Segue matéria publicada pelo Estadão na sexta, com alguns grifos meus.
Além de revelar a forma da gestão de comunicão em si, a matéria traz alguns dados interessantes sobre gastos com publicidade pelo Governo Yeda Crusius (PSDB). Mais uma vez, ainda mais interessante, é compará-los com os gastos do Governo Lula, como fizemos aqui com os do Governo Serra. Vamos lá.
Segundo a matéria abaixo, os gastos do estado do Rio Grande do Sul com publicidade em 2008 foram de R$ 168.358.000,00. Deste total, 32,65% (ou R$ 54.968.887,00) seriam gastos do governo e o restante teria sido gasto pelas empresas estatais. Já o Governo Lula, segundo matéria da Folha, gastou, no mesmo período, sem contar com as despesas das estatais, R$ 139.200.000,00 co publicidade.
Uma rápida consulta ao site do IBGE e algumas contas simples revelam que Rio Grande do Sul ocupa 281.748 kilômetros quadrados do território brasileiro (ou 3,31% do total) e, conforme dados de 2007, tem 10.582.840 habitantes, ou 5,75% da população do país.
Agora, comparando os dados:
1 - apesar do Rio Grande do Sul ter 3,31% do território nacional e 5,75% da população do país, o gasto com pubblicidade da Yeda representou 39,49% do gasto do Governo Federal;
2 - isso significa que a governadora tucana gastou com publicidade R$ 5,19 por habitante, enquanto o governo federal gastou R$ 0,76 por habitante com o mesmo serviço; ou seja: o gasto com publicidade por habitante da Yeda foi quase 7 (SETE) vezes maior que o do Governo Federal;
3 - comparando em termos de território, a Yeda gastou com publicidade R$ 195,1 por kilômetro quadrado, frente a um gasto de apenas R$ 16,35 por kilômetro quadrado do governo federal; ou seja: por esse parâmetro, a Yeda gastou 12 (doze) vezes mais com publicidade que o Governo Lula.
Vale lembar que, no post anterior, sobre os gastos de Serra neste ano, comparação idêntica revelou que, dependendo do critério, o Governo Tucano de São Paulo havia gastado até 15 (QUINZE) vezes o que gastou o Governo Federal.
Exatamente como fiz no post sobre os gastos do Serra com publicidade, fica a dúvida: "Talvez isso não queira dizer nada, mas, sei lá, não me parece bem o que eu espero de quem diz primar pela eficiência. É essa a tão decantada gestão dos governos tucanos?"
TCE aponta irregularidades em gastos de publicidade de Yeda.
Entre os pontos criticados pelo órgão, está o constante aumento de participação de empresas estatais gaúchas
Rodrigo Alvares, do estadao.com.br
PORTO ALEGRE - Um parecer do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) sobre a prestação de contas de 2008 do governo Yeda Crusius apontou irregularidades nos gastos com publicidade, que atingiram a cifra de R$ 168,358 milhões. Entre os pontos criticados pelo órgão, está o constante aumento de participação de empresas estatais no total da verba.
O Ministério Público de Contas do RS - órgão vinculado ao TCE - considerou irregular a suplementação das despesas com publicidade das empresas estatais em 102,66%. Isso significa que dinheiro destinado para outras áreas foi usado para aumentar o orçamento da comunicação. Conforme a Constituição Estadual, é preciso que o governo tenha a autorização da Assembleia Legislativa para executar esse tipo de ação, o que não aconteceu.
Em 2004, a participação do governo (incluindo-se os poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Autarquias e Fundações), respondia por 51,76% do total contra os 48,24% das estatais. Já em 2008, a participação do governo foi reduzida para 32,65% e as empresas passaram a ser responsáveis por 67,35% do total dos gastos com propaganda.
A situação foi especialmente influenciada pelo incremento ocorrido nas cinco empresas estatais (Banrisul, CEEE, Corsan, Caixa Estadual - Agência de Fomento e Sulgás) que responderam pelos maiores gastos no exercício de 2008.
O orçamento de 2008, enviado pela governadora Yeda Crusius, tinha suas receitas previstas em R$ 21,3 bilhões - o que corresponde a 8,4% do valor investido em publicidade. Para o mesmo período, o governo de São Paulo consumiu R$ 96,8 bilhões - sendo que R$ 181,6 milhões foram gastos na área, o equivalente a 1,87%.
À época da aprovação do orçamento 2008, no fim de julho deste ano, O TCE era presidido por João Luiz Vargas, que renunciou ao cargo em setembro. Ele é um dos nove réus em ação de improbidade administrativa ajuizada por procuradores da República junto à 3ª Vara da Justiça Federal de Santa Maria e teve a quebra de sigilo fiscal e bancário autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STF). Na última quinta-feira, a 4.ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região (RS, SC, PR) excluiu a governadora do processo.
O procurador-geral do MPC-RS, Geraldo Da Camino, criticou a suplementação das despesas com publicidade e condenou a utilização das empresas estatais para a divulgação de ações do governo estadual. De acordo com seu parecer, "o contumaz descumprimento da prescrição constitucional e legal preocupa, ainda mais quando se constata que as chamadas estatais responderam por 67,35% (R$ 113,387 milhões) do total investido em gastos dessa natureza e porque custeiam amplamente ações institucionais do governo".
Ao estadao.com.br, Da Camino disse que "o mais grave não é nem o valor, mas porque foi maior que o orçamentado". Entre as empresas estatais, destaca-se a verba destinada ao banco estatal Banrisul: R$ 92 milhões do total.
Em resposta a questionamentos sobre os critérios de escolha para a alocação das verbas de publicidade, a ouvidoria do banco público respondeu, por e-mail, que "a assessoria de marketing trabalha com critério de priorização e planejamento anual de eventos e patrocínios cujos respectivos públicos-alvo encontram-se diretamente integrados ao plano de marketing do Banco, que, por sua vez, está estritamente vinculada aos períodos ideais de veiculação de ações promocionais e de propaganda dos produtos e serviços do Banco".
Entretanto, após analisar as solicitações, os pareceres são enviados para a aprovação da diretoria. O último passo é encaminhar ao Palácio Piratini. "Portanto, todas as ações são aprovadas também pelo Comitê de Comunicação Social do Governo do Estado", esclarece a ouvidoria.
Contatada por telefone, a assessoria de marketing do Banrisul se recusou a detalhar os critérios e valores entregues a profissionais porque todas as informações financeiras do Banrisul estão sob a égide da Lei Complementar 105, que trata do sigilo bancário.
Uma funcionária de alto escalão da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) confirma a existência de critérios políticos para a alocação de verbas de publicidade nas estatais.
"Os critérios são muito políticos. A governadora decide para onde tudo deve ser investido. Precisamos da autorização da Comunicação dela, o dinheiro para patrocínios passa direto pelo Piratini", disse a fonte.
CEEE, Caixa RS e Sulgás não responderam aos contatos feitos pela reportagem até o momento, assim como o governo do Rio Grande do Sul.
Gestão de imagem
Uma das modalidades mais polêmicas dos gastos das estatais em publicidade é o patrocínio a jornalistas locais através de anúncios em sites e blogs para "melhorar a imagem do governo", como afirmam fontes ligadas a essas empresas.
De acordo com um publicitário gaúcho que prefere não se identificar, "a defesa que alguns destes jornalistas fazem da governadora chega a ser constrangedora".
Notícias e opiniões, principalmente sobre política, governo e economia - do Brasil, é claro.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Brasília Confidencial: Serra e Kassab aumentam gastos com publicidade e reduzem gastos sociais.
Segue a matéria do Braília Confidencial, com meus grifos usuais.
Interessantes os dados sobre gastos com publicidade pelo Governo Serra. Mais interessante ainda, é compará-los com os gastos do Governo Lula. Vamos lá.
Segundo a matéria abaixo, a administração direta do Estado de São Paulo gastou até agosto R$ 202.000.000,00 em publicidade, de um total de R$ 300.000.000,00 estimados para o ano todo. Já o Governo Lula, segundo o Blog do PSDB de MG, gastou, no mesmo período, R$ 452.800.000,00, de um total previsto de R$ 588.000.000,00.
Como o Governo Serra nega que o os gastos com publicidade correspondam a todo o orçamento da Secretaria de Comunicação, trabalhei com os gastos já realizados para os dois governos.
Uma rápida consulta ao site do IBGE e algumas contas simples revelam que o Estado de São Paulo ocupa 248.209 kilômetros quadrados do território brasileiro (ou 2,92% do total) e, conforme dados de 2007, tem 39.827.570 habitantes, ou 21,65% da população do país.
Agora, comparando os dados:
1 - apesar do Estado de São paulo ter 2,92% do território nacional e 21,65% da população do país, o gasto com pubblicidade do Serra representou 44,61% do gasto do Governo Federal;
2 - isso significa que o Serra gastou com publicidade R$ 5,07 por habitante, enquanto o governo federal gastou R$ 2,46 por habitante com o mesmo serviço; ou seja: o gasto com publicidade por habitante do Serra foi o dobro daquele do Governo Federal;
3 - comparando em termos de território, o Serra gastou com publicidade R$ 813 por kilômetro quadrado, frente a um gasto de apenas R$ 53 por kilômetro quadrado do governo federal; ou seja: por esse parâmetro, o Serra gastou 15 (QUINZE) vezes mais com publicidade que o Governo Lula.
Talvez isso não queira dizer nada, mas, sei lá, não me parece bem o que eu espero de quem diz primar pela eficiência. É essa a tão decantada gestão dos governos tucanos?
Serra quer cortar mais de R$ 50 milhões do programa de combate a enchentes
08/10/2009
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pretende tornar ainda mais escasso, no ano que vem, o volume de dinheiro a ser aplicado no combate às enchentes que, a cada ano, provocam morte, perdas materiais e sacrifícios especialmente às populações pobres das periferias da capital e de grandes cidades do interior. De acordo com o projeto de Orçamento que o governo encaminhou à Assembléia Legislativa, Serra quer reduzir de R$ 252 milhões, neste ano, para R$ 200 milhões, em 2010, as verbas destinadas ao programa de infraestrutura hídrica e combate a enchentes. Serão menos R$ 52 milhões, que correspondem a mais de 20% da dotação orçada para 2009 e quase ao dobro do valor dos atuais contratos para desassoreamento da calha do rio Tietê (R$ 27,2 milhões).
O governador Serra pretende investir menos em serviços e obras complementares da Bacia do Alto Tietê. O corte proposto é de nada menos do que 61%. Outro corte, de 64%, será aplicado nas verbas para os serviços de limpeza e conservação de canais e corpos dágua.
A proposta orçamentária prevê ainda reduzir em quase 18% os investimentos do Departamento de Águas e Energia Elétrica – de R$ 237 milhões deste ano para R$ 194,4 milhões em 2010. Também a dotação total do DAEE será reduzida em quase 4% – de R$ 578,5 milhões em 2009 para R$ 558,2 no ano que vem.
Essa tesourada que o Governo Serra planeja aplicar em serviços e obras não se repete, por exemplo, sobre as despesas com propaganda. O governador vem dobrando a cada ano as verbas de publicidade. Gastou R$ 202 milhões, de janeiro a agosto passados, e deverá chegar a R$ 300 milhões no fim de dezembro, para propaganda da administração direta. Ao mesmo tempo, as despesas das empresas estatais com publicidade aumentaram aproximadamente 700% neste ano, comparativamente a 2008.
Kassab repete parceiro
Como o governador Serra, seu principal parceiro no estado, o prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM), dedica especial carinho à propaganda. Na proposta orçamentária que a Câmara de Vereadores examina para 2010, Kassab prevê aumento de 239% nas despesas com publicidade – de R$ 31 milhões, originalmente previstos no orçamento de 2009, para R$ 105 milhões em 2010 – e redução de investimentos e gastos nas áreas sociais.
O projeto do prefeito não amplia investimentos em transporte público e ainda tornará esse serviço mais caro à população, em conseqüência de um corte de 31% nos subsídios das tarifas, que provocará aumento nos preços das passagens. A proposta orçamentária evidencia que Kassab não vai construir corredores de ônibus e que aplicará apenas R$ 10 milhões na expansão do metrô. Em 2008 ele prometeu investir R$ 1 bilhão no metrô, mas não foi além de R$ 275 milhões.
Além disso, Kassab continuará adiando obras aguardadas pela população e tirará recursos das 31 subprefeituras, que prestam serviço diretamente aos moradores de São Paulo.
Três hospitais novos, prometidos à população paulistana na campanha eleitoral de 2008, continuarão no papel. Os recursos orçamentários para cada uma dessas obras sofrerão corte de 83% – R$ de 30 milhões, no orçamento de 2009, para R$ 5 milhões em 2010.
O prefeito manterá praticamente nos mesmos padrões de 2009 os investimentos e/ou gastos em habitação, saneamento, urbanização de favelas, creches, assistência e desenvolvimento social.
Interessantes os dados sobre gastos com publicidade pelo Governo Serra. Mais interessante ainda, é compará-los com os gastos do Governo Lula. Vamos lá.
Segundo a matéria abaixo, a administração direta do Estado de São Paulo gastou até agosto R$ 202.000.000,00 em publicidade, de um total de R$ 300.000.000,00 estimados para o ano todo. Já o Governo Lula, segundo o Blog do PSDB de MG, gastou, no mesmo período, R$ 452.800.000,00, de um total previsto de R$ 588.000.000,00.
Como o Governo Serra nega que o os gastos com publicidade correspondam a todo o orçamento da Secretaria de Comunicação, trabalhei com os gastos já realizados para os dois governos.
Uma rápida consulta ao site do IBGE e algumas contas simples revelam que o Estado de São Paulo ocupa 248.209 kilômetros quadrados do território brasileiro (ou 2,92% do total) e, conforme dados de 2007, tem 39.827.570 habitantes, ou 21,65% da população do país.
Agora, comparando os dados:
1 - apesar do Estado de São paulo ter 2,92% do território nacional e 21,65% da população do país, o gasto com pubblicidade do Serra representou 44,61% do gasto do Governo Federal;
2 - isso significa que o Serra gastou com publicidade R$ 5,07 por habitante, enquanto o governo federal gastou R$ 2,46 por habitante com o mesmo serviço; ou seja: o gasto com publicidade por habitante do Serra foi o dobro daquele do Governo Federal;
3 - comparando em termos de território, o Serra gastou com publicidade R$ 813 por kilômetro quadrado, frente a um gasto de apenas R$ 53 por kilômetro quadrado do governo federal; ou seja: por esse parâmetro, o Serra gastou 15 (QUINZE) vezes mais com publicidade que o Governo Lula.
Talvez isso não queira dizer nada, mas, sei lá, não me parece bem o que eu espero de quem diz primar pela eficiência. É essa a tão decantada gestão dos governos tucanos?
Serra quer cortar mais de R$ 50 milhões do programa de combate a enchentes
08/10/2009
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pretende tornar ainda mais escasso, no ano que vem, o volume de dinheiro a ser aplicado no combate às enchentes que, a cada ano, provocam morte, perdas materiais e sacrifícios especialmente às populações pobres das periferias da capital e de grandes cidades do interior. De acordo com o projeto de Orçamento que o governo encaminhou à Assembléia Legislativa, Serra quer reduzir de R$ 252 milhões, neste ano, para R$ 200 milhões, em 2010, as verbas destinadas ao programa de infraestrutura hídrica e combate a enchentes. Serão menos R$ 52 milhões, que correspondem a mais de 20% da dotação orçada para 2009 e quase ao dobro do valor dos atuais contratos para desassoreamento da calha do rio Tietê (R$ 27,2 milhões).
O governador Serra pretende investir menos em serviços e obras complementares da Bacia do Alto Tietê. O corte proposto é de nada menos do que 61%. Outro corte, de 64%, será aplicado nas verbas para os serviços de limpeza e conservação de canais e corpos dágua.
A proposta orçamentária prevê ainda reduzir em quase 18% os investimentos do Departamento de Águas e Energia Elétrica – de R$ 237 milhões deste ano para R$ 194,4 milhões em 2010. Também a dotação total do DAEE será reduzida em quase 4% – de R$ 578,5 milhões em 2009 para R$ 558,2 no ano que vem.
Essa tesourada que o Governo Serra planeja aplicar em serviços e obras não se repete, por exemplo, sobre as despesas com propaganda. O governador vem dobrando a cada ano as verbas de publicidade. Gastou R$ 202 milhões, de janeiro a agosto passados, e deverá chegar a R$ 300 milhões no fim de dezembro, para propaganda da administração direta. Ao mesmo tempo, as despesas das empresas estatais com publicidade aumentaram aproximadamente 700% neste ano, comparativamente a 2008.
Kassab repete parceiro
Como o governador Serra, seu principal parceiro no estado, o prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM), dedica especial carinho à propaganda. Na proposta orçamentária que a Câmara de Vereadores examina para 2010, Kassab prevê aumento de 239% nas despesas com publicidade – de R$ 31 milhões, originalmente previstos no orçamento de 2009, para R$ 105 milhões em 2010 – e redução de investimentos e gastos nas áreas sociais.
O projeto do prefeito não amplia investimentos em transporte público e ainda tornará esse serviço mais caro à população, em conseqüência de um corte de 31% nos subsídios das tarifas, que provocará aumento nos preços das passagens. A proposta orçamentária evidencia que Kassab não vai construir corredores de ônibus e que aplicará apenas R$ 10 milhões na expansão do metrô. Em 2008 ele prometeu investir R$ 1 bilhão no metrô, mas não foi além de R$ 275 milhões.
Além disso, Kassab continuará adiando obras aguardadas pela população e tirará recursos das 31 subprefeituras, que prestam serviço diretamente aos moradores de São Paulo.
Três hospitais novos, prometidos à população paulistana na campanha eleitoral de 2008, continuarão no papel. Os recursos orçamentários para cada uma dessas obras sofrerão corte de 83% – R$ de 30 milhões, no orçamento de 2009, para R$ 5 milhões em 2010.
O prefeito manterá praticamente nos mesmos padrões de 2009 os investimentos e/ou gastos em habitação, saneamento, urbanização de favelas, creches, assistência e desenvolvimento social.
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