo é apurar possível lucro abusivo das montadoras de automóveis

A 3ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR) do Ministério Público Federal, em sua 7ª sessão ordinária, aprovou diligência que solicita à Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) do Ministério da Fazenda investigação sobre eventual lucro abusivo das montadoras de automóveis.  A situação se verifica em relação a veículos vendidos no Brasil, quando comparados com os mesmos carros vendidos no exterior. O MPF também quer a revisão da chamada Lei Ferrari (Lei 6.729/1979), que dispõe sobre a concessão comercial entre produtores e distribuidores de veículos automotores no país.

O pedido de investigação ao Ministério da Fazenda é motivado pelo envio, de forma sigilosa, de uma cópia de matéria jornalística enviada à Procuradoria da República no DF. As reportagens noticiam o alto preço cobrado pela venda de veículos no Brasil em comparação com outros país e sugerem, ainda, que o alto preço seria decorrência do lucro abusivo praticado pelas montadoras brasileiras. Para o coordenador da 3ª CCR, subprocurador-geral da República Antonio Fonseca, “dentro da atribuição de zelar pelos princípios constitucionais relativos à atividade econômica e à defesa do consumidor, cabe ao MPF provocar os órgãos federais competentes a voltar sua atenção para o tema”.

De acordo com o voto coletivo aprovado na 3ª CCR, “a Lei Ferrari pode ter tido algum papel, há 30 anos, na época da reestruturação dos mercados de veículos no Brasil, numa época em que vigia uma economia de controle de preços. Mas hoje existem fortes suspeitas de que essa lei é desnecessária e até prejudicial”. Assim, o MPF, no âmbito de suas atribuições de zelar pela observância dos princípios constitucionais relativos à atividade econômica, decidiu requisitar à SEAE/MF investigar, em até 180 dias, questões relacionadas à importação de veículos, como a execlusividade na venda de veículos novos e a proibição de restrições territoriais na comercialização.

Para a 3ª CCR, órgão de cúpula do MPF dedicado à defesa dos direitos do consumidor e à proteção da ordem econômica; além das barreiras à importação, da carga tributária e da mão-de-obra; os preços altos podem ser indício de falhas de mercado e de regulamentos obsoletos, como a chamada Lei Ferrari. Nesse sentido, a 3ª CCR também irá solicitar ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que desenvolva estudos para verificar se existe conveniência ou não na manutenção da Lei Ferrari. De posse dos estudos fundamentados, o MPF avaliará a possibilidade de provocar outros órgãos governamentais, seja para aprofundar a investigação de eventuais falhas de mercado ou para considerar a revisão.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jose Roberto Toledo: política econômica é isto mesmo: política. "Por isso o substantivo na expressão"


Mais sobre a redução da SELIC aquiaquiaqui e aqui.

por Jose Roberto de Toledo

“É a opinião pública, estúpido!” Ao contrário da frase imortal de James Carville, a economia parece ter trocado de lugar com a política na ordem natural das coisas. Será?

O Banco Central surpreendeu essa entidade mítica, “o mercado”, ao cortar a taxa de juros antes da hora. Antes da hora na opinião dos analistas que erraram suas previsões, é claro. Foi pressão política de Dilma Rousseff? Ou choque de realidade no Copom, que descobriu que o Brasil não é um planeta isolado da economia global? Ambos.

Como aponta o repórter Fernando Nakagawa, no Estado, o corte ocorreu um dia depois de Dilma ter dito vislumbrar a possibilidade de um ciclo de redução dos juros. Postos nessa ordem, parecem causa e efeito. Mas o contrário é mais provável: Alexandre Tombini, o presidente do Banco Central, deve ter feito chegar aos ouvidos da presidente a tal possibilidade, e ela apenas se antecipou.

A novidade é que Ministério da Fazenda e Banco Central parecem trabalhar alinhados em uma mesma política. O primeiro anuncia cortes de gastos públicos e cria oportunidade para o outro cortar os juros, tudo no espaço de três dias, com a declaração presidencial no meio. Sugere coordenação. Se dará certo é outra questão, mas parece superada a fase dos conflitos na área econômica.

O Banco Central demonstrou preocupação de que isso seja interpretado como ameaça à sua independência -do contrário, não teria divulgado um comunicado tão longo quanto inédito para explicar imediatamente o corte dos juros. Outra interpretação é que mais forças, além de “o mercado”, passaram a influir nas decisões do Copom. Basicamente, a opinião pública.

“Sacrilégio!”, clamarão “os analistas”. “As decisões de política monetária e fiscal devem ser tomadas com base em critérios estritamente técnicos, segundo os cânones consagrados”. Consagrados por quem? Por “o mercado”. Mas mesmo a oposição ao governo no Congresso apoiou o corte de juros, porque sabe que a opinião pública é a favor. E porque, se der errado, a culpa não será dela, mas do governo.

Por mais técnica que seja, em qualquer questão cabem interpretações diferentes. Não fosse assim, por que 11 ministros no Supremo Tribunal Federal e seus julgamentos rachados? O próprio Comitê de Política Monetária, o Copom, dividiu-se quanto ao corte imediato de 0,5 ponto porcentual dos juros: cinco votaram a favor e dois contra.

As decisões são baseadas em fatos como a queda da confiança do consumidor, mas o peso que se atribui a eles é uma interpretação de cada integrante do Copom. E ela está ligada ao que se quer: uma inflação maior ou menor versus um ritmo de crescimento da economia idem idem. Do jogo de forças entre essas metas surgem as decisões de política econômica. Por isso o substantivo na expressão é “política”.

Como é política a busca de Dilma por um equilíbrio arriscado entre popularidade (leia-se economia aquecida e juros menores) e ajustes necessários ao controle da inflação (leia-se corte de gastos e juros altos). Se pender muito para a primeira, “o mercado” pode apostar contra ela e acelerar a alta de preços. Mas se perder popularidade, Dilma se enfraquecerá para negociar com aliados e opositores no Congresso. Sua margem de erro é cada vez menor.


Juros altos ou baixos, alguma coisa está errada quando o preço da banana é duas vezes mais alto nos EUA do que no Brasil. Por mais “bananeiras” que pareçam as rusgas entre Barack Obama e os republicanos no Congresso, nada justifica ser teoricamente possível o Brasil comprar bananas “norte-americanas” com vantagem. Já basta ter que importar etanol.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Valor Econômico: a nova classe média e o ambicioso ciclo de expansão da construção civik.

Artigo do Valor Econômico, copiado daqui.
Construção parte para ambicioso ciclo de expansão.
Autor(es): Daniela D"Ambrósio
Valor Econômico - 17/12/2009

Uma fotografia do mercado imobiliário no final de 2008 retratava um cenário cinzento, desolador até. Empresas endividadas e sem credibilidade, ações derretendo na Bolsa, com 70% de queda, na média, lançamentos sendo cancelados e crédito restrito. Exatos doze meses depois, o setor comemora uma recuperação surpreendentemente rápida e, ao que tudo indica, consistente.

As construtoras mais problemáticas foram compradas, o índice da construção civil acumula alta de 207,66% no ano, o financiamento é farto, as grandes empresas bateram seguidos recordes de vendas e o mercado de capitais reabriu para o setor - injetando recursos para amparar um ambicioso ciclo de expansão.

Com ajuda dos principais empresários - que tiveram e ainda mantém uma participação ativa nas discussões - o governo criou o programa habitacional para estimular a habitação popular, que inseriu no mercado um público de renda de um a seis salários mínimos, que estava excluído da compra de imóveis - e é o atual motor das vendas. Para comprar um imóvel de R$ 90 mil, uma família tinha que comprovar renda de quase R$ 3,5 mil. Hoje, com os subsídios, que podem beirar os R$ 23 mil, para comprar o mesmo imóvel é necessária uma renda de R$ 1.850,00.

O termo baixa renda ganhou as páginas de jornais e virou quase um lugar-comum. Mais do que isso. Passou a soar como música ao ouvido dos investidores estrangeiros em busca de oportunidades nos mercados emergentes. A participação dos investidores de fora foi de cerca de 90% nas ofertas públicas de empresas focadas nesse público, como MRV e PDG Realty. Em busca do apelo da baixa renda, boa parte das construtoras, especialmente as de capital aberto - com experiência nesse segmento ou não - incorporaram o discurso e trataram de explorar, de alguma maneira, esse filão.

O setor entra numa rota de crescimento em 2010 e o clima é de um otimismo contagiante. Até porque a bonança não veio na mesma proporção para todo mundo. Mas as previsões de crescimento publicadas pelas maiores empresas setor evidenciam esse gigantismo. A Cyrela espera lançar até R$ 7,7 bilhões em 2010 e vender até R$ 6,9 bilhões. A Cyrela projetou metas até 2012, quando pretende vender até R$ 10,7 bilhões. A mineira MRV espera vender R$ 4,3 bilhões em 2010 e a PDG Realty estima alcançar R$ 4,8 bilhões. Para o mercado como um todo, o Secovi estima alta entre 10% e 15% em 2010.

A demanda está forte não apenas na baixa renda como também na classe média, ancorada pelo emprego e renda. É unanimidade entre as próprias empresas, analistas e consultores que as classes C e D continuarão sendo a âncora do setor imobiliário no próximo ano. "Há um mercado gigante para ser explorado", afirma Zeca Grabowsky, presidente da PDG Realty.

Muita coisa mudou no mercado imobiliário. Há uma grande diferença em relação a 2007, quando houve a corridas de empresas do setor para a bolsa e o chamado boom do segmento. "Os investidores estrangeiros hoje enxergam o setor imobiliário brasileiro como uma oportunidade mais consistente e saudável", diz Grabowsky. "Além de muito maior, em função do Minha Casa, Minha Vida."

Para Rubens Menin, presidente da MRV, empresa mineira especializada na baixa renda, no começo de 2008 ninguém acreditava que o mercado de capitais seria reaberto para o setor. Juntas, Cyrela, MRV, PDG Realty, Rossi e Brookfield captaram quase R$ 5 bilhões na bolsa, no segundo semestre. Só em dezembro, oito empresas anunciaram colocação de debêntures.

Mas a boa vontade em relação ao setor não está restrita aos estrangeiros. "Hoje, o Brasil entende a importância econômico-social do setor", diz Menin, presidente da MRV, "Em 30 anos de MRV e 34 no setor de construção, eu nunca vi um ambiente tão propício", diz.

"O aumento da presença dos imóveis de 2 dormitórios está relacionada ao programa Minha Casa, Minha Vida e à disponibilidade de financiamento habitacional", afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi. Para Petrucci, medidas como o aumento do limite do valor do imóvel a ser financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, e do prazo das linhas de crédito para 30 anos foram importantes para estimular os empréstimos.

Esperava-se, no início do ano, que o crédito imobiliário com recursos das cadernetas de poupança atingisse R$ 28 bilhões. A Caixa Econômica Federal anunciou que as contratações no crédito imobiliário da CEF alcançaram R$ 39,3 bilhões até o dia 30 de novembro, mais 93% sobre os R$ 20,3 bilhões no mesmo período de 2008.

Mesmo com todo o cenário positivo, a crise afetou o mercado imobiliário e as vendas devem fechar o ano empatadas com 2008. As vendas, que somaram R$ 22 bilhões no ano passado, estão em R$ 16,4 bilhões este ano - o que significa que a indústria precisa vender, pelo menos, R$ 5,7 bilhões no último trimestre. Para efeito de comparação, no terceiro trimestre foram vendidos R$ 6,6 bilhões.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Agência Brasil: presença do Governo Federal à frente facilita a conclusão de negócios, avaliam empresários que participam da nova missão comercial em Angola.

Duas matérias da Agência Brasil, um mesmo assunto: mais uma missão internacional promovida pelo Governo Federal em busca de mercados para nossas empresas.

Além da inciativa em si, chamou minha atenção e, de certa forma, causou um certo orgulho ufanista, o respeito com que o nosso embaixador em Angola tratou o país e recomendou que seja adotado pelos nossos empresários.

Renata Giraldi* (Enviada Especial)

Luanda (Angola) - Em defesa do incremento das relações comerciais entre o Brasil e o Sul da África, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, desembarcou ontem (8) com 98 empresários de vários setores em Luanda, em Angola.

A partir de hoje (9), com uma agenda lotada, o ministro tem reuniões previstas com o presidente daquele país, José Eduardo dos Santos, e seis ministros. Paralelamente os empresários transformam cada oportunidade em balcões de negócios.

“A expectativa é muito boa. Nessas missões, esta é a terceira à África, a maioria tem feito bons negócios e tem tido bons resultados. Temos uma história de bons negócios com a África”, disse o ministro. “Somos mais próximos dos angolanos do que os chineses e norte-americanos [maiores investidores estrangeiros em Angola]. E temos um histórico de cooperação, isso é uma vantagem competitiva.”

Durante a reunião com os empresários hoje (9), o embaixador do Brasil em Angola, Afonso Cardoso, apelou para que eles não concorram com os chineses nem os norte-americanos em determinados nichos comerciais, mas busquem opções.

O diplomata afirmou ainda que o mercado angolano é atraente e aberto, mas que o ideal é buscar aperfeiçoar a mão de obra e respeitar as idiossincrasias locais. Cardoso disse que os angolanos “têm muito orgulho da nação” e destacou que, diferentemente de outros países da África, em Angola não há disputas étnicas. Apenas 4% da população angolana são formados de mestiços e brancos, o restante é negro.

“Vivemos um momento muito especial em Angola, depois de 41 anos de luta, desfruta da paz e da estabilidade”, afirmou o embaixador. “É um pobre país rico. Mas por que os angolanos se acham diferentes? Em primeiro lugar, eles têm a riqueza de que nem todos os países [africanos] dispõem. E ainda é um país que não tem disputas étnicas. O angolano é profundamente nacionalista.”

Com uma economia dominada pela produção de petróleo e diamantes, o governo de Angola tem se dedicado a diversificá-la, estimulando a criação de um fundo de US$ 600 milhões. Segundo o embaixador, a produção de petróleo no país é de cerca de 2 milhões de barris por dia e de mais 10 milhões de quilates por ano de diamantes.

“Esse é um país que tem um projeto de reconstrução nacional, que é ambicioso, e implica fazer muitos investimentos em infraestrutura física e também social. O objetivo do governo de Angola é fazer desse país uma nação forte e potência na região”, disse o diplomata.

Em seguida, o embaixador afirmou: “É necessário capacitar gente e falta gente capacitada. Angola tem créditos brasileiros – de 1997 a 2008 há cerca de US$ 3 bilhões concedidos, mas a China já nos ultrapassou.”

*****



Renata Giraldi*  (Enviada Especial )

Luanda (Angola) - O Hotel AAA, na região central de Luanda, foi transformado hoje (9) em uma espécie de balcão de negócios para empresários brasileiros e angolanos. Cinco salões do hotel estão sendo usados para fechar contratos e vender produtos entre os parceiros.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com apoio de vários órgãos do governo federal, reuniu empresários de vários setores desde serviços, energia, construção civil até alimentar e têxtil. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, é favorável à diversificação do mercado.
A empresária gaúcha Beatriz Dockhorn, da marca de malhas esportivas Bia Brasil, chegou a Angola com uma mala de camisetas, catálogos de cores e disposição para negociar. “Vir em uma missão, coordenada pelo governo federal, dá mais credibilidade nas negociações. O temor dos estrangeiros é que os produtos não cheguem até eles. Com o governo à frente, o medo diminui.”
O empresário paranaense Gerson Sampaio Filho, da companhia energética Teknergia, veio a Luanda para vender um sistema de software capaz de controlar o abastecimento de energia e reduzir os riscos de pico. “As falhas de energia são um problema neste país. Em uma hora de reunião com o ministro e o embaixador do Brasil, Afonso Cardoso, houve quatro falhas.”
O empresário paulistano Paulo Amanthéa, da Eucatex de produtos de construção civil, afirmou que o mercado angolano é rico em oportunidades. “Temos informações de que o mercado de construção aumenta bastante e há necessidade muito grande de matéria-prima. Trouxe pequenas amostras para poder indicar o
que fazemos.”
Experiente em missões anteriores capitaneadas pelo ministério, o empresário paulista Wilson Martins Point, que atua na lotação de subestações de energia, disse que o apoio do governo nas negociações facilitam os acordos comerciais. Depois de uma missão à Venezuela, por exemplo, Point afirmou estar prestes a fechar um contrato para aluguel de subestações em até 30 cidades.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Bloomberg: as perspectivas de crescimento econômico para o Brasil são possivelmente as melhores das últimas décadas, diz a Goldman Sachs.

Segue a matéria da Bloomberg, com grifos meus e em péssima tradução minha.

By Paulo Winterstein

26 de outubro (Bloomberg) - As ações brasileiras não estão caras, mesmo depois do índice Bovespa subir 73% neste ano e cortar posições pode ser "perigoso" para os investidores, disse a Goldman Sachs Group Inc.

Avaliações prévias sugerem que é arriscado ser 'underweight' em Brasil", Stephen Graham, um analista de São Paulo escreveu em uma nota aos clientes. "O risco soberano brasileiro e as taxas de juros estão em ou perto dos recordes mínimos, enquanto as perspectivas de crescimento econômico sustentável são possivelmente melhores do que em qualquer período nas últimas décadas."

A Bovespa pode chegar aos 85.000 pontos até meados do próximo ano, ele escreveu. Isso representa um ganho de 31% desde o encerramento em 23 de outubro. O índice de negócios está em 16,5 vezes os lucros estimados, em comparação com 17,16 vezes para o MSCI Latin America Index, de acordo com dados da Bloomberg.

O lucro por ação provavelmente vai crescer 46% no próximo ano e 23% em 2011, o que significa que as avaliações futuras permanecerão estáveis, mesmo que o índice suba para 85.000, escreveu Graham.

O índice oscilou pouco hoje, subindo menos do que 0,1% para 65,085.55 em São Paulo.

A Bovespa está pronta para seu maior ganho anual em seis anos enquanto a economia se recupera da primeira recessão desde 2003, amparada pelo recorde de juros baixos e pelo aumento da demanda doméstica. Os economistas prevêem que o PIB do Brasil aumentará 4,8% no próximo ano, após crescer 0,18% em 2009, segundo a previsão média em outubro num levantamento do Banco Central em cerca de 100 analistas publicado hoje.

'Baby Boom'

Um "baby boom" na década de 1980 significa que consumidores na faixa dos 20 anos estão entrando agora no mercado com o "volumes de crédito nunca antes disponíveis", aumentando a demanda no mercado interno do Brasil, escreveu ele.

O crescimento da população poderá elevar o Brasil a terceiro mercado mundial de computadores e telefones ano que vem, escreveu Graham. A estabilidade financeira do país levou a 77% de crescimento em contas bancárias em sete anos e a um crescimento de 18% no número de cartões de crédito desde 2001, escreveu o estrategista.

Os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 provavelmente vão acelerar o financiamento para projetos necessários de infra-estrutura, escreveu Graham. O Brasil está assistindo "alguns dos maiores projetos de transmissão de energia, gasodutos, hidrelétricas, e de telecomunicações em curso no mundo", enquanto a atenção global dos eventos desportivos coloca o governo sob pressão para acelerar o ritmo da construção, ele escreveu.

Maior economia da América Latina, tem também uma vantagem sobre as outras nações produtoras de commodities porque vende a China, que cresce rápido, em vez de depender das vendas para mercados de crescimento mais lento na Europa e os EUA, escreveu Graham.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Comunique-se: jornalistas criam portal de notícias voltado para finanças e negócios do Nordeste.

Segue a matéria do Comunique-se.

Cegada por seus preconceitos e decidida a fazer crer que nada acontecia Brasil a fora, nossa grande mídia, concentrada no eixo São Paulo-Rio, comeu mosca. Não viu que o nordeste crescia, e, com ele, uma demanda específica, e, com ela, um mercado - agora, quem sabe, ocupado pelo novo portal de notícias.

BOA SORTE!


Da Redação

As jornalistas Vitória Alcântara, Acássia Deliê, Paula Felix, Mariana Vilela e Carla Serqueira acabaram de lançar o portal de notícias Tendências e Mercado, voltado para finanças e negócios dos nove estados do Nordeste. “Tive a ideia de desenvolver o portal quando percebi uma demanda grande e reprimida sobre notícias que abordassem a economia nordestina”, explica a idealizadora do projeto, Vitória Alcântara, que atua há dez anos no jornalismo.

Além das jornalistas, o Tendências e Mercado conta com profissionais na área de Planejamento e Tecnologia da Informação.

O portal é dividido em editorias como Negócios, Empresas e Finanças, além de seções e colunas turismo, inovação, beleza, moda, cultura, empreendedorismo, investimentos, entre outros. O site também reúne informações sobre cursos, eventos e oportunidades.

O novo veículo oferece um espaço para publicidade gratuita de ONGs, com banners veiculados no portal. A primeira campanha é do Instituto Akatu, que defende o consumo consciente.