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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os milagres, a língua e o carnaval

Duas anotações e duas pinturas: só isso.
Carnaval em Madureira, de Tarsila do Amaral

"Os milagres acontecem a cada segundo. Os melhores costumam ser discretos. Os grande são secretos."

***** 

"Assim como nós criamos as línguas, elas também nos cria a nós. Mesmo que não o façamos de forma deliberada, todos tendemos a selecionar palavras que utilizamos com maior frequência, e esse uso forma-nos ou deforma-nos, no corpo e no espírito. Um carroceiro, que os dicionários definem como aquele que conduz carroças, quer aquele que se comporta de forma grosseira, adquire pouco a pouco a natureza áspera dos tabuísmos que utiliza. Tabuísmo, poupo-vos por esta vez a consulta ao dicionário, é como chamamos às palavras e locuções consideradas chulas ou demasiado agressivas. Palavrões. Um político ganha com o tempo o aspecto esquivo, cinzento, pouco confiável, de vocábulos como constitucionalmente, compromisso, fraturante etc. (longo bocejo). Os palhaços usam, ou deixam-se usar, por palavras largas e coloridas (a prosódia é intolerável). Os militares – como os rappers – preferem monossílabos, acrónimos, termos sólidos e duros, como guerra, de origem germânica, quase um berro, como aqueles dois erres espinhosos que arranham a garganta.

Podemos alargar esta tese para as diferentes nações. Claro que quanto mais ampla for a generalização maior o risco de errar. Feito o aviso, não custa atribuir a obstinada melancolia dos portugueses ai uso desregrado da palavra saudade, no fado, na poesia, no discurso dos filósofos e dos políticos. Seria interessante estudar o quanto o culto à saudade contrariou, vem contrariando, o esforço para desenvolver Portugal. Já a famosa arrogância e o otimismo dos angolanos poderiam dever-se à insistência em termos como bué (“Angola kuia bué”), futuro, esperança ou vitória. No que respeita à alegria dos brasileiros, poderíamos talvez imputá-la as duas ou três palavras fortes que acompanham desde há muito a construção e o crescimento do país: mulato/mulata, bunda, carnaval.”

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

The world is a dynamic mess



Via Trabalho Sujo e O Universo.


A letra:
[Morgan Freeman]
So, what are we really made of?
Dig deep inside the atom
and you’ll find tiny particles
Held together by invisible forces
Everything is made up
Of tiny packets of energy
Born in cosmic furnaces
[Frank Close]
The atoms that we’re made of have
Negatively charged electrons
Whirling around a big bulky nucleus
[Michio Kaku]
The Quantum Theory
Offers a very different explanation
Of our world
[Brian Cox]
The universe is made of
Twelve particles of matter
Four forces of nature
That’s a wonderful and significant story
[Richard Feynman]
Suppose that little things
Behaved very differently
Than anything big
Nothing’s really as it seems
It’s so wonderfully different
Than anything big
The world is a dynamic mess
Of jiggling things
It’s hard to believe
[Kaku]
The quantum theory
Is so strange and bizzare
Even Einstein couldn’t get his head around it
[Cox]
In the quantum world
The world of particles
Nothing is certain
It’s a world of probabilities
(Refrão)
[Feynman]
It’s very hard to imagine
All the crazy things
That things really are like
Electrons act like waves
No they don’t exactly
They act like particles
No they don’t exactly
[Stephen Hawking]
We need a theory of everything
Which is still just beyond our grasp
We need a theory of everything, perhaps
The ultimate triump of science
(Refrão)
[Feynman]
I gotta stop somewhere
I’ll leave you something to imagine