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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Guilherme Barros: impulsionado por baixa renda, consumo de alimentos cresceu 20% no 1º Tri, revela estudo.

Texto do Blog do Guilherme Barros, no IG.


O consumo de alimentos no Brasil cresceu 20% durante o primeiro trimestre, impulsionado principalmente pelas classes D e E, segundo levantamento da Kantar Worldpanel.

Em valor, a expansão do consumo cresceu 15% na comparação com igual período de 2009.

O maior crescimento das classes D e E ocorreu nas regiões Norte e Nordeste. De acordo com o estudo, na média Brasil, as duas faixas de renda consumiram 17 categorias de cestas monitoradas pela Kantar, enquanto que nas regiões Norte e Nordeste foram 20 tipos.

O consumo da classe C vem logo na sequência, com um crescimento de 16% no número de cestas compradas no período.

“Em resumo, podemos dizer que as classes D e E do Norte e Nordeste foram as campeãs do consumo no primeiro trimestre de 2010”, diz Christine Pereira.

“Na região os não duráveis são o destaque. O aspiracional ali é a mesa farta”, acrescentou.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Brasil Econômico: população de baixa renda está comprando alimentos melhores, aponta pesquisa da FIESP.

Matéria do Brasil Econômico.


As tendências de alimentação para as classes rica, média e pobre indicam que as pessoas de menor poder aquisitivo, que só compravam o básico, passaram a procurar por alimentos mais elaborados, melhores e saborosos.

A constatação é da pesquisa Perfil do Consumo de Alimentos no Brasil, encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ao Ibope e apresentada hoje (18) no seminário Brasil Food Trends 2020.

"Você tem o mercado direcionado ao rico, e sempre haverá alimentos mais sofisticados ainda. Por outro lado, há alimentos hoje que eram reconhecidos como sofisticados, mas que são acessíveis também para as categorias mais baixas", afirmou o coordenador técnico do Brasil Food Trends 2020, Raul Amaral Rego.

Entre as pessoas das classes A, B e C, 59% disseram que na hora de decidir pela compra é importante ter uma marca de sua confiança, 47% admitiram que analisam se o produto é gostoso e 32% afirmaram que avaliam se o produto é mais nutritivo. Os que avaliam se o alimento é de qualidade são 29% e os que dão importância para o preço baixo são 28%.

A pesquisa indicou ainda que a marca exerce maior influência na compra do arroz (44%), feijão (36%), café (32%), leite(24%), dos iogurtes (19%), das bolachas e dos biscoitos (14%) e dos alimentos congelados e semiprontos (13%).

Os produtos que mais despertam o desejo do consumidor quando lançados no mercado são os iogurtes (32%), as bolachas e os biscoitos (28%), o suco pronto para beber (27%), os chocolates e os bombons (25%), os queijos (24%) e os alimentos congelados e semiprontos (21%).

O gerente do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Antonio Carlos Costa, disse que é difícil prever o futuro com relação às tendências alimentares da sociedade brasileira.

"Nós não fizemos uma segmentação entre as classes rica, média e pobre. Quando falamos dessas tendências na pesquisa, algumas dessas peculiaridades ficam claras. Mas é interessante notar que o consumidor brasileiro está preocupado com os atributos como a segurança dos alimentos, qualidade, ética. Então é realmente um desejo da sociedade como um todo".

Para a coordenadora do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo, Sandra Chemim, quando o alimento é visto apenas pela praticidade, leva a um risco e mostra que a população brasileira está engordando cada vez mais. "A população busca produtos práticos, porém nem sempre ideais e nutritivos".

Segundo ela, aqueles que têm pouco tempo para se alimentar devem buscar uma alimentação mais diversificada possível. "O ideal é seguir a cultura alimentar: arroz, feijão, carne, verdura, legumes e frutas. Com isso atendemos todas as necessidades".

Sandra destacou como ponto positivo da pesquisa o fato de que as pessoas, independentemente da classe social, vão buscar os produtos pela qualidade e pela saudabilidade.

"Começamos a perceber que a população brasileira se preocupa muito com a saúde. Ou está começando a se preocupar. A população vai buscar algum produto que traga algum elemento que vai deixá-la mais saudável", disse.