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domingo, 10 de janeiro de 2010

Viomundo: mais uma vez, Serra assume como dele programa de saúde de outros.

Matéria publicada pelo Viomundo:

Serra assume como dele vacina comprada por Ministério.

Atualizado em 10 de janeiro de 2010 às 13:09 | Publicado em 08 de janeiro de 2010 às 17:25
por Conceição Lemes
Terça-feira, 5 de janeiro, 14h23. Um release com esta manchete foi enviado a toda mídia.
Serra_vacina__manchete_.jpg
O evento começou às 12 horas, no Instituto Butantan, órgão vinculado ao governo do Estado de São Paulo.  Às 13, o governador José Serra (PSDB) chegou. Após entrevista coletiva à imprensa, ele visitou o local onde estão armazenados os tonéis com as vacinas contra a influenza A, ou gripe A, mais conhecida como gripe suína.
A íntegra do comunicado distribuído pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo está aqui.
Atente ao primeiro parágrafo do comunicado.
Serra - vacina - primeiro parágrafo_1.jpg
Observe também as legendas que acompanham as fotos da notícia no Portal do Governo do Estado de São Paulo.
serra_vacina_imagem_dele__legenda.jpg
Serra___vacina__tonel.jpg
Lendo todo o material, distribuído oficialmente, parece que o Estado de São Paulo, com o governador José Serra à frente:
1. arcará com os custos vacinas contra a gripe suína no Brasil;
2. distribuirá as vacinas via Ministério da Saúde (MS);
3. São Paulo será o primeiro a dispor da vacina no país;
4. São Paulo saiu na frente do restante do Brasil, inclusive do próprio Ministério da Saúde.
Na realidade, José Serra montou o palanque político para aparecer, agora, no noticiário, e, depois, na campanha presidencial, como “o pai das vacinas contra a gripe suína no Brasil”.
Mas o “ teste de DNA” desmente o governador José Serra e Luiz Roberto Barradas Barata, o secretário estadual de Saúde. O verdadeiro pai das vacinas contra a nova gripe no Brasil é o governo federal por meio do Ministério da Saúde.
De novo, José Serra tenta se apropriar de “filhos” bonitos, famosos, dos outros.  Fez isso, por exemplo, com o Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde, considerado um exemplo no mundo, e que ele assume como sua criação. Só que os verdadeiros criadores são a doutora Lair Guerra de Macedo Rodrigues e o professor Adib Jatene, como você pode ver aqui
Outro exemplo famoso é dos remédios genéricos. 
“Serra, pai dos genéricos? PSDB, criador dos genéricos? Assumir como deles é um embuste!”, disse em junho de 2009 ao Viomundo, o médico Jamil Haddad, falecido no final de dezembro, aos 83 anos. Ex- deputado federal, ex-prefeito do Rio Janeiro e ministro da Saúde de outubro de 1992 a agosto de1993, Jamil Haddad é o verdadeiro pai dos genéricos do Brasil (veja aqui).
Sobre as vacinas contra a gripe suína a verdade é esta:
1. O Ministério da Saúde custeará todas as vacinas contra a gripe suína no Brasil, inclusive as seringas e agulhas para aplicá-las. Representa um investimento de R$ 1,006 bilhão.
2. O Ministério da Saúde adquiriu 83 milhões de doses de três fornecedores distintos: Glaxo Smith Kline (GSK), Sanofi-Pasteur (via Instituto Butantan) e Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).
3. Da Glaxo Smith Kline (GSK), foram adquiridas 40 milhões de doses. Foi o primeiro lote. A compra foi fechada em novembro 2009, a partir do menor preço apresentado pelos concorrentes em um processo de compra emergencial. O custo unitário da dose foi de US$ 6,43 – representando investimento global de US$ 257,2 milhões (R$ 444,7 milhões).
4. Do Laboratório Sanofi-Pasteur (via Butantan), foram adquiridas 33 milhões de doses. O acordo prevê: 1 milhão de doses prontas (600 mil chegaram no dia 30 de dezembro de 2009, 400 mil estão a caminho); e 32 milhões de doses para serem envasadas (colocadas em frasquinhos e rotuladas) pelo Butantan.  Cinco milhões já estão em tonéis no Instituto.
"Como o acordo fechado com o Ministério da Saúde prevê a transferência de tecnologia do Sanofi-Pasteur para o Butantan, o custo unitário da vacina será um pouco mais caro do que o pago aos dois outros fornecedores: US$ 7,6 – representando investimento de US$ 250,8 milhões (R$ 438,9 milhões).Todo esse custo será coberto pelo governo federal", afirmou ao Viomundo a assessoria de imprensa do MS.
Declarou ainda:  "Como há notícias de que a certificação da fábrica do Butantan estaria atrasada, o Ministério da Saúde acredita que, na impossibilidade de as 32 milhões de doses serem envasadas no Brasil, elas serão fornecidas já prontas pela Sanofi ao Instituto".
Hoje à tarde a própria assessoria de imprensa do Butantan informou a esta repórter que o Instituto deverá receber do Sanofi-Pasteur mais 23 milhões de doses prontas.
“O Ministério da Saúde, porém, ainda não foi informado oficialmente sobre isso pelo Butantan. O ministério tem um calendário de entregas acertado com o Instituto e está seguro de que, se houver alguma possibilidade de alteração neste cronograma, será imediatamente informado pelo órgão”, acrescentou a assessoria de imprensa do MS.
O acordo firmado pelo Ministério da Saúde com o Sanofi-Pasteur (via Butantan) prevê 33 milhões de doses e não 41 millhões de doses, como vem sendo anunciado desde o dia 5 de janeiro, terça-feira, pelo governo do Estado de São Paulo.
Nesta quinta-feira, porém, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou oficialmente por e-mail ao Ministério da Saúde que o Sanofi-Pasteur tem condições de vender mais 8 milhões de doses da vacina ao Brasil. Afinal, na Europa está sobrando vacina contra a gripe suína. O Ministério da Saúde analisa a proposta, já que quem paga a conta é o governo federal.
Detalhe: As vacinas foram pagas antecipadamente aos fornecedores.
5. O acordo mais recente foi firmado com o Fundo Rotatório de Vacinas da OPAS. Prevê aquisição de 10 milhões de doses em 2010 – investimento de US$ 70 milhões de dólares (US$ 7 por dose), o equivalente a R$ 122,5 milhões.
6. Os laboratórios enviarão as doses ao Ministério da Saúde de maneira escalonada, entre janeiro e março; a vacinação será realizada entre março e abril de 2010.
7. Os grupos prioritários para a vacinação serão estabelecidos com base em critérios  epidemiológicos e recomendações de sociedades médicas do Brasil e no exterior.  Entre eles, estão grávidas, trabalhadores de saúde envolvidos no atendimento aos pacientes, crianças entre 6 meses e 2 anos, indígenas e pessoas com doenças crônicas preexistentes, como cardíacas, pulmonares, renais, diabetes.
8. O Ministério da Saúde e não o Instituto Butantan distribuirá a vacina contra a gripe suína para todos os estados brasileiros, inclusive São Paulo.
Entre o final de janeiro e início de fevereiro, o MS anunciará, em detalhes, a estratégia nacional de vacinação contra a gripe suína para o país.
“Não há, neste momento, distribuição de vacina à população em nenhum estado brasileiro”, salienta o médico Gerson Penna,  secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. “As doses serão distribuídas nacionalmente quando houver estoque suficiente para viabilizar a estratégia de vacinação simultanamente em todo o país.”

sábado, 26 de setembro de 2009

Observatório da Imprensa: A irresponsabilidade da Folha não tem limites, diz Luiz Antonio Magalhães.

Segue o artigo, com muitos grifos meus.

O Original está aqui.


Uma barriga monumental

Por Luiz Antonio Magalhães em 22/9/2009

No último sábado (19/9), fez dois meses que a Folha de S.Paulo publicou, em edição de domingo e na primeira página, um dos maiores absurdos da história do jornalismo brasileiro, que pode ser conferido abaixo, na reprodução da capa daquele fatídico dia: "Gripe suína deve atingir pelo menos 35 milhões no país em dois meses", vaticinou a o jornal.

Este observador já escreveu sobre o assunto (aqui e aqui), o próprio ombudsman do jornal repreendeu a Redação, mas é preciso voltar ao tema para que os leitores tenham a exata dimensão da barbaridade publicada pela Folha em 19 de julho. Se de fato 35 milhões de brasileiros tivessem sido contaminados pela gripe suína – Influenza A (H1N1), no nome científico –, pela estimativa de letalidade publicada na imprensa (0,6%, em média), 210 mil brasileiros já deveriam ter morrido da doença. Até domingo (20/9), porém, foram notificadas exatas 1.031 mortes em decorrência da gripe suína. A cada ano morrem, da gripe "normal", cerca de 4,5 mil brasileiros, especialmente no inverno.

Sem limites

A verdade é que a Folha cometeu terrorismo ao levar para primeira página um título irresponsável e jornalisticamente inaceitável, como deu a entender o ombudsman do jornal. Uma reportagem como a que saiu no jornal que se arvora o mais importante do país serve apenas para disseminar o pânico, deixar a população amedrontada.

Agora, dois meses após o vaticínio, terá a Folha a coragem necessária para reconhecer o erro? Ou será que vai tudo passar em brancas nuvens, sem maiores esclarecimentos. Os leitores deste Observatório (e também os do jornal) já sabem: a gripe suína nem de longe infectou 35 milhões de brasileiros. E nem vai infectar, até porque a vacina já está praticamente pronta para ser aplicada em larga escala no país. O mínimo que o leitor do jornal merecia, portanto, é uma reportagem explicando por que o jornal cometeu um erro de avaliação tão grotesco. Uma notinha escondida na coluna "Erramos" não é suficiente para reparar o que saiu na primeira página de uma edição dominical.

No fundo, tal gripe suína foi mais uma grande cascata da imprensa, como o Ebola e certas "crises políticas" geradas no conforto das redações. A irresponsabilidade deveria ter limites. Na Folha, ao que parece, não há limites.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

JB: segundo a OMS, a transparência do governo na divulgação dos dados contribui para o alto número de mortes pela gripe suína no Brasil.

Segue a matéria, já meio passadinha, com alguns grifos meus.

O original está aqui.


Gripe suína não é mais fatal no Brasil que em outros países, diz OMS.

Agência Brasil


BRASÍLIA - O grande número de mortes causadas pela influenza A (H1N1) gripe suína, no Brasil, não é um indicativo de que a doença seja mais fatal aqui do que em outros países, afirmou David Mercer, diretor regional do Departamento de Doenças Infecciosas da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, em entrevista concedida hoje (2) à Agência Saúde, do Ministério da Saúde.

Para o diretor, um dos fatores que explicam o alto número de óbitos registrados no país é a transparência do governo em divulgar os casos. No Brasil e nos Estados Unidos, que registram os maiores números de mortes em decorrência da influenza A (H1N1) - gripe suína, os governos são transparentes na divulgação dos dados, segundo Mercer.

O diretor considerou acertada a política do Brasil para a indicação do medicamento fosfato de oseltamivir (Tamiflu), como recomenda a OMS. O remédio é indicado somente para os pacientes com doença respiratória grave, pertencentes a grupos de risco.

Mercer alertou para a possibilidade de escassez de vacina contra a doença, por isso orientou para que os gripos de risco tenham prioridade na imunização. Segundo o diretor da OMS, o Brasil, por sua condição de produtor da vacina, estará numa posição melhor do que alguns países, mas, mesmo assim, não poderá deixar de fazer um levantamento da quantidade de pessoas que deverão ser vacinadas.

A vacina para a gripe suína está em fase de testes clínicos e só imunizará contra a influenza A (H1N1) - gripe suína. Para se proteger contra a gripe sazonal, as pessoas deverão tomar a vacina específica.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Serra e os porquinhos.

É notícia velha, eu sei. Mas, de tão bem escondida, algumas pessoas ainda acham que é mentira.

Bom, taí embaixo para quem quiser ver.

É importante dizer que, depois da asneira reproduzida abaixo, ele fez algumas observações até interessantes sobre como lidar com a epidemia, então eminente.

Mas fica a pergunta: porque tamanha asneira não ganhou as manchetes? Seria a declaração um fato irrelevante, principalmente quando dita por alguém que se auto proclama o melhor Ministro da Saúde de todos os tempos e pretende presidir o país?