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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Como, em 10 anos, o Brasil reduziu o desmatamento na Amazônia em 90%.

Perdoem a tradução...




Desde 2004, o Brasil tem trabalhado com sucesso para desacelerar o desmatamento na Amazônia, principalmente fazendo cumprir as leis, mas também com a inclusão de partes da floresta tropical em parques nacionais.

O desmatamento na floresta amazônica brasileira despencou na última década, enquanto o governo fez novos acordos com os agricultores e pecuaristas e fez cumprir leis contra quem desmata ilegalmente a terra.


A aplicação das leis existentes contribui foi a maior contribuição para a queda das taxas de desmatamento, disse, ao The Christian Science Monitor, Daniel Nepstad, diretor-executivo do Earth Innovation Institute, uma organização de pesquisa de métodos agrícolas sustentáveis. A "estratégia de comando e controle" penaliza quem derruba florestas ilegalmente.

"Isso foi possível por meio da aplicação na prática de regulamentações prévias e novas", contou o Dr. Javier Godar, um pesquisador do Stockholm Environment Institute. Ele diz que a aplicação da lei exigiu a melhoraria na forma como a floresta estava sendo monitorada.

Desde de 2004, o governo do Brasil protegeu a metade de sua área na Amazônia do desmatamento, incluindo-as em parques nacionais, de acordo com GoodNewsNetwork. A quantidade de terra floresta desmatada anualmente no Brasil caiu de 10.500 acres em 2005 para 1.850 acres em 2014.

O desmatamento atingiu o pico em 2003 e 2004, quando o Brasil derrubou 10.700 acres, mas, em 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a trabalhar em políticas governamentais para conter o desmate, o Los Angeles Times.

Os agricultores têm estado na raiz da mudança, diz o Dr. Nepstad. Alguns estavam removendo florestas para plantar soja, mas a "Moratória da Soja" e o "Acordo do Gado" tirou dos mercados legais os agricultores e pecuaristas que estavam derrubando mais floresta.

“A Recuperação da floresta é frágil, diz Nepstad. Manter a atual baixa taixa de desmatamento demandará esforços. Ele sugere que o sistema precisa de mais "cenouras" - incentivos positivos para os agricultores e pecuaristas que se abstêm de desmatamento.

Alguns produtores de soja brasileiros mudaram para a Bolívia e o Paraguai, mas os pesquisadores não sabem se eles mudaram por causa da repressão ao desmatamento no Brasil. Dr. Godar diz que, para alcançar este objetivo, a presença do governo na Amazônia aumentou, mas o combate ao desmatamento não precisa impedir os agricultores brasileiros de trabalhar sem derrubada da floresta.

"É importante dizer que há uma abundância de áreas abandonadas na Amazônia - especialmente pastagens semi-abandonadas de baixa produção”. Então, há espaço para aumentar a área de cultivo produtivo sem desmatar grandes áreas da Floresta Amazônica", ele disse ao The Christian Science Monitor.

A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, disse que o foco na aplicação das leis continuará, e o Brasil tem o objetivo de acabar com todo o desmatamento ilegal em 2030, reportou o Los Angeles Times. Para ajudar a atingir esse objetivo, a chanceler alemã Angela Merkel comprometeu-se a dar 618.000.000 ao Brasil, depois que ela visitou o país em agosto, com muito disto reservado para o trabalho na floresta tropical.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

FSP: Governo Lula reduz o consumo de madeira da Amazônia em 42% e realiza 8 vezes mais operações antidesmatamento.

Matéria da Folha.

REINALDO JOSÉ LOPES
DE SÃO PAULO


A produção de madeira na Amazônia caiu pela metade entre 1998 e 2009, de 28,3 milhões de m3 para 14,2 milhões de m3, afirma um levantamento divulgado hoje pelo SBF (Serviço Florestal Brasileiro) e pela ONG Imazon.

Esse novo raio-X da atividade madeireira na Amazônia Legal aponta um trio de causas que teriam ajudado a desencadear a mudança. Uma delas é a substituição da madeira da floresta por outros materiais, como forros de PVC e madeiras plantadas, como a de eucalipto.

Outro fator é o aumento de operações contra o desmatamento e o comércio ilegal de madeira, que foram de 20 em 2003 para 160 em 2007.

Editoria de Arte/Editoria de Arte

Altos e baixos da exploração madeireira na Amazônia Legal

E, como era de se esperar, a crise econômica também afetou o setor no ano passado. O faturamento bruto das madeireiras amazônicas foi de R$ 4,9 bilhões em 2009, contra R$ 6,7 bilhões.

"Acho que parte da queda pode ser explicada mesmo pela crise econômica, mas o resultado geral mostra que as políticas públicas estão começando a dar seus primeiros resultados", afirma Antonio Carlos Hummel, diretor-geral do SBF e coautor do levantamento. Além da fiscalização direta, diz Hummel, o acesso a sistemas eletrônicos de monitoramento, como o GPS, também facilitou o controle do desmate.

O diretor do SBF afirma que ainda não há dados referentes a este ano. O esperado é que a demanda por madeira tenha aumentado, graças ao crescimento da economia nos últimos meses.

"A pressão sobre a floresta é muito influenciada pelo ritmo da construção civil, então o aumento do PIB realmente pode alterar esse quadro. É preciso estar preparado para isso", adverte Hummel.

DEMANDA NACIONAL

O relatório também deixa claro que o consumo interno, e não nações desenvolvidas supostamente sedentas por madeira, é que fazem rodar a exploração madeireira na Amazônia, em grande medida. Quase 80% da madeira amazônica abastece o mercado brasileiro, em especial o de São Paulo e o de outros Estados do Sudeste.

Ao mesmo tempo em que a produção total caiu, os dados do levantamento sugerem que a participação das toras brutas, ou seja, madeira não processada e sem valor agregado, aumentou de 63% para 72% do volume negociado pelas madeireiras amazônicas. Nesse ponto, porém, Hummel diz que a tendência deve se inverter, com um aumento paulatino do grau de beneficiamento da madeira na região.

Entre os Estados amazônicos, 43% da receita gerada por atividades madeireiras corresponde ao Pará. Mato Grosso vem em seguida, com 33%, e Rondônia é o terceiro, com 13% do valor total.

terça-feira, 13 de abril de 2010

OI: sobre Belo Monte, jornais brasileiros destacam opinião de Cameron e omitem a de Marina Silva.

Artigo publicado pelo Observatório da Imprensa.

POLÍTICA & AMBIENTE Jornalismo de frases de efeito.
Por Luciano Martins Costa em 13/4/2010
Comentário para o programa radiofônico do OI, 13/4/2010

A ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata à Presidência da República, senadora Marina Silva, foi a convidada principal do seminário sobre economia de baixo carbono, organizado pela revista CartaCapital em São Paulo, na segunda-feira (12/4). Os jornais de terça-feira registram o evento apenas para destacar opiniões da senadora sobre a disputa eleitoral.

Marina Silva disse entre outras coisas que, sem Lula na disputa, a campanha será um confronto de candidatos carrancudos – e a imprensa gostou da frase. A senadora disse muito mais do que isso, e os outros participantes também ofereceram farto material sobre a questão do desenvolvimento sustentável, que deveria estar no centro dos debates eleitorais. Mas os jornais parecem estar interessados apenas em frases de efeito.

Uma das informações oferecidas aos presentes dá conta do crescente interesse da imprensa brasileira pelo tema da preservação ambiental. A ex-ministra informou, por exemplo, que em 2003, quando ela assumiu o cargo, sua assessoria coletava nos jornais uma média de catorze notícias sobre a questão ambiental por dia. Hoje, a imprensa brasileira publica diariamente pelo menos uma centena de notas e reportagens sobre o assunto.

O detalhe, que nenhum dos participantes se animou a comentar, continua sendo a qualidade desse noticiário. Pela baixa repercussão que o evento produziu nos jornais do dia seguinte, pode-se concluir que a imprensa ainda não entendeu que o desafio ambiental é a grande notícia neste início do século 21.

Como um filme

Os jornais noticiam na terça-feira (13), por exemplo, que o diretor de cinema James Cameron se juntou aos protestos em Brasília contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu. Mas apenas dão espaço para a manifestação de uma celebridade, sem avançar uma linha no debate a respeito do projeto, que já tem mais de vinte anos.

A própria senadora Marina Silva, sobre cujas preocupações ambientais e conhecimento do tema não pairam dúvidas, afirmou que não tem opinião formada contra a construção de Belo Monte. Mas os jornais não publicaram sua declaração. Preferiram divulgar a opinião amadora de James Cameron, cujo interesse é basicamente divulgar os subprodutos do seu filme Avatar, como o videogame ambientado no planeta imaginário de Pandora.

Vista pelas páginas dos jornais, a realidade brasileira parece cada vez mais um filme de Hollywood.

***

Como alimentar preconceitos

As edições de terça-feira dos jornais dão destaque à manifestação do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, que se declarou publicamente a favor de levar à justiça comum os casos consistentes de pedofilia que tenham como acusados sacerdotes católicos .

Mas uma declaração da autoridade religiosa, pela maneira como foi reproduzida pela imprensa brasileira, pode provocar alguma confusão entre pedofilia e homossexualidade, com risco de alimentar os preconceitos contra homossexuais.

O cardeal Bertone afirmou que "muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas outros demonstraram que há entre homossexualidade e pedofilia". Essa declaração, mal digerida na leitura ligeira dos diários, pode alimentar o preconceito segundo o qual homossexuais são propensos a abusar de crianças.

Nos mesmos jornais, há citação de opiniões contrárias às do secretário de Estado do Vaticano, como a de teólogos que relacionam o celibato como uma das causas do problema da pedofilia envolvendo sacerdotes católicos.

Ao reproduzir frases opinativas, sem esclarecer essas declarações com interpretações mais densas de especialistas, os jornais podem estar contribuindo para reforçar tendências preconceituosas de seus leitores.

O fato de aparecer na mesma edição o noticiário sobre a prisão do pedreiro Admar de Jesus, suspeito de haver estuprado e assassinado seis jovens numa cidade de Goiás, pode ser um agravante na confusão que normalmente se forma em torno do tema.

Longe do debate

A questão da pedofilia, muito presente na imprensa nos últimos meses, ainda não foi devidamente discutida pelos jornais.

Tramita no Congresso um projeto de lei de autoria do senador Gérson Camata, do Espírito Santo, propondo a adoção da castração química nos casos de pedofilia e outros crimes sexuais. No entanto, há muita controvérsia entre juristas sobre a questão.

O fato de alguém ter praticado pedofilia uma vez, e sido condenado por isso, não assegura que voltaria a cometer o mesmo crime, alegam especialistas.

A hipótese de dar ao Estado o direito de punir preventivamente alguém pela suposição de que pode vir a cometer um crime assombra muitos especialistas. Mas a imprensa ainda nem chegou perto desse debate.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

BBC Brasil: Desmatamento na Amazônia cai 45% e é o menor em 21 anos, diz Inpe

Segue matéria da BBC Brasil.

Desmatamento na Amazônia cai 45% e é o menor em 21 anos, diz Inpe

Eric Brücher Camara
Da BBC Brasil em Londres
Desmatamento
O governo anunciou nesta quinta-feira que o desmatamento na Amazônia Legal no último ano foi o mais baixo desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a monitorar a região amazônica, em 1988.

Entre agosto de 2008 e agosto de 2009 foram desmatados 7 mil quilômetros quadrados, de acordo com os dados do projeto de monitoramento por satélite do Inpe (Prodes). Esta também foi a primeira vez em 21 anos que a área derrubada ficou abaixo dos 9 mil quilômetros quadrados.

O resultado mais próximo disso foi registrado entre 2006 e 2007, com 11.633 km2 derrubados.
O número também representa uma redução de 45% em relação ao período de agosto de 2007 a agosto de 2008, quando, segundo o projeto de monitoramento do Inpe, foram desmatados 12,9 mil quilômetros quadrados.

"Ainda é muito, mas a queda foi muito grande. É um dado excelente, um resultado histórico", afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou do anúncio ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

A menos de um mês da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Copenhague, com ou sem metas de redução de emissões, o resultado vai ser um trunfo importante para o governo brasileiro nas negociações por um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.

Arco Verde

Nos últimos anos, a tendência histórica vem sendo de queda na área desmatada.

No entanto, o governo federal ainda está distante das metas assumidas em seu Plano Nacional de Combate às Mudanças Climáticas, que prevê a queda do desmatamento a 80%.

Isso significa que o desmatamento máximo admitido em 2020 deve ficar por volta de 4 mil quilômetros quadrados, menos de metade dos números anunciados com estardalhaço nesta quinta-feira.

O anúncio foi feito durante o evento de divulgação do balanço do Mutirão Arco Verde, o programa do
governo federal de combate a atividades clandestinas que levam ao desmatamento.

O programa visa a promover o desenvolvimento sustentável nos 43 municípios amazônicos responsáveis por mais de 50% das derrubadas na região.

O projeto envolve 14 órgãos do governo, sob a tutela da Casa Civil, além das prefeituras da região e de organizações não-governamentais.

O governo incluiu também um programa de regularização fundiária no Mutirão Arco Verde, como parte da tentativa de unificação das políticas de assentamento agrário, regularização ambiental e desenvolvimento sustentável.

domingo, 8 de novembro de 2009

Notícias da Amazônia: Marinha do Brasil terá 2ª Esquadra para proteger a Amazônia e as resevas petrolíferas.

Seguem duas matérias sobre o mesmo assunto. A primeira é do site Notícias da Amazônia e a segunda de O Estado do Maranhão, mas foi retirada desta sinopse da Marinha.

Marinha terá nova base perto da Amazônia.

Segunda Esquadra será instalada na Baía de São Marcos, no Maranhão

A segunda esquadra da Marinha do Brasil vai ter como base às águas da Ponta da Espera, na Baía de São Marcos, em São Luís (MA). É um megaempreendimento que integra o planejamento da Estratégia Nacional de Defesa e que implicará a transferência para a região da capital maranhense de pelo menos 6 mil militares. No total, considerando os familiares, o Estado receberá em torno de 12 mil pessoas diretamente ligadas à base da nova esquadra.

Para a Marinha, a escolha é técnica e levou em conta a estrutura portuária, as condições de navegabilidade na Baía de São Marcos, a grande variação de marés e as características do litoral - reentrâncias e profundidade do canal marítimo. Todas esses parâmetros foram considerados favoráveis para operar embarcações 24 horas por dia, como exige o projeto da Força Naval.

A localização da nova esquadra também deixa a estrutura da Marinha mais próxima do apoio às demandas de outro projeto da Estratégia Nacional de Defesa, batizado de amazônia Segura - prevê instalação de 26 postos navais na região para aumentar a presença do Estado e a segurança territorial.

A primeira esquadra está fundeada no Rio de Janeiro. O planejamento da Marinha prevê que nada seja retirado de lá ou de outros pontos do País para reforçar a amazônia, mas que sejam criados e adquiridos novos meios navais para reaparelhar a Força. No projeto de reequipamento para criação da segunda esquadra está prevista a aquisição, no prazo de 30 anos, de um porta-aviões, um navio de múltiplas tarefas - que recebe helicópteros - e outros tipos de embarcações.

Está prevista também a compra de dois navios de apoio logístico, que transportarão água, combustível e peças de reposição, além de um barco para socorro de submarino, um rebocador de alto mar e um navio de transporte de apoio.

Trinta e seis novos helicópteros, 24 aviões de interceptação e ataque, quatro aviões de alarme aéreo antecipado, quatro aviões de transporte e reabastecimento em voo, e quatro aviões de vigilância marítima com radar equiparão o sistema que vai servir no Norte do País.

A Marinha quer ainda criar uma espécie de Sivam do Mar, um sistema que funcionaria como um grande centro de operações navais. Alguns dos braços do sistema já existem, mas terão de ser integrados e ampliados.

Para isso, será preciso comprar pelo menos radares de longo alcance, que serão instalados no litoral - terão como missão cobrir a Amazônia Azul e ajudar na proteção do pré-sal. Hoje, a Marinha não possui nenhum radar de longo alcance.

Pelo planejamento estratégico, esses radares de longo alcance serão instalados na Bacia de Campos, na Bacia de Santos, em um ponto extremo do Nordeste, chamado área do Cabo Calcanhar, próximo a Natal (RN), em Fernando de Noronha, na fronteira marítima norte e na fronteira marítima sul. Está prevista ainda a compra de 10 veículos aéreos não tripulados, os chamados VANTs.

*****

Comandante da Marinha vem a São Luís

O almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha do Brasil, está com visita a São Luís programada para a próxima semana, mais precisamente quinta e sexta-feira. De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra Luiz Carlos de Melo, capitão dos Portos do Maranhão (CPMA), o comandante fará um reconhecimento do litoral de São Luís, conferirá as áreas propícias para a eventual instalação de uma base naval e depois terá um encontro com o setor empresarial do Maranhão, agendado para sexta-feira, no Hotel Brisamar, bairro Ponta d’Areia.

A visita do comandante Julio de Moura Neto foi anunciada em 22 de julho, pelo almirante-de-esquadra Luís Umberto de Mendonça, que esteve em São Luís com o propósito de estudar a Baía de São Marcos e levantar informações para o restante dos almirantes membros do alto-comando. Cabe ao grupo e ao comandante indicar ao Ministério da Defesa o local mais propício à instalação da Segunda Esquadra da Marinha, prevista na Estratégia Nacional de Defesa (END), divulgada no fim do ano passado pelo Governo Federal.

A força naval, segundo a END, vai se equiparar à Primeira Esquadra, localizada no Rio de Janeiro (RJ). O objetivo da nova base da Marinha é proteger o litoral Norte e Nordeste do país. No caso do Maranhão, dois pontos do litoral se destacaram na avaliação feita em julho: a Ilha do Medo e a região da Ponta da Espera
.

“A Marinha tem, há muito tempo, áreas identificadas em que poderia instalar bases navais, e uma delas é a Baía de São Marcos, em São Luís. Com a aprovação da END, o poder político vai decidir qual é o futuro das Forças Armadas no Brasil, e já está decidido que deverá ter uma base no Norte/Nordeste. Acerca do Maranhão, no momento, as avaliações são preliminares. O posicionamento geográfico pode ser uma grande vantagem, pois uma força militar tem que operar durante as 24 horas do dia. Aqui (em São Luís), precisa ser feito um estudo técnico muito apurado, como a Vale tem desenvolvido, para que não possamos tomar uma decisão que, daqui a 25 anos, demonstre que a força não possa operar devidamente”, avaliou, na ocasião de sua visita, há dois meses, o almirante Luís Umberto de Mendonça.

Avaliação - O almirante Mendonça referiu-se à Vale, pois se reuniu com a direção da empresa no Terminal Marítimo Ponta da Madeira (TMPM), durante sua passagem por São Luís, para conhecer detalhes do sistema de gestão portuário. O almirante também visitou a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pelo Porto do Itaqui.

Cerca de três mil militares vão ser utilizados na operacionalização da base naval da Segunda Esquadra da Marinha. Considerando as famílias, a estimativa chega a 12 mil pessoas que se instalarão na cidade, o que vai significar necessidades de moradias, escolas, hospitais. Além disso, uma nova frota de navios militares será constituída. A própria esquadra, como força naval, necessitará de uma série empreendimentos de apoio, como infra-estrutura industrial, tecnológico, energia e mão-de-obra qualificada.

A informação sobre a eventual instalação de uma base naval em São Luís foi divulgada em 21 de junho, pelo diretor de comunicação da Marinha do Brasil, contra-almirante Domingos Sávio Almeida Nogueira, que esteve em São Luís para reunir-se com representantes da Sociedade Amigos da Marinha no Maranhão (Soamar).

A nova base naval se destinará a defender as plataformas petrolíferas, instalações navais e
portuárias, arquipélagos e ilhas oceânicas brasileiras; desenvolver a capacidade de monitorar com eficiência as águas jurisdicionais do país; e desenvolver a capacidade de responder prontamente a qualquer ameaça ou agressão estrangeira.

Números

3 Mil militares serão mobilizados para fazer funcionar a base naval da Segunda Esquadra da Marinha do Brasil 12 Mil pessoas, entre pessoal civil e militar, bem como os seus familiares, vão se instalar na cidade escolhida para a implantação da base naval.