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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

BBC: Brasil supera EUA como prioridade para investimentos diretos e já terceiro colocado em lista, diz ONU


Matéria da BBC Brasil.


O Brasil superou os Estados Unidos é ocupa agora o terceiro lugar em um ranking de países prioritários para investimentos estrangeiros no período entre 2010 e 2012, segundo um levantamento anual divulgado pela Unctad (agência das Nações Unidas para o comércio e o desenvolvimento).

O Brasil pulou do 4º lugar, no ano passado, para o 3º lugar no ranking.

A China se manteve no topo, seguida pela Índia, que passou da 3ª para a 2ª posição.

No ano passado, quando subiu de 5º para 4º lugar, o Brasil já havia ultrapassado a Rússia.

Impacto da crise

A pesquisa anual da Unctad, realizada desde 1995, ouviu 236 companhias transnacionais e 116 agências de promoção de investimentos para perguntar sobre suas perspectivas em relação aos investimentos entre 2010 e 2012.

Os dados mostram que o impacto da crise econômica global foi maior sobre os investimentos programados para os países desenvolvidos do que para os países em desenvolvimento.

Nove dos 15 países apontados no ranking dos destinos prioritários dos investimentos nos próximos anos são nações em desenvolvimento. Os países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China, os grandes países em desenvolvimento) ocupam quatro dos cinco primeiros lugares do ranking.

Ranking de Prioridade de Investimentos 2010-2012

1.China
2.Índia
3.Brasil
4.Estados Unidos
5.Rússia
Fonte: Unctad

A China, que era apontada no ano passado como destino prioritário por 98 entrevistados no ano passado, foi citada por 107 neste ano. O número de citações da Índia aumentou no mesmo período de 59 para 72.

O Brasil pulou de 44 citações como destino prioritário em 2009 para 70 neste ano, enquanto a Rússia manteve o mesmo número de um ano para outro – 36.

No mesmo período, as citações aos Estados Unidos caíram de 81 para 69, as da Grã-Bretanha caíram de 31 para 27 e da Alemanha de 28 para 24.

Apesar disso, os países desenvolvidos ainda deverão ser a principal origem esperada dos investimentos no período entre 2010 e 2012.

Segundo o levantamento, as principais origens dos investimentos no período deverão ser os Estados Unidos, seguidos de China, Alemanha, Grã-Bretanha e França.

Otimismo

A maioria das companhias e agências ouvidas no levantamento se disse otimista em relação à recuperação mundial e ao crescimento dos investimentos no período – 58% disseram esperar um crescimento nos investimentos até 2012 em relação ao nível de 2009.

Questionados sobre o nível de pessimismo ou otimismo em relação ao ambiente para investimentos, apenas 13% dos entrevistados se disseram otimistas para 2010, mas 47% se disseram otimistas para 2011 e 62% para 2012.

Apenas 4% dos entrevistados se disseram pessimistas para 2012. Para 2010, 36% se disseram pessimistas. No ano passado, 47% dos entrevistados se diziam pessimistas com o ambiente para investimentos em 2010.

A Unctad estima que o montante de investimentos externos diretos deve chegar a US$ 1,2 trilhão neste ano, a entre US$ 1,3 trilhão e US$ 1,5 trilhão no ano que vem e de US$ 1,6 trilhão a US$ 2 trilhões em 2012.

terça-feira, 25 de maio de 2010

AgBr.: segundo diretor do FMI, crise européia não trará prejuízos ao Brasil.

Matéria da Agência Brasil.

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse hoje (25) que não acredita que a crise econômica na Europa possa trazer prejuízos ao Brasil. Segundo ele, é possível que alguns setores da economia brasileira sofram com consequências pontuais do abalo nos mercados europeus. Porém, isso não deve ter impactos importantes na situação do país.

“Talvez algum problema na área do crédito ou comércio exterior atinga o Brasil”, disse. “Porém, até agora, eu não acho que há perigo com relação ao que acontece na Europa”, completou.

Strauss-Kahn afirmou ainda que as medidas que já vinham sendo adotadas pelo Brasil favoreceram o país no momento da recessão mundial causada pela crise. “A economia brasileira não foi fortemente atingida pela crise devido ao esforço feito anteriormente. O país equilibrou o Orçamento, implantou políticas corretas, e isso trouxe benefícios”, avaliou o diretor do FMI.

Ele ressaltou, no entanto, que o atual cenário da economia nacional não imuniza o Brasil. “Prejuízos podem acontecer. Depende de como a situação na Europa evoluir.”
Edição: Aécio Amado

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Valor: impulsionado pelo consumo interno, lucro das empresas cresce 57% no 1º sem.

Matéria do Valor, copiada daqui.

O protagonista destes resultado foi o consumo inetrno, mas o Serra diz que o Governo Lula errou ao reduzir o IPI para combater a crise.

Lucro das empresas cresce 57% no primeiro trimestre.
Um ano depois do auge da crise internacional, o resultado das companhias abertas no primeiro trimestre mostra que as empresas voltaram rapidamente aos tempos dos bons lucros. Houve crescimento em todas as linhas dos balanços, considerando 231 empresas, exceto as de intermediação financeira e as gigantes Vale e Petrobras - que por seu tamanho distorcem a amostra.

Realidade a todo vapor

Por Graziella Valenti e Fernando Torres, de São Paulo
O consumo doméstico foi o protagonista dos resultados do primeiro trimestre deste ano. Embora as companhias exportadoras também tenham registrado evolução, aquelas voltadas ao mercado interno trouxeram números que despertaram otimismo entre os analistas, acompanhando os bons prognósticos para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2010.

Com as boas expectativas para o desempenho das empresas, o mundo real dos negócios está cada vez mais descolado do comportamento das ações na BM&FBovespa, que vem sofrendo com a saída de recursos estrangeiros por conta das preocupações com Europa e China.

Carlos Sequeira e Antonio Junqueira, analistas do BTG Pactual, destacaram que a bolsa começou 2010 com as cotações equivalentes a 13 vezes o lucro esperado para o ano. Agora, o indicador está 10 vezes. Segundo ele, isso é reflexo principalmente do aumento das projeções de lucro para o ano.

Recentemente, o BTG Pactual revisou a previsão de aumento do PIB no ano de 5% para 6%. Porém, já não é raro encontrar casas que estimem crescimento de 7% para a economia. Entre elas estão Itaú Unibanco, Bradesco e J.P. Morgan.

"Os resultados vieram dentro ou até acima das expectativas, salvo algumas exceções", disse Luciana Leocadio, analista-chefe da Ativa Corretora, que vê um cenário de continuidade de recuperação. Ela lembra, contudo, que o período foi beneficiado por incentivos fiscais que elevaram a demanda. Ainda assim, não acredita que o fim dos estímulos levará a uma queda nas vendas nos próximos trimestres.

A estrategista da Itaú Corretora, Cida Souza, destacou que a companhia de cosméticos Natura, por exemplo, encontrou espaço até para repasse de preços no primeiro trimestre. O diretor de relações com investidores da empresa, Roberto Pedote, disse que as tabelas foram reajustadas entre 6% e 7% em fevereiro.
Quando a análise dos resultados do primeiro trimestre de 2010 inclui Vale e Petrobras, somando 233 empresas abertas, a tendência é a mesma mostrada pelas demais companhias, mas com menos vigor. O lucro líquido mostra alta de 37,7%, para R$ 24,5 bilhões. Já a receita líquida avança 15,7%, totalizando R$ 235,5 bilhões.

Para as exportadoras, o câmbio não ajudou muito nesses três primeiros meses, apesar da recuperação dos volumes. O dólar recuou 23% na comparação entre o fechamento de março deste ano e de 2009, passando de R$ 2,31 para R$ 1,78. A Vale, por exemplo, vendeu 6,7% mais minério de ferro nos três primeiros meses deste ano, mas a receita operacional recuou 1,1%, para R$ 13 bilhões.

O balanço da AmBev é emblemático para mostrar o descompasso entre as empresas com foco no Brasil e as dedicadas ao mercado internacional. Enquanto os números da InBev não agradaram tanto no mercado externo, a AmBev mostrou expansão de 9,8% nos volumes vendidos, para 40,9 milhões de hectolitros, e alta de 8,2% na receita líquida, que somou R$ 5,6 bilhões.

Para o segundo trimestre, as exportadoras devem corrigir a defasagem de desempenho em relação às empresas dedicadas ao mercado doméstico. A Vale conseguiu praticamente dobrar o preço do minério, retomando os níveis anteriores à crise. As siderúrgicas também já anunciaram que irão corrigir os preços, para compensar o aumento da matéria-prima.

Em relação ao futuro, as maiores preocupações são com o cenário externo, em especial com uma abrupta desaceleração da economia chinesa, que vem sustentando a melhora das commodities ocorrida no primeiro trimestre.

Mas o risco relacionado à China só teria efeito no segundo semestre e em 2011, caso haja impacto substancial na demanda pelos produtos básicos. Um cenário mais drástico teria capacidade, inclusive, de afetar a economia local, embora os analistas não trabalhem com essa perspectiva até o momento.

 
Caso o ritmo da atividade doméstica continue surpreendendo, há alguma preocupação com aumento no custo das companhias e uma eventual pressão nas margens. Luciana, da Ativa Corretora, alerta para o risco de algumas companhias não conseguirem repassar os custos. Sequeira e Junqueira, do BTG Pactual, acreditam que a flexibilidade para correção de preços deve ser avaliada caso a caso, sem tendência única.
Até o fim de março, o tema não mostrou relevância sobre os números. Nem mesmo um aumento de 33,2% nas despesas financeiras líquidas das companhias, para R$ 6,7 bilhões, impediu que o lucro operacional (depois dessa conta) mostrasse uma evolução de 44,1%, para R$ 20 bilhões. O lucro líquido, por sua vez, subiu 57,3%, para R$ 13,9 bilhões, num ritmo muito maior que o da receita líquida: alta de 16,5%, para R$ 172,5 bilhões.

 
Na comparação com o quarto trimestre, porém, o lucro bruto recua mais do que a receita líquida: queda 6,6% ante redução 3,3%, respectivamente. Embora não traga grandes dores de cabeça no momento, o tema mostra que merece acompanhamento.

 
Quanto à saúde financeira das empresas, a fotografia do fim de março não mostra sinais para preocupação. Sem considerar Vale e Petrobras, as companhias fecharam março com dívida líquida de R$ 193,5 bilhões - queda de 9,7% na comparação anual e alta de 3,6% ante dezembro. Com as gigantes, a dívida líquida somava R$ 297,9 bilhões - alta de 3,5% sobre março de 2009 e de 4% ante dezembro. Em ambos os cenários, a relação entre o endividamento líquido e o patrimônio mostra melhora significativa ante março de 2009 e estabilidade em relação ao fim do ano.

G1: Serra criticou a redução de IPI, que combateu a crise.

Matéria do G1.

Segundo o candidato tucano, bastaria adiar o momento do pagamento. Será que, com Serra, a marolinha teria virado maremoto?


‘Tem que acabar a generosidade com chapéu alheio’, disse tucano. As pré-candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva também participam.
Robson Bonin e Nathalia Passarinho

Do G1, em Brasília

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, participou de sabatina nesta quarta-feira (19) na XIII Marcha de Prefeitos, realizada em Brasília, e criticou a política de redução temporária de impostos aplicada pelo governo. Na avaliação dele, a medida teria prejudicado os municípios.

Segundo Serra, é preciso evitar a redução de impostos partilhados pelos municípios e que afetem os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Uma alternativa proposta pelo pré-candidato seria o atraso na cobrança de impostos da União.

Para combater os efeitos da crise econômica mundial, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma política de redução tributária sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e eletrodomésticos da linha branca. A medida, na avaliação de Serra, não é correta. “É muito errado se fazer redução de impostos temporária e os municípios pagarem a conta. Então, mais de quatro mil municípios perderam praticamente uma receita sem recuperação. Perda essa que continuou neste ano. Tem que acabar o procedimento de generosidade com chapéu alheio”, afirmou Serra.

O pré-candidato do PSDB defendeu a criação “de um dispositivo legal” que possibilitasse o deferimento de arrecadação e a postergação por seis meses da cobrança de impostos que seriam cobrados depois dos empresários. “Acho que precisamos construir mecanismos que impeçam essa redução no FPM. Houve uma assimetria porque o governo renunciou à receita e quem mais perdeu foram os estados e municípios. Uma coisa que podia ter sido feita é que numa conjuntura de crise econômica, ao invés da renuncia a arrecadação pode ser feita a postergação no tempo, sei lá, de seis meses, e sua posterior devolução por parte das empresas que tiveram sua redução fiscal”, argumentou.

Tudo que for possível

Serra discursou para uma plateia de mais de mil prefeitos em um hotel às margens do Lago Paranoá, em Brasília. Ele foi recebido de pé e com aplausos ao entrar no auditório. O pré-candidato tucano teve dois minutos para fazer uma saudação aos prefeitos antes de começar a responder as questões elaboradas pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), organizadora do evento. “Se eu vier a ser eleitor, como espero, vamos ter uma relação produtiva e respeitosa. Talvez não dê para atender tudo. Mas vamos atender tudo que for possível”, disse Serra.

O pré-candidato tucano foi o primeiro a responder às questões da CNM na manhã desta quarta. Depois dele, a pré-candidata do PV, Marina Silva, também irá responder as mesmas questões, que são apresentadas em uma gravação de áudio, para evitar diferenciação. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, será a última a participar do evento. A ordem foi definida por sorteio e o critério de escolha dos concorrentes foi definido pela CNM a partir da pesquisa do Instituto Datafolha, que apontou os três concorrentes mais bem colocados na disputa pelo Palácio do Planalto.

Royalties
Questionado sobre a emenda a um dos projetos de lei do pré-sal que prevê a redistribuição dos royalties do petróleo de acordo com critérios do FPM, Serra disse que a questão não deve ser analisada em ano eleitoral. A Câmara dos Deputados aprovou no início do mês a emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) que modifica as regras para o repasse dos recursos, mudança que prejudicaria os estados produtores de petróleo- Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

“Num ano como este nós temos que deixar a questão para ser analisada posteriormente. Vai gerar clima ruim, é uma conduta fratricida. É preciso ter em mente que o pré-sal demora ainda, portanto, poderia ser melhor trabalhada essa questão”, disse.

O pré-candidato do PSDB defendeu que todos os municípios recebam recursos oriundos dos ganhos com a extração de petróleo, no entanto, considerou “extrema” a proposta que distribui os royalties de acordo com o FPM. “Sou a favor que os municípios que não são produtores recebam benefícios diretos do petróleo. (...) [ Mas] A gente deve pensar na redistribuição sem fazer com que os estados e municípios [produtores] entrem em colapso”, afirmou.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

AdNews: vendas de crescem 23% no 1º trimestre.

Matéria publicada pelo AdNews.

Vendas de PCs crescem 23% no 1º tri, diz Abinee.
14/05/10

As vendas de computadores pessoais no mercado brasileiro entre janeiro e março somaram 2,89 milhões de unidades, um aumento de 23% em relação a igual período do ano anterior, afirma levantamento encomendado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

De acordo com o estudo realizado pela consultoria IT Data, o aumento foi puxado principalmente pela alta de 17% no segmento corporativo, que apurou vendas 17%, ou 1,154 milhão de computadores.

Para o ano, a Abinee prevê vendas de 14 milhões de PCs, uma alta de 17% contra 2009. Já para 2011, a expectativa é de crescimento de 12,85%, para 15,8 milhões de máquinas.
"Havia, no ano passado, a expectativa de que os desktops perdessem participação para os notebooks no mercado total de PCs. Porém, em função da preferência do mercado corporativo pelos desktops, a comercialização dos produtos fechará 2010 praticamente em igualdade: 7,05 milhões de computadores de mesa contra 6,95 milhões de portáteis.

Do total comercializado no primeiro trimestre, 1,536 milhão foram de modelos desktop, com os notebooks/netbooks registrando 1,362 milhões de unidades, um crescimento de 70 por cento ante o ano anterior.
Fonte: Reuters

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Portal Exame: varejo brasilerios tem crescimento chinês.

Matéria do Portal Exame.


As vendas do comércio cresceram 18,1% de janeiro a março na comparação com o mesmo período do ano passado.

Luís Artur Nogueira, de EXAME.com

Últimas notícias

São Paulo - Não será nenhuma surpresa se observarmos nos próximos dias novas projeções - para cima, é claro - do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Os modelos de cálculo das principais consultorias atribuem forte peso para as variáveis Produção Industrial e Vendas do Varejo, que vieram acima das expectativas em março.

Na semana passada, o IBGE informou que a produção industrial crescera 2,8% em março ante fevereiro, superando com folga a mediana das expectativas do mercado divulgada pela Agência Estado, que era de 1,85%. Na comparação com março do ano passado, a alta foi de 19,7% (a mediana era de 18,8%).

Nesta quarta-feira, vieram números robustos do varejo, com alta de 1,6% em março ante fevereiro (a mediana das expectativas divulgada pela Reuters era de 0,75%), e de 15,7% na comparação com o mesmo período do ano passado (com mediana de 14,1%).

"Fatalmente teremos que revisar - para cima - mais uma vez o PIB projetado para o primeiro trimestre", diz o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, em relatório divulgado nesta manhã.

A dúvida a partir de agora é se o Banco Central vai precisar acelerar o aperto monetário para esfriar a economia, que estaria crescendo acima do seu PIB potencial, ou seja, aquele limite a partir do qual a expansão gera inflação. A lógica indicia que sim, mas é preciso observar o impacto que a retirada dos estímulos fiscais do governo terá nos próximos meses.

Além disso, embora com a ressalva de que este é um ano eleitoral, o governo anunciou nesta semana que pode reduzir despesas se o PIB acelerar muito. Seria uma ajuda da política fiscal à árdua missão do Banco Central.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Brasil Econômico: captação líquida do FGTS sobre 153% em um anos.

Matéria do Brasil Econômico.

Posso destacar alguns números? Lá vai:

- a captação líquida do FGTS no 1º trimestre de 2010 foi 153% maior que a do mesmo período de 2009;

- comparando os mesmos períodos, as demissões sem justa causa caíram 8,37%;

- os saques do FGTS para compra de imóveis, por outro lado, subiram 27,4% na mesma comparação (ou seja, sem eles, a captação líquida teria subido ainda mais);

- aumentaram também o número de empresas que fazem recolhimento ao FGTS (3,6%) e o número de trabalhadores beneficiados com os aportes (5,9%, ou 1,7 milhão de novos trabalhadores).

Brasil Econômico - 08/04/10 14:30

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) contabilizou captação líquida de R$ 3,753 bilhões de janeiro a março deste ano, um volume recorde para o período.

Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o crescimento é de 153%, um "resultado excepcional", de acordo com o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal, Wellington Moreira Franco [#nojo].
Ele informou que a arrecadação bruta do FGTS foi de R$ 15,340 bilhões (8,81% a mais que no primeiro trimestre de 2009) e os saques efetuados - por perda de emprego, aposentadorias e compra da casa própria - somaram R$ 11,578 bilhões, o que representa queda de 8,11% em relação aos registrado em igual período do ano passado.

Moreira Franco disse que a grande prova de recuperação da atividade econômica do país está na queda de 8,37% no número de demissões sem justa causa, no último trimestre, em comparação com o mesmo período de 2009.

Em contrapartida, os saques para compra de moradias aumentaram 27,4% devido ao "aquecimento" do setor de crédito imobiliário.

Segundo ele, o resultado recorde do FGTS decorre basicamente do "bom momento de estabilidade da economia e da confiança do empresariado", que tem oferecido mais empregos. Tanto que, pela primeira vez na história, o país teve um primeiro bimestre de ano com mais de 50% da força de trabalho ocupada formalmente - 50,29% em janeiro e 50,69% em fevereiro. Os números de março não saíram ainda.

Moreira Franco acredita que a tendência da formalidade é melhorar mais ainda, uma vez que o FGTS dispõe de R$ 56,4 bilhões em recursos orçamentários para este ano, com potencial para gerar cerca de 2,5 milhões de novos postos de trabalho.

No seu entender, o crescimento do emprego com carteira assinada e direitos trabalhistas é o indicador que mais retrata a realidade econômica do país.

O vice-presidente ressaltou também que "as empresas estão cumprindo mais a legislação". Um exemplo disso é o crescimento de 3,6% no número de empresas que recolheram o FGTS no primeiro trimestre deste ano, comparado ao primeiro trimestre de 2009. Como resultado, mais 1,7 milhão de trabalhadores passaram a ter recolhimento do FGTS no período, um incremento de 5,9%.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Folha: Brasil reduziu o proporção de pobres durante a crise mundial,

 Matéria da Folha Online.

TATIANA RESENDE, da Folha Online

A classe C ampliou sua participação para 49% da população brasileira em 2009, ano marcado pela crise financeira global, ante 45% no ano anterior. Já as classes A/B subiram de 15% para 16%, enquanto as D/E caíram de 40% para 35% do total, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, em conjunto com a Ipsos.

Segundo o "Observador Brasil 2010", a expansão da classe C chegou a 15 pontos percentuais, considerando os dados desde 2005, quando essa fatia da população representava 34% do total. Naquele ano, as classes A/B respondiam por 15% e as D/E por 51%.

Nos últimos cinco anos, a classe C ganhou 30,2 milhões de consumidores. Já os segmentos D/E perderam 26,1 milhões.

Entre 2008 e 2009, a renda familiar média mensal caiu nas classes A e B de R$ 2.586 para R$ 2.533, mas subiu na C (de R$ 1.201 para R$ 1.276) e nas D/E (de R$ 650 para R$ 733).

Já a renda disponível, calculada subtraindo do rendimento total todos os gastos e investimentos, caiu em todos os estratos. Nas classes A/B, o número em 2009 foi de R$ 690, ante R$ 834 no ano anterior. Na C, caiu de R$ 212 para R$ 204 e nas D/E de R$ 69 para R$ 61.

Na análise por regiões, o Nordeste e o Sudeste tiveram um aumento da renda familiar mensal semelhante entre 2008 e 2009, de R$ 178 e R$ 179, respectivamente. No entanto, a renda disponível foi R$ 65 maior no Nordeste, e R$ 14 inferior no Sudeste.

As classes sociais utilizadas no estudo são as definidas pelo CCEB (Critério de Classificação Econômica Brasil), fornecido pela Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa). A pesquisa se baseia em uma amostra de 1.500 entrevistas, realizadas entre os dias 18 e 29 de dezembro de 2009 em 70 cidades, abrangendo nove regiões metropolitanas do país.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pochman, no Valor: se Lula copiasse medidas de FHC em 98, PIB do Brasil poderia ter caído 5% com a crise.

Artigo publicado pelo Valor e copiado daqui.

A virada de 2009.
Marcio Pochman
Valor Econômico - 25/03/2010

No final de 2008, a irrupção da maior crise internacional desde a Grande Depressão de 1929 interrompeu o mais longo ciclo de expansão de investimentos no Brasil depois do milagre econômico do começo da década de 1970. De fato, os investimentos como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) foram reduzidos em 9,9% no ano passado, após o ritmo de crescimento quase três vezes superior à expansão da produção nacional iniciada em 2004. Pelas informações do IBGE, contudo, o segundo semestre de 2009 indicou uma considerável recuperação econômica, não somente pela ocupação da capacidade instalada, mas também pelos investimentos, capazes de permitir que o PIB deste ano cresça acima de 5%.
Se diante da grave crise internacional de 2008, o Brasil tivesse optado por repetir o receituário governamental similar ao adotado durante a crise financeira de 1998 (de menor proporção), o comportamento econômico e social nacional teria sido bem diverso do que foi constatado em 2009. Ao invés da situação de relativa estagnação da produção nacional no ano passado (variação negativa de 0,2% em relação a 2008), o Brasil teria passado, provavelmente, por uma profunda recessão econômica, ao redor dos -5%.

Isso porque em 1998 o país encontrava-se iludido pela perspectiva da Alca (Acordo de Livre Comércio das Américas), o que implicava, entre outras coisas, a maior concentração das exportações nacionais aos países ricos. Ou seja, o Brasil seguiria na mesma direção do México, que em 2009 registrou mais de 80% do seu comércio externo com os Estados Unidos. Com a crise de 2008, cujo epicentro foi nos países ricos, a forte queda nas exportações mexicanas para os Estados Unidos propulsionou recessão econômica ainda maior, próxima de 7% no ano passado. O Brasil, contudo, mudou a sua trajetória externa a partir de 2003, o que permitiu diversificar os parceiros comerciais e reduzir o peso relativo dos países ricos nas exportações, caindo de mais de 2/3 para atuais menos de 50%. Mesmo com a diminuição das exportações de bens e serviços em 10,3% em 2009, enquanto componente da demanda agregada, observa-se que seu impacto terminou sendo relativamente mitigado pelo avanço do comércio exterior com nações do âmbito Sul-Sul.

Da mesma forma, nota-se que na crise financeira de 1998, a concepção governamental prevalecente era a de que o Estado se constituía na parte principal dos problemas da época. Por isso, as opções de política econômica e social entre 1998 e 1999 se concentraram adicionalmente na asfixia do setor público, por meio da contenção do gasto público (custeio e investimento), bem como da elevação da carga tributária em relação ao PIB (em 4,5%), como forma de financiar o pagamento adicional dos encargos do endividamento público originados pelo brutal aumento da taxa de juros em 136,8% (de 19% para 45%). Nessas circunstâncias, as empresas e bancos públicos foram ainda mais estrangulados, com corte de 16,6 mil funcionários públicos federais, enquanto a política social seguiu contrária a sua ação compensatória sobre os efeitos da crise. O tranco econômico e a mordaça do Estado resultaram em elevação do desemprego e da taxa de pobreza, que passou de 49,7%, em 1998, para 53,5% dos brasileiros (aumento de 7,6%).

Na grave crise internacional de 2008, a concepção governamental predominante foi outra. Ou seja, o Estado seria parte fundamental da solução dos problemas. Coube ao Estado atuar estratégica e ativamente na adoção de medidas que permitissem reduzir a carga tributária em 1,6% (de 34,8% do PIB, em 2008, para 34,3%, em 2009), sem contração das despesas públicas fundamentais diante da diminuição dos gastos financeiros - possibilitada pela prévia queda na taxa de juros em 36,4% (de 13,7%, em 2008, para 8,75%, em 2009).

Ademais, houve o imediato reforço das empresas e bancos públicos, com a garantia de recursos adicionais para ampliação do orçamento do BNDES, bem como do reposicionamento da Caixa Econômica Federal  e do Banco do Brasil, que atuaram de forma anticíclica diante do encolhimento do crédito nos bancos privados. Com isso, o conjunto das operações de crédito do sistema financeiro nacional não foi reduzido em relação ao PIB, conforme a queda de 4,3% verificada em 1999 (de 28,1% do PIB, em 1998, para 26,8%, em 1999). Também as empresas públicas como Eletrobrás e Petrobras deram sequência ao planejamento de maior prazo reavivado pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que desde 2007 focou na ampliação dos investimentos, sobretudo em energia e infraestrutura nacional e, mais recentemente, em habitação popular.

Para além do importante papel das decisões governamentais inovadoras na economia, convém destacar a ousadia nas políticas de renda adotadas na última crise internacional. De um lado, a elevação do valor real do salário mínimo em 5,8% no ano de 2009, contra apenas 0,7% em 1999. Por consequência, o impacto favorável para os beneficiários das políticas sociais (aposentados e pensionistas da Previdência Social), que tiveram ampliações no valor do benefício. Assim também houve aumento no quantitativo de atendidos pelo programa Bolsa Família e pelos receptores do Seguro Desemprego ao longo de 2009.

Por força disso, as famílias agregaram, em média, R$ 2,8 mil em 2009 (acréscimo no consumo das famílias em R$ 160 bilhões). Idêntico procedimento anticíclico não se verificou por parte do governo há dez anos. De outro lado, percebe-se que a orientação governamental em defesa da produção doméstica correspondeu ao maior estímulo à geração de empregos formais (saldo líquido de quase um milhão de novas vagas em 2009, contra redução de 190 mil postos de trabalho em 1999), bem como a contenção mais rápida do próprio desemprego. Diante disso, o Brasil entrou mais tarde e desvencilhou-se mais cedo da contaminação da crise internacional. A pobreza encolheu, uma vez que mais de 500 mil brasileiros abandonaram essa situação nas regiões metropolitanas, enquanto a desigualdade de renda do trabalho caiu 0,4%. Até a inflação não subiu, mesmo com a desvalorização cambial ocorrida em função da crise, pois terminou regredindo de 5,9%, em 2008, para 4,3%, em 2009. Na época da crise financeira de 1998 e 1999, a taxa de inflação subiu de 1,7% para 8,9%.

Sem a crise de 2008, o Brasil, possivelmente, não precisaria ter tomado medidas ousadas, que terminaram por solapar a lógica do tratamento da recessão econômica por meio das receitas neoliberais. É por isso que 2009 se tornou o ano da virada que consolida outro caminho de desenvolvimento que não seja o da reprodução do passado.

terça-feira, 23 de março de 2010

Marcelo Neri, no Valor: um ano depois dos efeitos da crise, queda da desiguladade acelera.

Artigo publicado pelo Valor, mas copiado daqui.

Ano I depois da crise: desigualdade ainda em queda.

Meu artigo anterior neste espaço fez um balanço do bolso dos brasileiros em 2009. Começamosjaneiro com forte deterioração de todos os indicadores baseados em renda per capita seguida de paulatina recuperação de tal sorte que terminamos o ano num nível similar ao do ano anterior. Esse empate com muitos gols acontece para vasta gama de indicadores: média (-0,3%) e desigualdade de renda (0%), participação das classes AB (2%), C(-0,4%), D (1,4%) e E (-1,5%), esse último equivalente à proporção depobres.

Apesar da restrição da cobertura geográfica e de fontes de renda dos dados do trabalho nas seis principais metrópoles brasileiras, a Pesquisa Mensa ldo Emprego (PME) é um bom previsor da Pesquisa Nacional por Amostra deDomicílios (PNAD). Essa aderência não se deve apenas por cobrir 80% dasrendas PNAD mas pelo fato da renda de programas sociais e aposentadoria ter acompanhado de perto nos últimos anos o boom trabalhista. A PME permite a partir de amostras de mais de 100 mil entrevistados a cada mês antecipar em 18 meses a divulgação das estatísticas pnadianas.

Volto ao mesmo ponto, não por falta de assunto mas pela inflexão observada; ao confrontar janeiro de 2010 com janeiro de 2009 encontramos resultados bastante distintos da comparação entre dezembro de 2009 e dezembro de 2008. Conforme o gráfico demonstra voltamos ao ritmo demelhora das séries expressas em termos de crescimento anualizado, similar ao do período pré-crise compreendido entre dezembro de 2002 e dezembro de 2008. Senão vejamos: a classe E cai num ritmo um pouco menor agora (-7,95% agora contra -8,2%) já a classe D cai mais agora (-4,57% contra -2,39%). Olhando mais ao topo da distribuição, a Classe C sobe a uma velocidade menor agora (3,15% contra 3,82%) mas a classe AB mais rápido (5,5% contra 4,17%). Ou seja, saímos do marasmo da crise para o ritmo da pequena grande década ocorrida entre 2003 e 2008. Toda diferença provém de trocar a passagem entre dezembro de 2008 e janeirode 2009, quando a crise chegou com a força de uma ressaca, às nossas séries pela de dezembro de 2009 para janeiro de 2010. Nesse sentido estamos completando um ano depois dos efeitos da instabilidade partiremdo bolso do brasileiro. Completamos o Ano I depois da crise (D.C.).
A crise não foi nem marolinha, nem tsunami, mas ressaca tão forte quanto passageira. Do estouro da crise lá fora em 15 de setembro de 2008 até achegada nas séries da PME demorou três meses e meio, defasagem similar ao da chegada da crise asiática de setembro de 1997 às mesmas séries. A diferença é que o efeito da última persistiu por cinco anos em nossas séries e o da crise recente começou a ser revertido um mês depois. Mas o que explica a retomada recente? Não foi a média de renda per capita que sobe 0,9% nos últimos 12 meses contra 3,2% do período pré-crise. Foi a desconcentração de renda. Por exemplo, o índice de Gini que piorou em janeiro de 2009 (+2,5%) e depois cumpriu à risca o script de empate com variação nula de dezembro 2008 a dezembro 2009, sofre variação de -1,8% na comparação dos últimos 12 meses em ritmo superiora de -1,5% ao ano do boom anterior, conhecido aqui e alhures como da queda da desigualdade brasileira.

Como cada medida de desigualdade encerra julgamento de valor específico associado a função bem estar social da qual ela é derivada, convém checar a robustez dos resultados. O índice de Theil-T, mais sensível a mudanças ocorridas na cauda inferior da distribuição de renda, cai 3,2% ao ano entre dezembro de 2002 a dezembro de 2008 enquanto de janeiro de 2009 e 2010 o mesmo cai 7,2%, indicando aceleração da queda dedesigualdade brasileira.

Esse ponto merece destaque pois talvez a maior inovação brasileira na década passada foi a desconcentração da renda. Os dados do período pós-crise sugerem continuidade dessa tendência equalizadora de resultados. Complementarmente, as séries de nível e desigualdade de anos de escolaridade plantadas no passado que constituem os melhores previsores da distribuição de renda disponíveis, sugerem colheitas de resultados trabalhistas mais equânimes no futuro. Aos céticos pelo baixo nível da quantidade e da qualidade educacional brasileira vigente: o que importa ao crescimento são as melhoras obtidas.

A única vantagem de um país distante das fronteiras de equidade e de eficiência é a capacidade de progredir, sem dilemas. Estamos para experimentar o nível mais baixo de desigualdade de nossas séries históricas que se iniciam com o Censo de 1960. À luz das evidências internacionais, temos ainda um substancial excesso de desigualdade, sem dúvida, mas aí justamente reside o nosso diferencial de capacidade de melhora.
Marcelo Côrtes Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais eprofessor da EPGE, Fundação Getulio Vargas. Autor dos livros "EnsaiosSociais", "Cobertura Previdenciária: Diagnóstico e Propostas" e"Microcrédito, o Mistério Nordestino e o Grammen brasileiro".

Guilherme Barros: vendas de máquinas para construção cresceram 127% no 1º bimestre.

Do Blog do Gulherme Barros.


O ano começou de forma surpreendente, com vendas e produção em forte alta, para os fabricantes de máquinas de construção instalados no País.

No primeiro bimestre, as vendas cresceram 127,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, com 2,9 mil equipamentos comercializados. Já na produção, o salto foi ainda maior, 243%, e 3,7 mil unidades fabricadas.

Os dados são da Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias da Abimaq e contemplam modelos como tratores de esteira, retroescavadeiras, caminhões fora de estrada e rolos compactadores.

O crescimento de produção e vendas, segundo Mário Humberto Marques, presidente da Sobratema (entidade que reúne fabricantes e compradores de equipamentos), indica que o mercado da construção civil está se preparando para um ano aquecido.

“É um comportamento atípico para a época. Superou até mesmo janeiro e fevereiro de 2008, até então o melhor ano da história para a indústria de máquinas”, afirmou.

Em relação a 2008, as vendas subiram 83,5% e as vendas, 1,5%.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Kanitz: descontados os efeitos do pânico, PIB do Brasil cresceu 3,3% em 2009, quando o resto do mundo mergulhava na crise.

Postagem do Blog do Kanitz.


O ano de 2009, como previmos, não era de crise, nem próximo de uma crise. O consumo das Famílias ,segundo o IBGE, cresceu 7,7% com relação ao quarto trimestre de 2008.

O problema foi a queda de Investimentos das empresas de 9,9% no ano de 2009, devido ao pânico generalizado, do qual este blog não participou.
Mas, muitos empresários postergaram seus planos de investimentos, e esta queda de 9,9%, representa -1,9% no cômputo do PIB. Segundo os cálculos do IBGE, a redução de estoques, outro efeito do pânico, impactou negativamente o PIB em mais -1,6% , total -3,5% (negativos).

Portanto, o pânico gerou uma queda no PIB de 3,5%, ou mais no total, o que significa que sem este efeito psicológico nacional, o PIB teria crescido provalvemente 3,3%, (3,5% - 0,2%).
Crescer 3,3% teria sido muito bom apesar da crise americana, mas que infelizmente, pemitimos que fôssemos contaminados, à toa.

Tem ainda a questão do carry-over, outro erro no cálculo do PIB, que foi o efeito negativo do 4o. tri de 2008, que é computado no PIB de 2009. Um absurdo, porque a maioria dos jornalistas não sabe disto, e este fato acaba não sendo divulgado

Estadão: marolinha: no Brasil, PIB caiu 12 vezes menos que nos EUA e 25 vezes menos que na Alemanha.

Matéria do Estadão.

Desempenho brasileiro fica abaixo, porém, de outros países emergentes, como Argentina, China, Índia, Indonésia e Coreia do Sul
Mesmo com o desempenho negativo, marcado pelo recuo de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), a economia brasileira teve um dos melhores desempenhos do Ocidente em 2009, se comparado com os demais membros do G-20. Entre as maiores economias da América Latina, só a Argentina, que cresceu 0,9%, foi melhor. Austrália e os asiáticos China, Índia, Indonésia e Coreia do Sul também tiveram desempenhos positivos, provando a boa resistência da região à crise financeira.
A comparação é baseada em dados parciais coletados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em institutos estatísticos das 20 maiores economias. Pelo ranking - que difere nos porcentuais, mas não nas tendências reveladas pela classificação apresentada ontem pelo Banco Central -, o PIB brasileiro é o sétimo melhor do G-20.
Pela ordem da OCDE, em 2009 a China apresentou o melhor desempenho, com 8,7%, seguida por Índia (5,6%), Indonésia (4,5%), Austrália (2,7%) e Coreia do Sul (0,2%).
A seguir, estaria a Argentina, que segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (Indec) teria crescido 0,9% em 2009. Diversos institutos independentes, entretanto, estimam que o desempenho real da economia argentina teria oscilado entre -1,5% e -4% no ano passado.
Seguindo a lista, já aparece o Brasil e seu PIB de -0,2%, o primeiro país com desempenho negativo. Pior do que a economia brasileira foram África do Sul (-1,8%), França (-2,2%), Estados Unidos (-2,4%), Canadá (-2,6%) e o trio europeu Alemanha, Itália e Reino Unido, cujas estimativas indicam retrações de 5%.
Completam a lista a Turquia (-5,8%), o México (-6,5%) e a Rússia (-7,9%), este último o único dos países dos Brics a ter registrado desempenho pior que o do Brasil.
Holanda, Espanha, Polônia e Bélgica, todos membros convidados do G-20, também tiveram desempenhos inferiores ao brasileiro. À BBC Brasil, o diretor regional para a América Latina da Economist Intelligence Unit (EIU), Justine Thody, lembrou que o País não perderá - nem ganhará - posições no ranking mundial de maiores economias, mantendo-se na nona posição.
"Os mercados de capitais relativamente profundos do Brasil, bancos muito bem capitalizados e parceiros comerciais diversificados permitirão que o País continue a ganhar com a crescente demanda na Ásia e em outras regiões emergentes", analisou Thody.
Mesmo que as lições da recessão devam servir para prevenir novos choques econômicos, a OCDE propôs ontem, em Paris, que as economias que sofreram desaceleração passem da gestão da crise à ação em áreas como emprego, concorrência e arrecadação de impostos.
"Os países emergentes estão crescendo mais rapidamente do que a maior parte dos países da OCDE. Estamos satisfeitos pelo que eles têm feito pela economia global", afirmou Pier Carlo Padoan, economista-chefe da OCDE, um dos autores do relatório "Objetivo: Crescimento".
"Mas esses países ainda estão em um período de transição, e precisam realizar reformas de mercado que possam garantir crescimento sustentável, como ocorreu em outros membros da OCDE no passado." Segundo Padoan, o País precisa seguir na via das reformas econômicas se quiser garantir sustentabilidade em médio e longo prazos.
"Em países como o Brasil, a reforma tributária poderia acelerar o crescimento e torná-lo mais sustentável, também do ponto de vista fiscal", acrescentou.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

R7: investimentos em infraestrutura e aumento do mercado consumidor trazem venda recorde de caminhões.

Matéria do R7.

Produção e venda de caminhões têm melhor janeiro da história.

Expectativa de aumento da safra agrícola é uma das razões para resultado positivo


A produção e as vendas de caminhões tiveram o melhor janeiro da história, informou nesta quinta-feira (4) a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A indústria fabricou 11.633 caminhões no mês passado, ante 7.566 unidades em janeiro de 2009, alta de 53,7%. Na ponta de vendas, foram comercializados 9.739 caminhões em janeiro de 2010 ante 6.336 em janeiro de 2009, alta também de 53,7%.

Segundo o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, a retomada das vendas de caminhões começou em setembro e é resultado do crescimento da economia do país

- Estamos entrando em um novo patamar de vendas que varia entre 9 e 10 mil unidades por mês. A venda um automóvel é muito puxada pela emoção e as montadoras trabalham com isso na publicidade. Já o caminhão é uma venda muito técnica, que só ocorre se houver frete para pagar o caminhão.

Entre os aspectos citados por Schneider e que têm favorecido as vendas de caminhões, estão o aumento dos investimentos em infraestrutura, perspectivas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) - entre 5,5% e 6% neste ano -, o aumento contínuo do mercado consumidor e as projeções para a safra agrícola deste ano de 141 milhões de toneladas, nível muito próximo ao recorde histórico de 144,5 milhões de toneladas de 2008.

Trata-se de uma bela safra que precisa ser transportada. Todas essas condições se juntaram às boas políticas de acesso ao crédito pelo Finame do BNDES.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

R7: 70% dos empreendedores devem contratar em 2010, revela pesquisa.

Matéira do R7.

Sobre a importância do emprego na superação de qualquer crise, esse artigo é bem esclarecedor.

Empresário brasileiro está mais otimista em 2010.

Pesquisa do Lide aponta que 70% dos empreendedores devem contratar neste ano

O empresariado brasileiro está mais otimista em relação à economia brasileira em 2010, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (2) pelo Lide (grupo de líderes empresariais) em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), durante seminário Brasil preparado para crescer do Lide (grupo de líderes empresariais), em São Paulo.

Para 74% dos empresários, os negócios neste ano estão melhores que em 2009. A contratação de novos trabalhadores está prevista para 70% dos empresários e somente 4% devem demitir. O valor alto dos impostos ainda continua sendo a queixa da maioria dos empresários (74%). O Lide reúne 750 empresários, ou seja, que respondem por 44% de tudo que é produzido no país.

O presidente do grupo Lide, João Dória Jr [sobre o JD Jr.], afirmou que o objetivo do grupo de empresários é que a agenda do governo, ou seja, os projetos voltados ao país, tenham objetivos econômicos e não políticos.

- É importante prosseguir os investimentos em educação, promover a reforma tributária, a reforma política, aumentar a eficiência do setor público e eliminar a corrupção.

Para Ivan Zurita, presidente da Nestlé, o cenário econômico apresentado neste ano aponta para um crescimento sustentável.

- Os fundamentos estão dados: voltamos a receber investimento estrangeiro, as reservas brasileiras superam R$ 442,5 bilhões (US$ 240 bilhões), o empresariado está entusiasmado e as empresas estão mais resistentes. A perspectiva tem que ser positiva mesmo.

Para Abilio Diniz, presidente do Grupo Pão de Açúcar, o governo acertou em priorizar o consumo interno, ou seja, a demanda interna do país, em relação às exportações. O empresário afirma que o cenário apresentado na economia brasileira é para se comemorar.

- É preciso estimular o consumo e não o consumismo. Houve a redução dos impostos de produtos essenciais por parte do governo, o que significava [no início da implantação dos programas] o não adiamento das compras [por parte do consumidor]. Nas reuniões com investidores estrangeiros, sinto alegria em ser brasileiro. O Brasil vive um momento sensacional.

O Lide é uma associação de empresários, formado por líderes de corporações nacionais e internacionais, que promove a integração entre as empresas, organizações e entidades privadas, por meio de programas de debates, fóruns de negócios, atividades de conteúdo, iniciativas de apoio à sustentabilidade e responsabilidade social.

Terra Magazine: os dados do IBGE derrubam qualquer dúvida da resistência do mercado de trabalho brasileiro à crise, escreve Gomes de Almeida.

Artigo publicado pelo Terra Magazine.


Julio Gomes de Almeida
De São Paulo (SP)

Não importa a causa inicial de uma retração econômica, a queda do emprego é uma das principais alavancas de propagação e realimentação de uma crise. O caso contrário também é verdadeiro, ou seja, o aumento do emprego funciona como mecanismo difusor de uma expansão econômica. Existem outros mecanismos, mas o emprego é um dos condicionantes centrais da dinâmica cíclica das economias.

Estamos assistindo no presente momento a um exemplo da importância do emprego na economia mundial. O pior da crise internacional parece ter passado, mas como o desemprego cresceu muito, economias como a dos EUA não apresentam um quadro inequívoco de saída da crise. Existem outros problemas, é claro, como a incipiente recuperação do crédito, mas não parece haver dúvidas de que o comportamento do emprego é a principal variável que determina a incerteza sobre a capacidade das economias centrais levantarem vôo após o mergulho econômico devido à crise.

Como uma redução do emprego transforma-se em alavanca de continuidade de uma retração e a realimenta? Em si, o desemprego deprime o poder de compra da população, o que reduz o consumo e propaga uma recessão. Mas os efeitos indiretos são tão ou mais importantes. O medo do desemprego reduz a confiança dos consumidores e retrai o crédito dos bancos que passam a temer um aumento da inadimplência das famílias endividadas. Assim, o consumo cai mesmo entre aqueles que não perderam seus empregos e com isso aprofunda-se a redução do investimento, alargando os efeitos da crise.

No comportamento do emprego residiu uma das grandes novidades positivas no enfrentamento brasileiro à crise. O desemprego chegou a aumentar muito no mês final de 2008 e em janeiro do ano passado, mas teve na indústria o seu foco quase exclusivo. Como foram mantidos os empregos no setor público e programas de redução de impostos e complementos de renda sustentaram o comércio varejista, a onda de desemprego não se alastrou.

Assim, muito embora a crise tenha deixado consequências duras no setor industrial, ela ficou por aí e não se alastrou para o restante da economia. O consumidor brasileiro reduziu sua confiança na economia devido ao contexto internacional, mas esta logo foi recomposta. No crédito, os bancos se retraíram e dificultaram a concessão de novos empréstimos, mas como a inadimplência das pessoas não aumentou significativamente, logo voltaram a conceder financiamentos. A não escalada do desemprego, foi, portanto, um fator determinante para que a crise no Brasil não prosperasse e fosse revertida com certa rapidez.

Se havia alguma dúvida de que o mercado de trabalho brasileiro teve alta resistência à crise e já retomou um padrão de evolução semelhante ao período imediatamente anterior à crise, os dados divulgados pelo IBGE na semana passada dirimem qualquer dúvida a esse respeito.

A taxa de desocupação registrada em dezembro último foi de 6,8% da população economicamente ativa, a mesma taxa observada em dezembro de 2008 e a menor de toda série histórica iniciada em 2002. A taxa de desemprego média de 2009, o ano predominantemente marcado pela crise, ficou mais elevada (8,1%) do que a taxa do ano de 2008 (7,9%), um ano que em média foi de grande crescimento econômico, porém, muito próxima.

Ainda comparando a média anual de 2009 e 2008 (vale lembrar que o ano de 2008 foi caracterizado por taxas de desemprego baixas), a taxa de desocupação apresentou retração em quatro das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, com destaque para a região do Rio de Janeiro, onde se observou a maior queda (-0,7 ponto percentual), seguida por Porto Alegre (-0,3 p.p.), Salvador (-0,2 p.p.) e Belo Horizonte (-0,1 p.p.).

Em São Paulo, onde o mercado de trabalho é mais complexo e é maior o peso do setor que mais sofreu com a crise, ou seja, a indústria, a taxa média de desocupação em 2009 (9,2%) ficou acima do que a de 2008 (8,4%), ou seja, não houve uma total recuperação de seu mercado de trabalho, mas a evolução recente é muito favorável para esse Estado, cujo desemprego em dezembro foi de 7,5% da PEA, sua segunda menor taxa de desocupação na série histórica.

Outro ponto positivo diz respeito aos ganhos do trabalho. A média dos rendimentos reais ao longo de 2009 aumentou 3,2% frente à média do ano de 2008. Regionalmente, Porto Alegre foi o maior destaque, acumulado variação de 4,5%, seguido por Belo Horizonte (4,1%), Salvador (3,4%), Rio de Janeiro e São Paulo (ambos com +3,2%). Na região metropolitana do Recife, ocorreu a única retração, com queda de 1,0% do rendimento médio real.

Por sua vez, a massa de rendimentos da população ocupada cresceu 3,9% em 2009 frente a 2008 Esse resultado é muito importante, pois diz respeito à evolução do poder de compra das famílias, um dos motores fundamentais do consumo interno e tão caro, hoje em dia, para o dinamismo da economia brasileira. As perspectivas para em 2010 são que o emprego e a massa real de rendimentos tenham expressivo aumento e que prossiga a formalização da mão de obra, um processo importante que vem tendo lugar desde 2002.

Júlio Gomes de Almeida é professor da Unicamp e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

R7: indicador de confiaça da indústria sobe 45% em um ano e é o maior desde 1999.

Matéria do R7:
Confiança da indústria brasileira é a maior em 11 anos.
Construção civil lidera ranking com 68,9 pontos, enquanto madeireiras estão na outra ponta.

A confiança do empresariado industrial brasileiro é o melhor nos últimos 11 anos, de acordo com o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta terça-feira (26). A pesquisa da CNI ouviu 1.431 empresas - 792 pequenas, 427 médias e 212 grandes - entre os dias 4 e 22 de janeiro.

O indicador ficou em 68,7 pontos no primeiro mês do ano - uma alta de 2,8 pontos na comparação com outubro e de 21,3 pontos em relação a janeiro de 2009, quando, atingida pela crise internacional, a confiança do empresário caiu para 47,9 pontos.

Todos os setores pesquisados apresentaram índices superiores a 60 pontos. Segundo a avaliação da CNI, valores abaixo de 50 indicam falta de confiança e, acima disso, otimismo.

Na indústria de transformação, o indicador teve o quarto aumento seguido e ficou com 67,7 pontos em janeiro – em outubro foi de 64,6 pontos. O indicador da indústria de extrativismo se manteve estável - passou de 65 pontos em outubro para 65,2 pontos em janeiro.

Na construção civil, incluída na pesquisa a partir deste mês, o índice foi de 68,9 pontos - o mais elevado entre os segmentos industriais pesquisados. Por outro lado, a indústria madeireira está na outra extremidade da lista, com 63,2 pontos.

Em comunicado divulgado pela CNI, o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da entidade, Renato da Fonseca, confirma o otimismo da indústria e explica que o resultado favorável é comum no início do ano.

- A economia está saindo da crise, o que aumenta o otimismo. Além disso, em janeiro o índice é sempre mais elevado, pois no início do ano os empresários estão mais confiantes.

Segundo a CNI, o ICEI acelerou para cima graças à perspectiva das condições atuais da economia brasileira e da empresa em relação aos seis meses anteriores. O índice de condições atuais passou de 60,5 pontos em outubro para 62,7 pontos em janeiro - o maior valor de toda a série histórica.

Ao levar em conta o porte da empresa, as mais otimistas são as grandes, setor que marcou 70,1 pontos no ranking. Entre as médias, a marca foi de 68,7 pontos. Já as pequenas empresas são as mais desconfiadas em relação à economia brasileira, com 66,7 pontos.

Futuro

A expectativa dos empresários brasileiros para os próximos seis meses subiu de 68,7 pontos em outubro para 71,8 pontos em janeiro. Com o aumento, o indicador também atingiu o maior valor de toda a série histórica.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Rovai: dono da Veja reconhece: no Brasil, crise foi marolinha, como Lula dissera.

Publicado no Blog do Rovai:


Acabo de ler a boa entrevista com Roberto Civita (o big boss da Editora Abril) realizada pela revista Negócios da Comunicação.

Ela é bastante esclarecedora do que a Abril pretende para os próximos anos e vale ser lida também por isso. Mas torna-se muito mais interessante por que lá pelas tantas Roberto Civita diz: “Aqui não se sabe o que é crise. O Lula tinha razão quanto à marolinha.”

Convenhamos, se ele acha que isso é a verdade dos fatos, por que não pede pra que os seus meninos da Veja façam um meio culpa na capa da revista.

A declaração de Civita é mais uma prova cabal da falta de seriedade jornalística da Veja.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

R7: Alemanha tem a pior recessão desde a Segunda Grande Guerra.

Matéria do R7:

Enquanto isso, no Brasil.

PIB contraiu 5% no ano passado; em 2008, cresceu 1,3%

O PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha contraiu 5% em 2009, na maior recessão da principal economia europeia desde o fim da Segunda Guerra Mundial, segundo dados provisórios divulgados nesta quarta-feira (13) pelo instituto de estatísticas Destatis.

O resultado anunciado está de acordo com as projeções oficiais.

Em 2008, o PIB alemão cresceu 1,3%.

O Bundesbank (banco central alemão) anunciou no mês passado que o PIB retomaria o caminho do crescimento em 2010, com alta de 1,6%.

O Destatis também anunciou um déficit público de 3,2% do PIB alemão em 2009, depois do equilíbrio em 2008 e de um leve excedente em 2007.

Brasil Econômico: vendas nos shoppings da Multiplan subiram 20,5% em 2009.

Matéria do Brasil Econômico:

Enquanto isso, na Alemnha.


Conrado Mazzoni (cmazzoni@brasileconomico.com.br)
13/01/10 13:45

Os números preliminares dos 13 shopping centers da Multiplan revelam um total de vendas de R$ 6,1 bilhões em 2009. Um retrato da recuperação da economia brasileira.

A cifra da companhia é 20,5% superior ao resultado de 2008. Considerando somente o mês de dezembro, as vendas superaram a marca de R$ 1 bilhão.

"Acreditamos que o resultado contempla a retomada forte do consumo no Brasil, o que deve ter continuidade neste início de 2010", analisa a corretora Ativa.

Para os analistas, os dados reforçam a resiliência do consumo doméstico brasileiro, apesar da crise.

"O crescimento das vendas nos shoppings é muito favorável, além de retratar a recuperação da atividade econômica brasileira", comenta a Lopes Filho & Associados, otimista com relação à divulgação do resultado da Multiplan.