07/04/10 10:30
Notícias e opiniões, principalmente sobre política, governo e economia - do Brasil, é claro.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Brasil Econômico: Brasil entra na rota global de inovação do grupo Bayer.
07/04/10 10:30
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Bloomberg: as perspectivas de crescimento econômico para o Brasil são possivelmente as melhores das últimas décadas, diz a Goldman Sachs.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Foreign Policy: atualmente, Celso Amorim é o melhor Ministro de Relações Exteriores do mundo, diz Rothkopf
O melhor Ministro de Relações Exteriores do mundo.
A evidência de que algo novo e importante estava acontecendo no Brasil começou transparecer anos atrás, quando o então presidente, Fernando Henrique Cardoso, engedrou uma mudança para a ortodoxia econômica, que estabilizou um país atormentado por ciclos de altos e baixos e inflação estonteante. Ela ganhou impulso no entanto, durante todo o extraordinário período do atual presidente, Luis Inácio Lula da Silva.
Algo deste impulso se deve ao compromisso de Lula com a preservação dos fundamentos econômicos dispostos por Fernando Henrique Cardoso, um movimento político corajoso para um líder trabalhista de longa data, pertencente ao Partido dos Trabalhadores, de oposição. Algo disso é devido à sorte: uma mudança de paradigma energético mundial ajudou a fazer os 30 anos de investimentos do Brasil em biocombustíveis começarem a se justificarem em importantes novos caminhos; descobertas maciças de petróleo ao largo da costa do Brasil; e uma demanda crescente da Ásia, que permitiu ao Brasil a tornar-se um líder mundial nas exportações agrícolas e assumir o papel de "celeiro da Ásia". Mas muito desse impulso é devido à grande habilidade dos líderes do Brasil no aproveitamento de um momento com que muitos dos seus antecessores provavelmente teriam se atrapalhado.
Dentre esses líderes, grande parte do crédito vai para o presidente Lula, que tornou-se um pouco como uma estrela do rock na cena internacional, aproveitando sua energia, diligência, carisma, invulgar intuição e senso comum de forma tão eficaz, que a sua falta de educação formal mal foi impedimento. Alguns créditos vão para outros membros de sua equipe, como sua chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, uma ex-ministra da Energia que se tornou uma chefe de equipe muito durona e uma possível sucessora de Lula.
Mas eu acredito que uma grande parte dos créditos deveria ir para Celso Amorim, que idealizou a transformação do papel do Brasil no mundo, que quase não tem precedentes na história moderna. Ele foi ministro das Relações Exteriores de Lula desde 2003 (ele também atuou no mesmo papel na década de 1990), mas acho que há colocação justa a ser feita: a de que ele é, atualmente, o ministro de Relações Exteriores mais bem sucedido do mundo.
É impossível apontar apenas um ponto de virada nos esforços de Amorim para transformar o Brasil, de uma embaraçada potência regional de influência internacional duvidosa, em um dos jogadores mais importantes no cenário mundial, reconhecido pelo consenso global para desempenhar um papel de liderança sem precedentes. Ele pode ter ocorrido quando ele desempenhou um papel central e e ajudou a engendrar uma resposta dos países emergentes contrária a uma poderosa encenação dos EUA e da Europa durante as conversações sobre o comércio de 2003 em Cancún. Pode ter sido a forma prudente como os brasileiros usaram questões como a sua liderança em biocombustíveis para forjar novos diálogos e influência, tanto com os Estados Unidos como com outras potências emergentes. Ele ( o ponto de virada) certamente envolveu a adoção da idéia de transformar o BRIC de um acrônimo numa importante colaboração geopolítica, trabalhando com os seus homólogos da Rússia, Índia e China para institucionalizar o diálogo entre os países e coordenar suas mensagens. (Provavelmente, o BRIC mais ajudado por esta aliança é o Brasil. Rússia, China e Índia ganham todos os lugares à mesa, devido à capacidade militar, o tamanho da população, poder econômico ou de recursos. O Brasil tem todas essas coisas ... mas menos do que os outros.) Também envolveu inúmeras outras coisas, como os laços aprofundados e reforçados do Brasil com países como a China; a promoção tanto de fluxos de investimento e com de uma reputação de ser relativamente segura em face dos reverses da economia global; o nível de conforto do novo Presidente da América com o seu correspondente brasileiro – que se extendeu a incentivá-los a desempenhar um papel de canal com, por exemplo, os iranianos. Concorde-se ou não com todos os seus movimentos, em lugares como Honduras ou OEA em Cuba, o Brasil também continuou a desempenhar um importante papel regional, mesmo que seja claro o seu foco mudou para a escala global.
Nada ilustra o ponto a que o Brasil chegou ou a eficácia da equipe de Lula-Amorim quanto os eventos das últimas semanas. Em primeiro lugar, os países do mundo rifaram o G8 e adotaram o G20, garantindo ao Brasil um lugar permanente na mesa mais importantes do mundo. Em seguida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a receber o direito de sediar os Jogos Olímpicos. O FT de ontem trouxe a notícia de que "A Ásia e o Brasil lideram o aumento na confiança do consumidor", um reflexo da reputação que o governo tem efetivamente vendido (com a maior parte do crédito indo para um ressurgido setor privado brasileiro.) E as histórias desta semana, vindas da reunião do FMI-Banco Mundial realizada em Istambul, mostram uma maior institucionalização do novo papel do Brasil, com o acordo para alterar a estrutura do Fundo Monetário Internacional. Segundo o Washington Post de hoje: "As nações também concordaram preliminarmente em reformular a estrutura de voto no fundo, prometendo um plano para dar mais força para os gigantes emergentes, como Brasil e China, em Janeiro de 2011."
Não é um mau trabalho para alguns dias. E, apesar de ser o Ministros das Finanças do Brasil que você vai encontrar nas reuniões do FMI- Banco Mundial, o arquiteto indiscutível desta notável transformação no papel do Brasil foi Amorim.
Muito trabalho resta a ser feito, é claro. Parte disso tem a ver com o novo papel que tem sido moldado. O Brasil quer um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e mais liderança em outras instituições internacionais. Ele pode muito bem ganhá-los, mas terá de manter seu crescimento e estabilidade para chegar lá. Além disso, o Brasil parece inclinado a minimizar as ameaças regionais, tais como as decorrentes da Venezuela (brasileiros tendem a olhar de cima seus vizinhos ao norte, quase tanto como eles fazem com seus amigos da Argentina para o sul ... e, assim, subestimar a capacidade de homens como Hugo Chávez para causar muito dano.) E eles têm uma eleição chegando, que pode alterar o elenco de jogadores que, claro, podem alterar a trajetória atual de inúmeras maneiras – boas e más.
Mas é difícil pensar em outro ministro de Relações Exteriores que tenha osquestrado tão eficazmente uma transformação significativa do papel internacional de seu país. E é por isso que, se me pedissem hoje para lançar um voto no melhor ministro do mundo, provavelmente elw iria para o filho nativo de Santos, Celso Amorim.
domingo, 4 de outubro de 2009
Terra Magazine: Em Copenhague, “Lulinha paz e amor” na guerra pelas Olimpíadas.
As faces da vitória do Rio.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
The Independent: os esforços de Lula ajundaram a esmagar o G8, e a substituí-lo pelo G20.
Segue o artigo do The Independent, com alguns grifos meus e em mais uma terrível tradução minha, com alguma ajuda do Google.
O link para o original está no próprio título
A ascensão e a ascenção do Brasil: Mais rápido, mais forte, mais alto.
Organizar os Jogos Olímpicos 2016 seria a cereja no topo do bolo para a nação sul-americana que está finalmente cumprindo o seu potencial.
Hugh O'Shaughnessy Domingo, 27 de setembro, 2009
Deus pode não ser brasileiro, como alardeiam orgulhosamente muitos dos habitantes do Rio de Janeiro, mas o Todo-Poderoso parece estar barndindo sua nada desprezível influência a favor da Maravilhosa Cidade no oceano Atlântico Sul, enquanto ela se lança fortemente para a possibilidade derealizar os Jogos Olímpicos de 2016. Os seus três rivais - Tóquio, Madri e Chicago - parecem estar desaparecendo à medida que se enquiminham diretamente para o dia D, daquia a cinco dias. Em 2 de outubro, a cidade vitoriosa deve ser anunciada em Copenhague, assistido por um bilhão de telespectadores em todo o mundo.
Na terça-feira, em Brasília, os senadores se mexeram para aprovar a legislação necessária para garantir todo o que requer uma oferta bem sucedida - de financiamento aos regulamentos para brecar o sobrepreço para os quartos de hotéis. Na quarta-feira, o The New York Times pareceu desistir da Windy City, às margens frias do Lago Superior, prevendi que o presidente brasileiro, Luis Inácio da Silva, a quem todos chamam de Lula ( "A Lula"), teria a tarefa mais fácil do mundo para levar o prêmio pra casa. Lula, o ex-metalúrgico e líder sindical que anos atrás perdeu um dedo em uma prensa hidráulica, confessou que tinha a vantagem. Ele será acompanhado em Copenhague por sua esposa, Marisa, enquanto Michelle Obama vai estar lá sem o marido. "Então, vai ser dois para um,", destacou com alegria tranquila.
A votação do próximo mês pode ser um marco na jornada do Brasil para longe de ser o eterno país do futuro - e aquele para o qual o futuro nunca chega - para se tornar uma potência mundial indiscutível, com uma presença permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e com o dinheiro para alimentar, educar e cuidar de sua população de quase 200 milhões de habitantes.
Lula, que quando criança completava o orçamento de sua mãe vendendo amendoim em torno do porto de Santos, está revelando em sua nova eminência, a liberdade de culpar os "banqueiros de olhos azuis" pela atual crise financeira mundial e para impor respeito. O pânico dos banqueiros e o alarme dos meios de comunicação em Londres e em Wall Street nos últimos meses antes de sua primeira vitória eleitoral maciça em 2002 são coisas do passado. Hoje o Brasil é um dos chamados "BRIC", junto com Rússia, Índia e China, e admirado pelos banqueiros e economistas. E não só o presidente Obama chamá-lo o líder mais popular do mundo, mas, após um período em que a corrupção do governo parecia que poderia derrubá-lo, a taxa de aprovação de Lula pelos os eleitores é agora de cerca de 80%.
Não mais um caso perdido financeiro lutando com a hiperinflação, o Brasil está olhando para a frente do tsunami de riquezas que irá inundá-lo quando a Petrobras, a altamente bem-sucedida estatal de petróleo, alcançar toda a produção dos enormes novos campos de petróleo em águas profundas brasileiras. Lula está planejando usar o dinheiro novo para corrigir os abusos que resultaram do golpe militar de 1964 e dos anos subsequentes de selvagem repressão e tortura, que jogaram para baixo o seu padrão de vida e de milhões de outros brasileiros pobres. O Brasil também é um exportador maciço de alimentos - reconfortanso quando a fome espreita em muitos outros lugares.
As últimas semanas têm demonstrado que Lula está aproveitando a riqueza do futuro como a alavanca da influência internacional de hoje. O primeiro chefe de estado a falar no debate na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira, ele entrou antes de o coronel Khadafi incomodar a todos com seu discurso de 90 minutos. Ele aproveitou a oportunidade para desancar as idéias das potências ocidentais durante a crise financeira. "O que foi ao chão foi o conceito social, político e econômico aceito como inquestionável", disse ele em nítida cutucada em políticos e banqueiros que se opõem à regulamentação governamental dos mercados. Os esforços de Lula ajudaram a esmagar o Grupo dos Oito países ricos, substituindo-o pelo Grupo dos 20, que inclui os países em desenvolvimento e que se reuniu em Pittsburgh, na quinta-feira para iniciar a reforma das finanças do mundo.
Na Assembleia-Geral, ele também exigiu o fim imediato do golpe de Estado em Honduras, onde a embaixada brasileira está abrigando Manuel Zelaya, o legítimo presidente, deposto em 28 de junho por um impostor com apoio militar. Lula está clamando por uma ação do Conselho de Segurança contra o cada vez mais bárbaro regime, ameaçando-o com toda a força do direito internacional, particularmente se ela continuar a privar os diplomatas brasileiros e seus convidados de energia, água e alimentos. A ação brasileira, apoiada de perto pelo governo venezuelano, deixou Washington mal, expondo o claro abismo na questão hondurenha entre Obama, que deseja uma ação decisiva para restaurar Zelaya, e as hesitações de Hillary Clinton, cuja ala direita de conselheiros têm outras idéias.
Lula é, também, um líder no novo bloco político da União de Nações Sul-Americanas. Unasul está resistindo à militarização da América do Sul, que muitos acham que se seguirá se a Colômbia, um aliado próximo de os E.U.A, permitir que o Pentágono crie sete novas bases na sua terra. Isso permitiria aos EUA o envio de aviões a qualquer parte do continente, exceto a Patagônia. Como precaução, Lula está comprando armas na França e na Rússia.
Em seus esforços para acelerar a unidade da América Latina, Lula tem tomado riscos políticos em casa, ousando desafiar as poderosas empresas de electricidade. A fim de cimentar as relações com seu vizinho pobre, o Paraguai, ele prometeu um novo acordo sobre a gigantesca hidrelétrica de Itaipu, cuja potência supostamente seria compartilhada por ambos os países, mas quem, na verdade, vai esmagadora para o Brasil.
No entanto, se o Rio ganhar nesta sexta-feira, Lula vai se voltar para a tarefa de dar esperança aos despossuídos da cidade - e garantir que os primeiros Jogos Olímpicos da América do Sul se passem de forma pacífica.