terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nassif: o desenvolvimentismo de Serra "nunca chegou a existir".

Artigo do Nassif em seu blog.

Com todo o respeito ao Jornalista, tenho sérias dúvidas sobre a propriedade e a utilidade de conclusões anlíticas feitas fora de um ambiente terapêutico e por profissional não treinado.

Mas esse artigo e a reportagem da Piauí, dependendo da credibilidade a eles conferida, traçam um perfil alternativo ao do Super Gerente Serra, tão propalado. Aqui, como na revista, aparece um personagem inseguro, incapaz de tomar uma decisão de fato, perdido em um emaranhado de discursos sem substância e com apenas uma certeza: a de que é predestinado a salvar o País.

08/02/2010 - 14:27

Ontem houve um congresso do PSDB, organizado pelo Xico Graziano, para discutir as novas ideias do partido. O governador José Serra não compareceu porque está em período de recolhimento. Aécio não apareceu para não colocar azeitona na empada paulista. Sobrou FHC para apresentar as “novas ideias”.

Ao mesmo tempo, a velha mídia se agarra como pode ao artigo de domingo de FHC para tentar criar um fato político, uma diferenciação programática com Lula.

Goste-se ou não, FHC é a única voz da oposição.  E não deve ser por gosto, não. Se a oposição tivesse conseguido desfraldar novas bandeiras, defender o seu governo, FHC estaria gozando da aposentadoria merecida.

Ocupando o vácuo

FHC ocupou o espaço porque há um vácuo no PSDB que não foi preenchido.

Quando José Serra foi eleito governador de São Paulo, muitos amigos aconselharam que ele inaugurasse o “serrismo”, adaptando o programa do PSDB aos novos paradigmas econômicos e sociais e deixando de lado definitivamente a herança malanista de FHC. Seria o “aggiornamento” capaz de aparar os exageros mercadistas do período anterior, reciclando o PSDB para a nova etapa.

Ele se recusou.

Fui um desses conselheiros e me surpreendeu a ênfase com que Serra reagiu: “Você está enganado, FHC é meu amigo”.

Estranhei. Não se tratava de amizade, lealdade e coisa e tal, mas de um posicionamento político essencial para a sobrevida do próprio bastião da centro-esquerda que Serra, até então, parecia disposto a empalmar. Fizesse isso permitiria um salto de qualidade na discussão política, tornando-a programática, uma discussão com Lula em torno de ideias, programas, tirando-a do lamaçal em que a velha mídia a havia jogado a partir de 2005.

Mas havia razões para o não-rompimento que iam além da minha compreensão à época.

A ilusão do “serrismo”

A primeira é que o “serrismo” a rigor nunca chegou a existir de fato. Foi fruto do desejo coletivo de um grupo de críticos da inércia da era fernandista, que Serra soube cultivar.

As ideias passeavam pela cabeça de Serra, mas não eram assimiladas, como sabem muito bem os amigos que tentaram convencê-lo a adotar programas de qualidade. Nenhum foi à frente, embora bancados integralmente pelo setor privado.   Ficaram órfãos igualmente os guerreiros da inovação que sonhavam com o intelectual Serra levantando a bandeira. E os desenvolvimentistas, para quem Serra acenou tibiamente com uma única bandeira: a favor de um câmbio competitivo. E só. Mesmo assim, nunca se comprometeu publicamente com o tema.

Na última crise, seu “desenvolvimentismo” se esfarelou. Recusou-se a receber até a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), organização que melhor representa a economia real em que Serra dizia acreditar. Só a recebeu quando soube que preparava-se para, junto com a CUT e a Força Sindical, fazer uma manifestação na porta do Palácio Bandeirantes. Consequência: as primeiras medidas anti-crise de São Paulo saíram só em abril, seis meses depois da crise e quando o governo federal já nadava de braçadas.

A relação FHC-Serra

Aí entra o enigma de Serra, a relação psicológica dele em relação a FHC.

Sua bronca contra o primeiro governo FHC estava muito mais na questão pessoal de ter sido preterido em favor de Pedro Malan, do que em pontos conceituais. Serra se aproximou dos grupos críticos não para definir um novo programa, alternativo ao de FHC, mas como forma de conseguir pontos de apoio contra o “pai”, FHC, que teimava em não valorizá-lo.

Recentemente, o próprio FHC revelou que internamente Serra foi o mais radical defensor da privatização da Vale.

Sem  entrar no mérito da questão, externamente – sempre em conversas, jamais em público – ele se dizia contra a privatização irrestrita, defendendo um pragmatismo mais próximo de Mário Covas.

Essa dubiedade é explicada pelo fato de que, no fundo, o “pai” FHC sempre foi a referência absoluta para Serra. Até para ser “anti”.

Serra cresceu politicamente no primeiro governo apresentando-se como um anti-FHC – na verdade, um anti-Malan. Mas a referência era FHC. É como o “filho” rebelde que acha que fazendo o contrário estará expurgando o fantasma do pai ingrato. Bobagem: a referência, até para ser anti, continuará sendo o pai.
Nas eleições de 2002, Serra acusou FHC de tê-lo boicotado, com medo que seu governo superasse o dele. Mais uma vez o amuo de filho em relação ao pai que não reconhecia seu valor.

Do lado de FHC, a relação sempre foi paternal, e inevitavelmente mordaz. Na entrevista à revista Piauí, o que se observa é o “pai” ironizando as fragilidades do “filho”, expondo sua competitividade obsessiva, o fato de só se relacionar bem com as mulheres, em quem não vê competidores. Que o digam, aliás, seus secretários de estado.

Serra protagonista

Enquanto foi “filho”, toda a vida política não-parlamentar de Serra foi pautada em FHC, em ser o anti-FHC, como o “filho” em busca da emancipação.

Quando Serra assumiu o protagonismo, eleito prefeito e, depois, governador de São Paulo, muda a relação com FHC. Agora, era o filho assumindo o lugar do pai. Enterrar o fernandismo, para Serra, significaria simbolicamente “matar” o próprio pai.

E aí, Freud falou mais alto.

A relação freudiana impediu que o filho celebrasse a obra o pai, garantindo-lhe a aposentadoria tranquila perante a história. Mas como poderia celebrar, se não teve participação decisiva naquele desenho, se sempre foi preterido em favor do filho pródigo Pedro Malan – que tinha, como maior mérito, justamente não ser “filho” de FHC e, portanto, não incomodá-lo com conflitos freudianos.

Depois, o mesmo sentimento dúbio, nessas relações familiares delicadas, impediu que jogasse a pá de cal, encerrando o ciclo velho e dando início ao ciclo novo.

Restou o vácuo.

Agora, no fragor da batalha, o pai é obrigado a voltar a trabalhar e assumir a frente do combate para salvar o Exército, enquanto o filho se perde em conflitos internos imobilizantes.

E foi nessa relação complexa, nesses seres complexos e indecisos, que o PSDB e o DEM e a velha mídia amarraram seu futuro.

R7: Lula quer punição mais severas das empresas corruptoras.

[Atualização: A proposta apresentada pelo Presidente Lula em 2010, seguindo sugestão da CGU, foi finalmente aprova pelo Congresso e sancionada pela Presidenta, dando origem a a Lei 12846/2013.]

Materia do R7.

Interessante e sintomático. Fiesp e CNI, sempre tão prolíxas a falar, com acerto, dos males causados pela corrupção, de repente, quando se trata de punição aos corruptores, se calam.

Lula quer punição de empresas corruptas.

Com nova lei, firmas poderão receber multas de 1% a 30% e até serem extintas

O governo envia nesta segunda-feira (8) ao Congresso um projeto de lei que aumenta as penas a empresas que praticarem atos de corrupção contra a administração pública nacional e estrangeira.

A iniciativa do Executivo ocorre em meio a um escândalo de corrupção protagonizado pelo partido Democratas no Distrito Federal, em que o governador José Roberto Arruda e parlamentares são acusados de receber propina de empresas fornecedoras do DF.

O projeto prevê punição para as empresas que fraudarem licitações ou pagarem propinas a servidores públicos.

Dependendo da irregularidade praticada, a proposta estabelece multa de 1% a 30% do faturamento bruto, impedimento de receber benefícios fiscais, suspensão parcial de atividades ou até a extinção da empresa corruptora.

Atualmente, as sanções são mais brandas. A empresa flagrada pode ser declarada inidônea, o que a proíbe de participar de licitação e manter contratos com o setor público, além de receber uma multa que não chega a lesar o seu patrimônio.

O projeto também impede que novas companhias criadas por empresários autuados ou empresas dessas pessoas em nome de terceiros, os chamados "laranjas", assinem contratos com a administração pública.

Segundo o governo, o projeto tenta também atender a compromissos assumidos pelo Brasil em convenções contra a corrupção no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas), da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Consultada, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) informou que não comentará o assunto, assim como a (Abdib) (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base). Na CNI (Confederação Nacional da Indústria) não havia ninguém para falar sobre o tema.

Por meio de nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, elogiou a proposta.

"Servirá para enfrentar essa relação, muitas vezes espúria, entre o poder público e as empreiteiras. Na corrupção há sempre dois sujeitos: o que é corrompido e aquele que corrompe. É fundamental que haja punição efetiva nas duas pontas", afirmou.

O diretor-executivo da organização não governamental Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, elogiou a medida. Ponderou, entretanto, que ela não será a solução para todo o problema. Para ele, a empresa enfrentará mais riscos ao praticar ou permitir a corrupção se a lei for aprovada. Lembrando da dificuldade de a matéria tramitar com rapidez no Congresso, Abramo destacou o peso da pressão internacional para o governo tomar tal atitude.

- [A corrupção] tem sido um espinho com outros países.

Infomoney: depois do Estatuto da Pequena Empresa, Governo Federal compra 5 vezes mais delas.

MPEs venderam mais de R$ 14 bilhões ao Governo Federal.

Por: Karla Santana Mamona
08/02/10 - 12h20
InfoMoney
SÃO PAULO – No ano passado, o Governo Federal comprou R$ 14,6 bilhões das MPEs (Micro e Pequenas Empresas), o equivalente a quase 30% do montante total (R$ 49,7 bilhões), segundo levantamento realizado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Ainda conforme os dados divulgados pela Agência Sebrae, o número de fornecedores passou de 185.488 para 210.327 empresas. Do total comprado, as microempresas foram as maiores fornecedoras, com mais de R$ 9 bilhões, enquanto as pequenas venderam para governo acima de R$ 5,5 bilhões. O ano de 2009 foi o que registrou o maior volume de recursos referentes a compras realizadas desse segmento, desde 2002.

Produtos mais comprados

A maioria das compras ocorreu via pregão eletrônico, sendo que mais da metade dos R$ 20,4 bilhões adquiridos por esses meio foi das MPEs. Ainda nesta modalidade, os empreendimentos de pequeno porte geraram economia aproximada de R$ 2,9 bilhões ao cofres públicos, mais do que os R$ 2,5 bilhões relativos às empresas às empresas de maior porte.

Em relação aos produtos mais comprados pelo governo, destacam-se os equipamentos para processamento automático de dados, softwares, acessórios e equipamentos de suporte, responsáveis por 14% do total adquirido dessas empresas. No setor de serviços, os produtos que registraram maiores vendas foram os serviços especiais de construção, respondendo por 24% do total contratado.

Lei Geral da MPEs

O valor comprado pelo governo das micro e pequenas empresas representou crescimento acima de 500% ante 2006, ano que a Lei Geral das MPEs entrou em vigor.

“O uso do poder de compra do Governo Federal, utilizando-se dos mecanismos previstos na Lei Geral, que dão às micro e pequenas empresas o devido tratamento diferenciado, além da economia nas compras, está transferindo para economia recursos equivalentes ao Programa Bolsa Família” declarou o consultor de políticas públicas do Sebrae, Robson Schmidt.

Ele afirmou ainda que essa política do poder de uso de compra do Estado capacita as empresas tecnologicamente, aumenta a competitividade, melhora os bens e serviços ofertados à população e melhora a distribuição de renda.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Identidade.

Espelho, de João Nogueira e Paulo César Pinheiro.

R7: investimentos em infraestrutura e aumento do mercado consumidor trazem venda recorde de caminhões.

Matéria do R7.

Produção e venda de caminhões têm melhor janeiro da história.

Expectativa de aumento da safra agrícola é uma das razões para resultado positivo


A produção e as vendas de caminhões tiveram o melhor janeiro da história, informou nesta quinta-feira (4) a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A indústria fabricou 11.633 caminhões no mês passado, ante 7.566 unidades em janeiro de 2009, alta de 53,7%. Na ponta de vendas, foram comercializados 9.739 caminhões em janeiro de 2010 ante 6.336 em janeiro de 2009, alta também de 53,7%.

Segundo o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, a retomada das vendas de caminhões começou em setembro e é resultado do crescimento da economia do país. 

- Estamos entrando em um novo patamar de vendas que varia entre 9 e 10 mil unidades por mês. A venda um automóvel é muito puxada pela emoção e as montadoras trabalham com isso na publicidade. Já o caminhão é uma venda muito técnica, que só ocorre se houver frete para pagar o caminhão.

Entre os aspectos citados por Schneider e que têm favorecido as vendas de caminhões, estão o aumento dos investimentos em infraestrutura, perspectivas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) - entre 5,5% e 6% neste ano -, o aumento contínuo do mercado consumidor e as projeções para a safra agrícola deste ano de 141 milhões de toneladas, nível muito próximo ao recorde histórico de 144,5 milhões de toneladas de 2008.

Trata-se de uma bela safra que precisa ser transportada. Todas essas condições se juntaram às boas políticas de acesso ao crédito pelo Finame do BNDES.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

IT: Lula inaugura a primeira fábrica de chips da América Latina, uma estatal criada por ele em 2008.

Matéria do Inovação Tecnológica.

Inaugurada primeira fábrica brasileira de circuitos integrados.
Redação do Site Inovação Tecnológica - 04/02/2010

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, inaugura nesta sexta-feira (5), a fábrica da Ceitec S.A., a primeira fábrica de chips da América Latina.

Instalada em Porto alegre (RS), a Ceitec é uma estatal, com fins lucrativos, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, criada por decreto presidencial em novembro de 2008. O investimento na construção foi superior a R$ 400 milhões.

Indústria eletrônica no Brasil

O investimento feito pelo governo, superior a R$ 400 milhões, tem o objetivo de desenvolver a indústria de semicondutores no Brasil, atraindo novos fabricantes e gerando as condições para a consolidação da indústria microeletrônica avançada no País.

Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nos países desenvolvidos, o setor eletrônico responde por 12% do Produto Interno Bruto (PIB). No Brasil, a indústria eletrônica é responsável por apenas 1,7% do PIB.

Sala limpa

A fábrica tem uma sala limpa classe 100, considerada 10 mil vezes mais limpa do que uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Tamanho grau de assepsia é necessário para que os circuitos integrados (CIs) sejam gravados nas pastilhas (wafers) de silício. Para garantir esse nível de limpeza, a Ceitec utiliza água e ar ultra puros, produzidos na empresa.

Os chips da Ceitec são produzidos a partir de wafers de seis polegadas de diâmetro. O processo produtivo da fábrica se inicia com esses wafers, que são lâminas circulares de silício - que é um material semicondutor - e termina com os chips impressos em processos fotoquímicos nessas lâminas.

Cada chip é fruto de um processo de 200 etapas, desde a difusão das pastilhas de silício em fornos até a aplicação de íons sobre o chip para alteração de suas características de condutibilidade.

Cada circuito integrado gravado na pastilha tem uma espessura centenas de vezes mais fina do que um fio de cabelo. Por isso, desde o design do chip até sua fabricação e teste, é aplicada uma tecnologia de ponta até agora inédita no Brasil.

A Ceitec foca sua atuação nos segmentos de identificação por radiofrequência (RFID), comunicação sem fio e mídias digitais. A empresa já desenvolveu e produziu chips para rastreabilidade animal e para moduladores de TV digital, além de um circuito integrado para controle e automação industrial.

Mão de obra especializada

O presidente da entidade é o alemão Eduard Weichselbaumer, escolhido pelo comitê de busca do MCT devido à sua experiência de mais de 25 anos na indústria de semicondutores na Europa, Estados Unidos e Ásia. Weichselbaumer já foi executivo e presidiu companhias que, a exemplo da Ceitec iniciavam suas atividades, as chamadas start-ups.

A Ceitec está em fase de expansão. Após entrar em operação, em agosto de 2009, em apenas 60 dias contratou quase 100 profissionais de alta especialização e classe mundial. Até maio próximo, serão mais de 250 funcionários nas áreas de engenharia e técnicos especialistas no Design Center e na fábrica.

Este ano, o Ceitec prevê contratar 120 engenheiros, incluindo mestres, doutores, profissionais com experiência na indústria de semicondutores e recém-formados. A fábrica deve empregar cerca de 40 profissionais altamente especializados, enquanto os demais deverão trabalhar no centro do pesquisa e desenvolvimento da estatal.

RFID e WiMax
O Chip do Boi, tecnicamente uma etiqueta RFID, está em fase de teste de campo, em Minas Gerais. Serão mais de 10 mil brincos aplicados em rebanhos no Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e outros estados.

Também usando a tecnologia de RFID, foram criados produtos para rastreabilidade de automóveis, automação de aeroportos, rastreabilidade de medicamentos e derivados de sangue e o passaporte eletrônico.

Estão em desenvolvimento, chips para modulação (recepção) de TV Digital e para a última milha de transmissão de banda larga via WiMax.

Balança comercial de eletrônicos

A indústria eletroeletrônica representa o maior setor industrial nas economias avançadas. Este ano, mais de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial serão gerados por este setor, de acordo com a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos (OCDE). No Brasil, segundo a Associação da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a indústria eletroeletrônica representava 4,3% do PIB, em 2008.

Os dados consolidados da Abinee mostram ainda que o déficit da balança comercial de produtos do setor eletroeletrônico foi de US$ 17,5 bilhões, em 2009, superando as previsões anteriores de US$ 16,8 bilhões. Para este ano, a previsão é que o déficit atinja US$ 19,5 milhões. Grande parte deste déficit resulta da reduzida fabricação no País de semicondutores e do alto volume de importações para atender a demanda por produtos eletroeletrônicos.

As exportações brasileiras decorrente da produção de componentes discretos e do encapsulamento, montagem final e testes de componentes semicondutores, em geral de baixa complexidade, cresceram 50% entre 2000 e 2008, passando de US$ 50 milhões em 2000 para US$ 76 milhões em 2008, retornando ao patamar de US$ 57 milhões em 2009. As importações, por sua vez, cresceram 94,1% no mesmo período (média superior a 8% ao ano). Em 2000, eram de US$ 2 bilhões, chegando a US$ 4 bilhões em 2008 e US$ 3,2 bilhões em 2009.

O déficit nacional em componentes semicondutores também tem crescido, em decorrência da pequena produção e do crescente aumento no uso de circuitos integrados na indústria eletroeletrônica. A relevância dos componentes semicondutores para o setor eletroeletrônico, não só como insumo, mas também como agente indutor de inovações, motivou a inclusão do tema entre as prioridades nos planos e programas do governo Federal.

Portal Exame: capacidade de geração de energia eólica no Brasil cresce o dobro da taxa mundial.

Matéria do Portal Exame.

Cresce geração de energia eólica no Brasil.
O aumento na capacidade de geração de energia eólica no Brasil foi superior ao dos Estados Unidos, cujo crescimento foi de 39% em 2009.

A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77 7% em 2009, em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter uma capacidade instalada de 606 megawatts (MW), contra os 341 MW de 2008.

Os dados, divulgados hoje (3) pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial: 31%.

O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados Unidos, que teve aumento de 39%, o da Índia (13%) e o da Europa (16%), mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em 107%.

O Brasil também cresceu menos do que a média da América Latina, cujo aumento foi de 95%, puxado, em grande parte, pelas expansões de capacidade do México (137%), Chile (740%), da Costa Rica (67%) e Nicarágua (que saiu de zero para 40 MW).

De acordo com a pesquisa, a capacidade da América Latina passou de 653 MW para 1,27 gigawatt (GW ou 1.270 MW), enquanto a capacidade do mundo ampliou-se em 37,5 GW, chegando a 157,9 GW. Em termos absolutos, os Estados Unidos têm uma capacidade de 35 GW, a China, de 25 GW, a Índia, de 11 GW e a Europa, de 76 GW.

O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa apenas 0,38% do total mundial. Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o desenvolvimento do parque eólico do país só não é maior porque o Brasil tem muita capacidade hidrelétrica instalada e potencial.

Segundo ele, apesar disso, o Brasil tem ainda muito terreno para crescer na energia eólica. A energia eólica é importante, porque ela é complementar a esse potencial hidráulico. Inclusive porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e vai ficar cada vez mais controlado, disse Perrelli.

De acordo com a ABEEólica, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve crescer ainda mais nos próximos anos. Isso porque um leilão realizado no ano passado comercializou 1.805 MW que devem ser entregues até 2012.

Agência Brasil: Governo Federal reduz tributo para conter inflação.

Matéria da Agência Brasil.

Cide ficará menor para a gasolina a partir desta sexta-feira.
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A partir de sexta-feira (5), a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) ficará menor para a gasolina. A alíquota cairá de R$ 0,23 para R$ 0,15 por litro. A desoneração valerá até 30 de abril.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou há pouco a medida. Segundo ele, a mudança tem como objetivo compensar o aumento no preço do combustível decorrente da redução de 25% para 20% da mistura de álcool na gasolina, que entrou em vigor segunda-feira (1º).

De acordo com Mantega, o governo deixará de arrecadar R$ 91 milhões com a medida. O ministro explicou que o percentual de redução foi decidido com base no impacto que a alteração na mistura teria sobre o preço final da gasolina.

"A tendência é que o preço da gasolina subiria cerca de 4% [sem a redução da Cide]. Estamos reduzindo o tributo aproximadamente na mesma proporção para manter a estabilidade no preço para o consumidor", afirmou o ministro.

Segundo Mantega, a queda na Cide também reduzirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre a gasolina. Isso porque o ICMS, que é cobrado pelos estados e o Distrito Federal, incide sobre a alíquota da Cide. “Na cidade de São Paulo, o peso dos impostos sobre o litro cairá R$ 0,10”, declarou.

A adição de álcool na gasolina tem como objetivo baratear o preço nas bombas. Com a redução no percentual na mistura, a gasolina fica mais cara.

Essa não é a primeira vez que o governo altera a cobrança da Cide para equilibrar o preço dos combustíveis. Em abril de 2008, o governo reduziu a alíquota da Cide para compensar o aumento no preço dos combustíveis nas refinarias e impedir a alta de preços para o consumidor final. Na ocasião, o imposto sobre a gasolina passou de R$ 0,28 para R$ 0,18 por litro. No diesel, a redução foi de R$ 0,07 para R$ 0,03 por litro.

Em junho do ano passado, quando o preço dos combustíveis caiu, o governo reajustou a Cide. Para a gasolina, a alíquota subiu para R$ 0,23. No caso do diesel, o valor retornou a R$ 0,07 por litro.

O ministro também afirmou que a desoneração não põe em risco o cumprimento da meta de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – para este ano. “Há espaço para esse tipo de redução”, destacou Mantega.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Valor: com investimento e estímulo do Governo Federal, setor de P&D finalmente avança no Brasil.

Artigo publicado no Valor Econômico e disponível aqui e aqui.

O avanço de P&D no Brasil.
Artigo de Cristiano Romero


Governo e indústria investem mais no setor, que ainda precisa absorver doutores e pesquisadores no setor privado

Nunca foi fácil convencer empresário brasileiro a destinar parte do capital de suas companhias a investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). O ambiente macroeconômico, marcado por décadas de inflação crônica, não ajudava, mas, além disso, inexistia no país uma cultura pró-Ciência e Tecnologia (C&T). Felizmente, isso está mudando.

Em 2006, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) lançou, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o primeiro edital para a concessão de subvenção econômica (recursos a fundo perdido) a empresas interessadas em investir em inovação. De lá para cá, a demanda tem sido crescente. No total, chegou a 8.890 projetos, dos quais, 791 foram aprovados, a um custo de R$ 1,5 bilhão para os cofres públicos. Neste ano, serão liberados mais R$ 600 milhões para essa modalidade.

Além da subvenção, têm crescido, também de forma exponencial, as operações de crédito, igualmente para projetos de inovação, realizadas pela Finep e o BNDES. No primeiro caso, os desembolsos saltaram de R$ 117 milhões em 2004 para R$ 1,6 bilhão no ano passado. No BNDES, as liberações para projetos de apoio à inovação saltaram de R$ 105 milhões em 2006 para R$ 1,3 bilhão em 2008 - até outubro de 2009, os empréstimos haviam atingido R$ 980 milhões. Na gestão do presidente Luciano Coutinho, o banco passou a considerar inovação tecnológica um dos critérios da análise dos pedidos de crédito.

Nos dois casos, é interessante notar que a concessão de crédito cresceu em meio à crise financeira internacional. Esta é, sem dúvida, uma novidade. No passado, toda vez que o Brasil entrava em crise, ou por suas próprias mazelas ou em decorrência de turbulência externa, o governo cortava, imediatamente, a liberação de recursos para investimentos em C&T.

O governo federal, que tem tido um papel importante na alavancagem das aplicações privadas em P&D, não se deixou abater pela crise. Os dados de execução orçamentária do MCT mostram que, em 11 anos, os recursos para C&T, excluídos os gastos com pessoal, cresceram 506%. Em 2009, atingiram R$ 5,6 bilhões e no ano corrente devem chegar a R$ 7,2 bilhões, um recorde.

O Brasil está começando, finalmente, a entrar na corrida das nações nessa área. A combinação de investimento público e privado tem elevado de forma expressiva o dispêndio nacional em P&D. Em 2004, ano que marcou o fundo do poço em C&T no período recente, possivelmente em consequência da violenta crise fiscal vivida pelo Estado brasileiro em 2002 e 2003, o total aplicado foi de apenas 0,9% do PIB. Em 2008, pulou para 1,13%.

Os números mostram que o Brasil ainda está aquém da média dos países da OCDE - de 2% do PIB. Por outro lado, revelam que tem ocorrido uma evolução firme no país. "O Brasil é uma economia de pesquisa competitiva e crescentemente importante. A capacidade de sua força de trabalho de pesquisadores e o investimento em P&D estão expandindo rapidamente, oferecendo muitas novas possibilidades num portfólio de pesquisa diversificado", atestou, em relatório do ano passado, a Thomson Reuters, empresa que lidera o fornecimento de informações sobre publicações de pesquisa e suas citações no mundo.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, acredita que a mudança de mentalidade em curso no país se deve, em primeiro lugar, à mudança do ambiente econômico, que passou a exigir das empresas maior produtividade e competitividade.

No setor público, um marco importante foi a criação, no governo Fernando Henrique, dos fundos setoriais de C&T, uma fonte permanente de recursos para pesquisa, e, já no governo Lula, a aprovação da Lei de Inovação, que tenta aproximar a pesquisa científica dos empreendimentos privados, além da chamada Lei do Bem, que criou incentivos fiscais para as empresas interessadas em aplicar em P&D.

Físico, com doutorado no MIT (Massachusetts Institute of Technology), a meca da inovação científica nos Estados Unidos, Rezende chama a atenção para o fato de entidades empresariais brasileira, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC), criado pelo empresário Jorge Gerdau, terem acordado para a importância dos investimentos em P&D. Ele lembra que, hoje, o Brasil forma 10 mil doutores por ano e publica cerca de 20 mil papers científicos, dez vezes mais do que fazia em 1981.

Apesar da sensível melhora, muito ainda há para se avançar. Existem programas do MCT em que sobram recursos e falta demanda. Um deles é a subvenção paga pela Finep às empresas que contratem mestres ou doutores para trabalhar em projetos inovadores - o benefício lhes assegura o pagamento de 50% do salário do novo funcionário.

Desde o lançamento do incentivo, há quase quatro anos, apenas 42 mestres e 26 doutores, de 18 empresas, foram empregados no âmbito do programa. "As empresas preferem contratar engenheiros. Apesar do benefício, acham caro contratar mestres e doutores", diz Rezende.

(Valor Econômico, 3/2)

Brasil Econômico: Governo Federal investe R$ 26 bilhões e dobra a malha de gasodutos de 2003 a 2010.

Matéria do Brasil Econômico.

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O uso do gás aumentou no Brasil nos últimos oito anos. A malha de gasodutos, que em 2003 era de aproximadamente 5 mil quilômetros, passará a cerca de 10 mil km neste ano.

Mais um passo será dado na integração energética do país, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurar hoje (3) o Gasoduto Cabiúnas-Reduc 3 (Gasduc 3) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A estrutura, com 179 quilômetros de extensão, liga o norte do Rio de Janeiro à região metropolitana e custou R$ 2,54 bilhões. Deste total, R$ 182 milhões foram investidos na construção de um túnel com 3.758 metros, sob a Serra de Santana, no município de Cachoeiras de Macacu, a fim de evitar impactos sobre a vida silvestre no local.

A importância principal do Gasduc será a interligação, dentro de dois meses, com o Gasoduto Sudeste Nordeste, conhecido como Gasene, permitindo uma integração energética com os estados do Nordeste, segundo a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster.

"O gás do Nordeste pode encontrar mercado no Sudeste do país. Então, hoje você literalmente integrou os dois países do ponto de vista gasífero. Tinha um Brasil pra lá e um Brasil pra cá. Esse gasoduto ligou os dois. Então, se um governador, lá no Ceará, dá vantagens competitivas para a instalação de uma planta de pneu, por exemplo, não vai deixar de ir para lá por causa do gás. Basta a distribuidora fazer um contrato comigo [Petrobras], fazer um contrato com o consumidor e o gás lá vai", assinalou Graça Foster.

Segundo ela, a inauguração do último trecho do Gasene - Cacimbas-Catu - deve ocorrer na segunda quinzena de março, o que deverá alterar a matriz energética do Nordeste. "Muda completamente. É um sinal muito bom. A gente não tem mais o que fazer. Já está pronto. É só administrar as inaugurações", comemorou a diretora da estatal. No total, o Gasene tem 1.387 quilômetros.

Ela informou que, desde 2003, o governo investiu R$ 26 bilhões na construção da malha de gasodutos no país. Com a maior integração, o sistema será mais confiável, pois haverá várias fontes de gás abastecendo os consumidores, de forma interligada, como ocorre hoje no sistema elétrico.

O gás produzido pela Petrobras pode ser utilizado de várias formas, beneficiando desde o consumidor que utiliza o produto como combustível no carro, até como fonte energética para termelétricas e empresas de todos os tamanhos. O gás também é usado na fabricação de insumos diversos, incluindo a indústria de fertilizantes

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

R7: 70% dos empreendedores devem contratar em 2010, revela pesquisa.

Matéira do R7.

Sobre a importância do emprego na superação de qualquer crise, esse artigo é bem esclarecedor.

Empresário brasileiro está mais otimista em 2010.

Pesquisa do Lide aponta que 70% dos empreendedores devem contratar neste ano

O empresariado brasileiro está mais otimista em relação à economia brasileira em 2010, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (2) pelo Lide (grupo de líderes empresariais) em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), durante seminário Brasil preparado para crescer do Lide (grupo de líderes empresariais), em São Paulo.

Para 74% dos empresários, os negócios neste ano estão melhores que em 2009. A contratação de novos trabalhadores está prevista para 70% dos empresários e somente 4% devem demitir. O valor alto dos impostos ainda continua sendo a queixa da maioria dos empresários (74%). O Lide reúne 750 empresários, ou seja, que respondem por 44% de tudo que é produzido no país.

O presidente do grupo Lide, João Dória Jr [sobre o JD Jr.], afirmou que o objetivo do grupo de empresários é que a agenda do governo, ou seja, os projetos voltados ao país, tenham objetivos econômicos e não políticos.

- É importante prosseguir os investimentos em educação, promover a reforma tributária, a reforma política, aumentar a eficiência do setor público e eliminar a corrupção.

Para Ivan Zurita, presidente da Nestlé, o cenário econômico apresentado neste ano aponta para um crescimento sustentável.

- Os fundamentos estão dados: voltamos a receber investimento estrangeiro, as reservas brasileiras superam R$ 442,5 bilhões (US$ 240 bilhões), o empresariado está entusiasmado e as empresas estão mais resistentes. A perspectiva tem que ser positiva mesmo.

Para Abilio Diniz, presidente do Grupo Pão de Açúcar, o governo acertou em priorizar o consumo interno, ou seja, a demanda interna do país, em relação às exportações. O empresário afirma que o cenário apresentado na economia brasileira é para se comemorar.

- É preciso estimular o consumo e não o consumismo. Houve a redução dos impostos de produtos essenciais por parte do governo, o que significava [no início da implantação dos programas] o não adiamento das compras [por parte do consumidor]. Nas reuniões com investidores estrangeiros, sinto alegria em ser brasileiro. O Brasil vive um momento sensacional.

O Lide é uma associação de empresários, formado por líderes de corporações nacionais e internacionais, que promove a integração entre as empresas, organizações e entidades privadas, por meio de programas de debates, fóruns de negócios, atividades de conteúdo, iniciativas de apoio à sustentabilidade e responsabilidade social.

Portal Exame: BNDES apoiará a criação de multinacionais brasileiras.

Matéria do Portal Exame.

Aqui e aqui, há artigos acerca da importância da criação de grandes emrpesas nacionais para o desenvolvimento do país.

| 02.02.2010 | 10h13

A crise mundial criou uma oportunidade de acelerar um processo considerado estratégico pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): a criação de multinacionais brasileiras. Com a desvalorização de vários ativos nas economias centrais, o banco se prepara para apoiar empresas nacionais que queiram aproveitar o cenário favorável para comprar concorrentes de outros países. O BNDES planeja gerar mais ativos no exterior para aumentar as chances das brasileiras nas compras externas.

A estruturação de uma operação consistente e estável do BNDES no exterior para apoiar a internacionalização de grupos brasileiros é a principal missão de Sérgio Foldes, funcionário de carreira do banco que acaba de assumir a superintendência da área internacional do banco. Além do escritório em Montevidéu, o BNDES formata a atuação de sua primeira subsidiária no exterior, a BNDES Limited, aberta no ano passado em Londres. Um dos planos em estudo pelo banco é usar estruturas no exterior para emprestar diretamente lá fora, e aumentar as chances de negócios internacionais das empresas brasileiras.

"Estamos na doce situação de daqui a pouco sermos chamados a criar as multinacionais brasileiras. Já temos alguns líderes mundiais e essa é uma tendência que vai se aprofundar. Os mecanismos do BNDES já permitem algum apoio, mas talvez não seja suficiente na escala que se imagina", disse Foldes, referindo-se à linha de internacionalização, criada em 2005, que já viabilizou negócios de grupos como AmBev e Andrade Gutierrez com R$ 8 bilhões, em países como Argentina, Alemanha, EUA e Índia. Em uma das operações mais emblemáticas, o banco ficou com ações da JBS Friboi para apoiá-la na aquisição da americana Swift. O grupo se tornou uma das líderes mundiais em carnes.

No entanto, o BNDES quer fazer mais. Foldes indica que a diretriz é oferecer no exterior o mesmo apoio para investimentos que o banco tem ampliado no Brasil. Além do crédito, o banco poderá usar instrumentos como a aquisição de participações acionárias e papéis de empresas brasileiras emitidos no exterior, que seriam integrados a seus ativos externos. Além disso, captações internacionais, como a de US$ 1 bilhão realizada este mês, deverão ser feitas diretamente no exterior. "Para apoiar as empresas brasileiras, o BNDES pode ter de gerar ativos no exterior", disse Foldes, sem detalhá-los. Segundo ele, a preparação dos mecanismos ainda é "um trabalho em gestação."

Estadão: roubos batem recorde em São Paulo.

Matéria do Estadão.

Talvez isso explique alguns dados daquela pesquisa recente, que apurou que 57% dos paulistanos de deixariam a cidade, se pudessem. Segundo o levantamento, 74% da população está insatisfeita com o policiamento.


Número chegou a 257 mil, maior índice já registrado; homicídios, sequestros e latrocínios também aumentaram

Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli - O Estado de S. Paulo
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SÃO PAULO - O ano passado registrou piora generalizada nos índices de crimes no Estado de São Paulo. Os roubos alcançaram o mais alto valor da série histórica, com 257.004 ocorrências, 18% acima do ano anterior. O recorde de roubos havia sido alcançado em 2003, quando foram registrados 248.406 casos. Os dados serão publicados na edição de hoje do Diário Oficial do Estado, no item dedicado aos despachos do Gabinete do Secretário da Segurança Pública.

Também cresceu o total de casos de latrocínios, sequestros, roubo e furto de veículos. Para piorar, a violência policial também aumentou. No ano passado, foram registrados 549 casos de resistências seguidas de morte - quando a vítima morre em supostos confrontos com a polícia. O total é 27% maior do que os 431 casos contabilizados no ano anterior.

São raras as boas notícias no balanço da Segurança Pública no ano passado. Uma delas foi o crescimento na apreensão de entorpecentes, que subiu 11% em relação a 2008. Foram apreendidas no ano passado pelas Polícias Civil e Militar 27.886 quilos de drogas, quase três vezes mais do que era apreendido em 2000. O crescimento na apreensão é resultado de trabalho mais eficiente da polícia. Também coincide com a troca de comando do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), chefiado no último ano pelo delegado Eduardo Hallage.

Até mesmo os homicídios, que vinham registrando uma sequência histórica de queda, tiveram ligeiro aumento no ano passado - 3% no Estado. As quedas nos assassinatos, contudo, continuaram a acontecer na capital e na Região Metropolitana de São Paulo. Na capital, foram registrados 1.235 assassinatos, número 2% menor em relação a 2008. A queda na Grande São Paulo foi ainda maior: 11,2%, com total de 1.202 assassinatos. O que significa que o crescimento dos homicídios em São Paulo se concentra principalmente no interior do Estado.

PREOCUPAÇÃO

Os casos de latrocínios (roubo seguido de morte) também registraram aumento preocupante. Cresceram 14% em relação a 2008, com 304 casos, total maior do que os registrados nos três anos anteriores. As ocorrências de extorsão mediante sequestro também aumentaram, chegando a 85 casos, ante 60 em 2008. Os índices alcançados no ano passado, contudo, ficam abaixo do total de sequestros que vinham ocorrendo anualmente desde 2001.

Outros dados que registram elevação surpreendente foram as ocorrências de furto e estupro. No primeiro caso, foram contabilizados 528.933 furtos no Estado, 8% a mais que em 2008. Na ocasião, os números ficaram superestimados por causa dos quase três meses de greve da Polícia Civil - entre agosto e novembro de 2008.

Nos casos de estupro, o aumento se deu principalmente por causa da mudança na lei, que ficou mais abrangente. Desde agosto do ano passado, o crime de atentado violento ao pudor, por exemplo, também passou a ser registrado como estupro. Foram registrados 5.647 casos, ante 3.338 em 2008.

Terra Magazine: os dados do IBGE derrubam qualquer dúvida da resistência do mercado de trabalho brasileiro à crise, escreve Gomes de Almeida.

Artigo publicado pelo Terra Magazine.


Julio Gomes de Almeida
De São Paulo (SP)

Não importa a causa inicial de uma retração econômica, a queda do emprego é uma das principais alavancas de propagação e realimentação de uma crise. O caso contrário também é verdadeiro, ou seja, o aumento do emprego funciona como mecanismo difusor de uma expansão econômica. Existem outros mecanismos, mas o emprego é um dos condicionantes centrais da dinâmica cíclica das economias.

Estamos assistindo no presente momento a um exemplo da importância do emprego na economia mundial. O pior da crise internacional parece ter passado, mas como o desemprego cresceu muito, economias como a dos EUA não apresentam um quadro inequívoco de saída da crise. Existem outros problemas, é claro, como a incipiente recuperação do crédito, mas não parece haver dúvidas de que o comportamento do emprego é a principal variável que determina a incerteza sobre a capacidade das economias centrais levantarem vôo após o mergulho econômico devido à crise.

Como uma redução do emprego transforma-se em alavanca de continuidade de uma retração e a realimenta? Em si, o desemprego deprime o poder de compra da população, o que reduz o consumo e propaga uma recessão. Mas os efeitos indiretos são tão ou mais importantes. O medo do desemprego reduz a confiança dos consumidores e retrai o crédito dos bancos que passam a temer um aumento da inadimplência das famílias endividadas. Assim, o consumo cai mesmo entre aqueles que não perderam seus empregos e com isso aprofunda-se a redução do investimento, alargando os efeitos da crise.

No comportamento do emprego residiu uma das grandes novidades positivas no enfrentamento brasileiro à crise. O desemprego chegou a aumentar muito no mês final de 2008 e em janeiro do ano passado, mas teve na indústria o seu foco quase exclusivo. Como foram mantidos os empregos no setor público e programas de redução de impostos e complementos de renda sustentaram o comércio varejista, a onda de desemprego não se alastrou.

Assim, muito embora a crise tenha deixado consequências duras no setor industrial, ela ficou por aí e não se alastrou para o restante da economia. O consumidor brasileiro reduziu sua confiança na economia devido ao contexto internacional, mas esta logo foi recomposta. No crédito, os bancos se retraíram e dificultaram a concessão de novos empréstimos, mas como a inadimplência das pessoas não aumentou significativamente, logo voltaram a conceder financiamentos. A não escalada do desemprego, foi, portanto, um fator determinante para que a crise no Brasil não prosperasse e fosse revertida com certa rapidez.

Se havia alguma dúvida de que o mercado de trabalho brasileiro teve alta resistência à crise e já retomou um padrão de evolução semelhante ao período imediatamente anterior à crise, os dados divulgados pelo IBGE na semana passada dirimem qualquer dúvida a esse respeito.

A taxa de desocupação registrada em dezembro último foi de 6,8% da população economicamente ativa, a mesma taxa observada em dezembro de 2008 e a menor de toda série histórica iniciada em 2002. A taxa de desemprego média de 2009, o ano predominantemente marcado pela crise, ficou mais elevada (8,1%) do que a taxa do ano de 2008 (7,9%), um ano que em média foi de grande crescimento econômico, porém, muito próxima.

Ainda comparando a média anual de 2009 e 2008 (vale lembrar que o ano de 2008 foi caracterizado por taxas de desemprego baixas), a taxa de desocupação apresentou retração em quatro das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, com destaque para a região do Rio de Janeiro, onde se observou a maior queda (-0,7 ponto percentual), seguida por Porto Alegre (-0,3 p.p.), Salvador (-0,2 p.p.) e Belo Horizonte (-0,1 p.p.).

Em São Paulo, onde o mercado de trabalho é mais complexo e é maior o peso do setor que mais sofreu com a crise, ou seja, a indústria, a taxa média de desocupação em 2009 (9,2%) ficou acima do que a de 2008 (8,4%), ou seja, não houve uma total recuperação de seu mercado de trabalho, mas a evolução recente é muito favorável para esse Estado, cujo desemprego em dezembro foi de 7,5% da PEA, sua segunda menor taxa de desocupação na série histórica.

Outro ponto positivo diz respeito aos ganhos do trabalho. A média dos rendimentos reais ao longo de 2009 aumentou 3,2% frente à média do ano de 2008. Regionalmente, Porto Alegre foi o maior destaque, acumulado variação de 4,5%, seguido por Belo Horizonte (4,1%), Salvador (3,4%), Rio de Janeiro e São Paulo (ambos com +3,2%). Na região metropolitana do Recife, ocorreu a única retração, com queda de 1,0% do rendimento médio real.

Por sua vez, a massa de rendimentos da população ocupada cresceu 3,9% em 2009 frente a 2008 Esse resultado é muito importante, pois diz respeito à evolução do poder de compra das famílias, um dos motores fundamentais do consumo interno e tão caro, hoje em dia, para o dinamismo da economia brasileira. As perspectivas para em 2010 são que o emprego e a massa real de rendimentos tenham expressivo aumento e que prossiga a formalização da mão de obra, um processo importante que vem tendo lugar desde 2002.

Júlio Gomes de Almeida é professor da Unicamp e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Brasil Econômico: criado em 2003, Cartão BNDES já movimentou quase R$ 10 bi.

Matéria do Brasil Econômico.


As operações com o Cartão BNDES totalizaram de 2003, quando foi criado, até agora cerca de R$ 9,4 bilhões em crédito pré-aprovado, disse hoje (1) o gerente de operações do Cartão BNDES, do Departamento de Operações de Internet, Ricardo Albano.

Albano afirmou que o balanço do Cartão BNDES é "muito positivo". Com o limite de crédito ampliado recentemente para até R$ 1 milhão por banco emissor, o produto tem prestações fixas e prazo de pagamento de até 48 meses, além de juro baixo da ordem de 0,99% ao mês.

Atualmente, cerca de 125 mil itens são financiáveis pelo cartão no portal do banco na internet.

"A gente tem atingido bem a micro e pequena empresa. Tem crescido consistentemente o volume de desembolsos, de operações, o número de empresas atendidas na faixa de 200% ao ano no último ano, em cima do ano anterior". Em 2009, foram registradas em torno de 185 mil operações com o Cartão BNDES, que representaram R$ 2,5 bilhões em negócios.

Albano anunciou que banco decidiu ampliar o financiamento para os serviços de design de produtos e embalagens para estimular o investimento privado em inovação.

Segundo ele, os escritórios especializados em serviços de design de produtos, que não participavam do programa, já podem solicitar o credenciamento como fornecedores para operarem com o cartão para compras via internet.

O uso do cartão para a contratação de serviços de design de produtos era limitado aos institutos científicos e tecnológicos.

"A gente teve uma demanda e está ampliando isso para financiar os escritórios particulares, sob devidas condições". Entre elas, os escritórios têm que ter pelo menos dois anos de existência e portfólio de serviços para um mínimo de três empresas.

Albano afirmou que, para o BNDES, o design é uma ferramenta importante, na medida em que agrega valor ao produto nacional. "Entendemos que é importante o financiamento para empresas de micro e pequeno porte".

A perspectiva é que o Cartão BNDES amplie o investimento das pequenas empresas em design, criando um diferencial de competitividade frente às companhias estrangeiras. O gerente do BNDES disse ainda que o número de bancos emissores do Cartão BNDES subiu de três (Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) para cinco, com o ingresso da Nossa Caixa e Banrisul.

Terra Magazine: O Governo Federal, as grandes empresas nacionais e o exemplo de EUA, Japão e Coréia.

Artigo de Carlos Drunnond para o Terra Magazine.

Aqui, há um artigo do Stephen Kanitz sobre o mesmo assunto. Ele classifica a política de estímulo à formação de empresas de classe mundial como um dos legados do Governo Lula, que, nessa condição, tendem a moldar o futuro do país.

Carlos Drummond
De Campinas (SP)

O anúncio do apoio oficial à formação, pela construtora Camargo Corrêa, de uma grande empresa de energia a partir da aquisição do controle ou de participações em companhias do setor confirma a adoção de uma estratégia vencedora em países como os Estados Unidos, o Japão e a Coréia e seguida também por países como a China e a Índia.

A constatação histórica de que não há país que tenha se desenvolvido sem grandes empresas nacionais alicerça a política do governo de estimular, por meio de financiamentos do BNDES, a formação de players de porte mundial. Entre as operações mais recentes destacam-se a compra da Brasil Telecom pela Oi; da Aracruz pela Votorantim, formando a Fibria, maior empresa de celulose do mundo; da Bertin e da americana Pilgrim's Pride pela JBS-Friboi; a fusão da Perdigão e da Sadia, gerando a Brasil Foods, maior processadora de frango do mundo.

O rápido crescimento da Coréia do Sul apoiou-se na política governamental de formação dos chaebol, grupos empresariais gigantes - a exemplo de Samsung, Hyundai e LG - que desempenharam um papel fundamental na sua evolução econômica. Os chaebol foram inspirados nos keiretsu, conglomerados símbolos do desenvolvimento japonês. Mitsubishi (que inclui o Banco de Tokio, a Tokio Marine, a Shin-Nippon Petroleum), Mitsui (Fuji, Toshiba, Toyota, Toshiba) e Sumitomo (Banco Sumitomo, Mazda, NEC) e Fuyo (Canon, Hitachi, Nissan, Yamanha) estão entre os principais keiretsu.

O principal exemplo de êxito econômico da grande empresa é o dos Estados Unidos. Entre 1888 e 1905, 328 grandes companhias resultantes de fusões, com uma capitalização conjunta de US$ 7 bilhões, concentravam dois quintos do capital manufatureiro do país. "Uma proporção espantosamente alta chegou aos nossos dias", constatou o historiador Ross M. Robertson. Dentre essas três centenas de empresas, 156 dominavam os seus setores.

Entre as vantagens de o Brasil ter grupos empresariais gigantes e que sejam players mundiais estão a internalização de tecnologia; a menor probabilidade de terem o controle adquirido por empresas de outros países, devido ao seu grande tamanho, que favorece também a atração de investimentos e a construção de um horizonte de expectativas mais estável para a tomada de decisões de outras empresas e também das médias e das pequenas.

Carlos Drummond é jornalista. Coordena o Curso de Jornalismo da Facamp.

CNT/SENSUS: Dilma tem o menor índice de rejeição.

Esse é o press release divulgado pela CNT.

Aqui, você encontra os documentos da pesquisa.

Um detalhe, perdido ali pelo meio: o candidato com menor rejeição é Dilma Roussef. Na ordem e respectivamente, os índices de "não votaria de jeito nehum" dos 4 candidatos são esses: Dilma, 28,4%; Serra, 29,7%; Ciro, 30,03%; e Marina, 36,3%.

Uma ressalva: o índice de "não conhece" (que, dizem, influencia muito nessa história de rejeição) da Dilma ainda é o dobro da do Serra. Por outro lado, o da Marina Silva é seis vezes maior que o do Serra e o triplo do índice da Dilma.

1/2/2010

RESULTADO DA 100ª PESQUISA CNT SENSUS

A 100ª Pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje (1º de fevereiro de 2009), em Brasília, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), registra que o Índice Avaliação situa-se em 54,86 e o Índice Expectativa, em 74,10.

Em novembro de 2009, o Índice Avaliação situava-se em 49,83 e o Índice Expectativa, em 74,33.
O Índice Avaliação é formado pela ponderação das variáveis emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para os últimos 6 meses, e o Índice Expectativa é formado pela ponderação das variáveis emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para os próximos 6 meses.


AVALIAÇÃO DO GOVERNO

A avaliação positiva do Governo Luiz Inácio Lula da Silva situa-se em 71,4% e a negativa, em 5,8%. Em novembro de 2009, a positiva situava-se em 70,0% e a negativa, em 6,2%.

A aprovação do desempenho pessoal de Lula situa-se em 81,7% e a desaprovação em 13,9%. Em novembro de 2009, a aprovação do desempenho pessoal de Lula situava-se em 78,9% e a desaprovação, em 14,6%.


ELEIÇÕES 2010 – 1º TURNO

A Pesquisa CNT Sensus quis saber em quem o eleitor brasileiro votaria (em votação espontânea) para Presidente da República em 2010: Lula, 18,7%; Dilma Rousseff, 9,5%; José Serra, 9,3%; Aécio Neves, 2,1%; Marina Silva, 1,6%; Ciro Gomes, 1,2%; outros, 1,9%; branco e nulo, 2,6%.

Propusemos, também, duas listas (pesquisa estimulada), cujos resultados foram os seguintes:
Primeira lista: José Serra, 33,2%; Dilma Rousseff, 27,8%; Ciro Gomes, 11,9%; Marina Silva, 6,8%; sem candidato, 20,4%. Em novembro de 2009, os índices eram, respectivamente, 31,8%, 21,7%, 17,5%, 5,9% e 23,2%

Segunda lista: José Serra, 40,7%; Dilma Rousseff, 28,5%; Marina Silva, 9,5%; sem candidato, 21,4%. Os números em novembro de 2009 eram, respectivamente, 40,5%, 23,5%, 8,1% e 28,0%.


ELEIÇÕES 2010 – 2º TURNO

A Pesquisa CNT Sensus fez simulação, também, para um eventual segundo turno para a Presidência da República:
Primeira opção: José Serra, 44,0%; Dilma Rousseff; 37,1%; sem candidato, 19,0%. Em novembro de 2009 os números eram: 46,8%, 28,2% e 25,1%, respectivamente.

Segunda opção: José Serra, 47,6%; Ciro Gomes, 26,7%; sem candidato, 25,8%. Os números em novembro de 2009 eram: 44,1%, 27,2% e 28,7%, respectivamente.
Terceira opção: Dilma Rousseff, 43,3%; Ciro Gomes, 31,0%; sem candidato, 25,8%. Os números em novembro de 2009 eram: 31,5%, 35,1% e 33,5%, respectivamente


LIMITE DE VOTO

A Pesquisa CNT Sensus mediu, ainda, o limite de voto dos potenciais candidatos à Presidência da República:

Para 17,9%, Dilma Rousseff é a única candidata em quem votariam; já para 38,5%, Dilma é uma candidata em quem poderiam votar; 28,4% disseram que não votariam de jeito nenhum e 9,4% não conhecem/não sabem quem é.

Para 15,4% dos entrevistados, José Serra é o único candidato em quem votariam; para 45,4%, um candidato em quem poderiam votar; 29,7% não votariam de jeito nenhum e 4,1% não conhecem/não sabem quem é.

Para 8,2%, Ciro Gomes é o único candidato em quem votariam; para 47,3%, um candidato em quem poderiam votar; 30,3% disseram que não votariam de jeito nenhum e 7,8% não conhecem/não sabem quem é.

Para 6,9%, Marina Silva é a única candidata em quem votariam; para 23,4%, uma candidata em quem poderiam votar; 36,6% não votariam de jeito nenhum e 27,2% não conhecem/não sabem quem é.


NÍVEL DE INFORMAÇÃO

A Pesquisa CNT/Sensus quis saber como o brasileiro vê o seu próprio nível de informação: 55,6% se consideram mais ou menos informados; 24,7% pouco informado e 19,2% muito informado. Em março de 1998, os índices eram, respectivamente, 56,0%, 30,0% e 13,0%.


SATISFAÇÃO COM O PAÍS

48,0% dos entrevistados disseram que o seu nível de satisfação com o país, nos últimos seis meses, está aumentando; para 37,4%, continua igual e para 13,9%, está diminuindo. Em março de 1998, esses índices eram, respectivamente, 15,0%, 47,0% e 36,0%.


ORGULHO DE SER BRASILEIRO

O orgulho por ser brasileiro tem aumentado, nos último seis meses, para 52,8% dos entrevistados; para 38,5%, continua igual e para 7,8%, tem diminuído. Em setembro de 1998, os índices eram 26,0%, 59,0% e 12,0%, respectivamente.


ANO ELEITORAL

42,1% dos entrevistados pela Pesquisa CNT/Sensus disseram ter um interesse médio pelas eleições presidenciais deste ano; 31,3% disseram não ter interesse algum e 25,5%, que têm muito interesse. Em março de 2002, esses índices eram, respectivamente, 35,9%, 45,5% e 17,9%.


ESCOLHA DO PRESIDENTE

A Pesquisa CNT Sensus quis saber o que o eleitor leva mais em conta na hora de votar para presidente da República: 55,5% disseram que a própria opinião; 14,2%, a opinião de amigos e parentes; 13,8%, o que veem na televisão; 6,3%, a propaganda eleitoral gratuita; 3,9%, o que sai nos jornais; 2,5%, o que ouvem no rádio e 2,2%, a opinião do seu líder religioso.


AVALIAÇÕES SETORIAIS

Foi pedido ao entrevistado que avaliasse, por meio de notas (de zero a dez), cinco setores de atuação do governo federal, com o seguinte resultado (média): escola pública, 6,5; transporte, 5,8; rede pública de saúde, 5,1; estradas, 5,1 e segurança pública, 4,9.


CONFIANÇA NAS INSTITUIÇÕES

Quisemos saber ainda qual é o grau de confiança do brasileiro nas instituições: 69,8% disserem confiar sempre ou na maior parte das vezes nas Forças Armadas; 49,8%, na imprensa; 40,1%, no governo; 37,8%, na Justiça; 37,5, na Polícia; 36,0%, no Serviço Público; e no Congresso Nacional, 9,3%.


PENA DE MORTE

55,2% dos entrevistados disseram se contra a pena de morte e 41,2%, a favor.


LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

73,5% são contra a legalização do aborto e 22,7%, a favor.


CIGARRO E BEBIDA ALCOOLICA

74,1% são contrários ao uso do cigarro ou de qualquer outro tipo de fumo e 67,4%, ao uso de bebidas alcoólicas.


PROBLEMAS DO PAÍS

A violência e a criminalidade são o que mais incomodam 22,9% dos brasileiros, seguidos das drogas (21,2%), do desemprego (19,0%), da falta de oportunidades de trabalho (8,0%) e do sistema de saúde (6,7%).


ECONOMIA/TRABALHO

48,9% dos entrevistados pela Pesquisa CNT Sensus já pensaram em trabalhar por conta própria e 27,9% já trabalham dessa maneira.


Dos que trabalham, 52,2% estão satisfeitos.
Uma boa formação profissional é, para 50,0%, o mais importante para se conseguir um emprego; para 26,9%, o mais importante é ter estudo.


IMPOSTOS E SERVIÇOS

Os impostos, no Brasil são altos, para 86,8% e os serviços públicos prestados, se comparados com a carga tributária brasileira, para 81,3%, são ruins/regulares.


VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE

Para 40,6% dos entrevistados, a cidade onde moram é pouco ou nada violenta; enquanto 33,0% a consideram violenta.


CORRUPÇÃO

69,4% entendem que a corrupção está aumentando no Brasil; para 21,8%, a corrupção continua como sempre esteve. Em setembro de 1998, esses índices eram, respectivamente, 56,0% e 32,0%.


UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS

68,5% dos entrevistados são favoráveis à unificação das polícias militar e civil.


LAZER

Assistir TV é para 27,5% a principal fonte de lazer; para 12,2%, é viajar; para 7,9%, jogar futebol; para 7,1%, ouvir música; para 6,9%, ir à praia, e para 6,4%, dançar.


ASSOCIATIVISMO

A Pesquisa CNT Sensus quis saber se o brasileiro é ligado a algum tipo de associação (sindicato, partido político, ONG etc.): 82,5% responderam que não.


INTERNET

24,2% dos entrevistados têm computador e fazem uso da internet em casa e 14,3% em casa e no trabalho.

28,6% responderam, também, que pretendem adquirir um computador nos próximos 12 meses.


CONCLUSÃO

Com relação às intenções de voto para as eleições presidenciais, a ministra Dilma Roussef apresenta crescimento em todos os cenários, aparecendo em primeiro lugar pela primeira vez na pesquisa espontânea.

Na primeira lista estimulada para o primeiro turno a pré-candidata do PT cresce 6,1% em relação à pesquisa de novembro de 2009; e 5% na segunda lista.

Os resultados demonstram que o nome de Dilma Roussef vem crescendo na disputa e consolida-se como candidata competitiva.

A popularidade do presidente Lula e seu governo continua em alta, o que pode ser explicado, mais uma vez, como conseqüência dos bons números da economia, os resultados positivos das políticas sociais do governo e o alto índice de emprego.

Veja mais:

R7: na pesquisa espontânea, Dilma já passou Serra.

Matéria do R7.

Tá bom, com uma diferença de 0,2 pontos, isso deve ser um empate. Mas, levando em conta o movimento das duas candidaturas nos últimos tempos, convenhamos, acho que, informalmente, da pra estrapolar um pouquinho.


Governador de SP tem 33,2% das intenções de voto e ministra salta seis pontos para 27,8%

Mariana Londres, do R7, em Brasília.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, aparece colada no governador de São Paulo, José Serra, na disputa pela Presidência, com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) no páreo, segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (1º). Serra passou de 31,8% em novembro para 33,2% em janeiro, enquanto Dilma saltou seis pontos, de 21,7% para 27,8% no mesmo período. A margem de erro da pesquisa é de dois a três pontos para mais ou para menos.

Também na pesquisa espontânea os dois aparecem empatados: Dilma com 9,5% das intenções de voto ante 9,3% de Serra.

Já no cenário sem Ciro Gomes, Serra segue liderando e oscilou de 40,5% para 40,7%. Dilma subiu cinco pontos, de 23,5% para 28,5%. E Marina Silva passou de 8,1% para 9,5% das intenções de voto.


No cenário da disputa com Ciro Gomes, o deputado federal aparece em terceiro, mas teve uma queda de 17,5% para 11,9%. Marina Silva, em quarto, oscilou de 5,9% para 6,8%.

Ainda na pesquisa espontânea, Lula é o primeiro com 18,7% das intenções e o quarto é Aécio Neves com 2,1%.

Segundo turno

Serra venceria Dilma no segundo turno, segundo a pesquisa. O governador de São Paulo ficaria com 44% e a ministra da Casa Civil com 37,1%. No levantamento anterior, Serra tinha 46,8% e Dilma 28,2%.

De acordo com Ricardo Guedes, do Instituto Sensus, o crescimento de Dilma mostra que ela passa a extrapolar a transferência de votos de Lula.

- Em fevereiro de 2008, no segundo turno entre Serra e Dilma, Serra ficaria com 57,9% dos votos e Dilma com 9,2%.

Na disputa entre Serra e Ciro, Serra teria 47,6% dos votos no segundo turno e Ciro 26,7%. Na pesquisa anterior, Serra teria 44,1% e Ciro 27,2%.

No terceiro cenário para o segundo turno, na disputa entre Dilma e Ciro, Dilma teria 43,3% dos votos e Ciro 31% dos votos. Na pesquisa anterior, Dilma teria 31,5% dos votos e Ciro 35,1%.

A pesquisa foi feita com 2.000 pessoas entre 25 e 29 de janeiro, em cinco regiões e 24 Estados. O registro é de 15.702/2010 de 26 de janeiro de 2010.

Altamiro Borges: Serra, Arruda e o insurdecedor silêncio da imprensa.

Artigo do Miro:


Há algumas semanas, o blogueiro Luis Nassif adverte para um fato grave que continua ignorado pela mídia golpista. “Duas investigações em andamento – a Operação Castelo de Areia e o caso José Roberto Arruda – estão batendo direto no sistema de financiamento de campanha do governador José Serra... Não é nada trivial. Não se trata de denúncias de oposição, de suspeitas, mas de investigações policiais calcadas em provas, depoimentos de testemunhas, documentos”.

No final de dezembro, a revista CartaCapital confirmou a existência da “conexão Serra-Arruda”, como Nassif batizou sua descoberta. Ela revelou que o administrador de empresa Ailton de Lima Ribeiro, “homem de confiança de José Serra”, é um dos envolvidos no escândalo do “mensalão do DEM”. Filiado ao PSDB, Ribeiro trabalhou com Serra no Ministério da Saúde e na prefeitura de São Paulo. Na sequência, prestou serviços ao prefeito demo Gilberto Kassab. Desde março de 2009, ele era um colaborador íntimo de José Roberto Arruda, o governador do Distrito Federal.

“Homem de confiança de Serra”

Segundo aponta a revista, “ao desenrolar o novelo do Arrudagate, o fio das investigações aponta para um esquema formado por uma rede de empresas beneficiadas por contratos milionários no Distrito Federal e em São Paulo”. Ribeiro é o principal envolvido. O gestor tucano já havia sido alvo de outras denúncias. Após ocupar vários cargos importantes no Ministério da Saúde, ele foi afastado do órgão durante as investigações da Máfia do Sangue. Em outubro de 2008, também foi citado no rastro da investigação da Operação Parasitas, que apurou a existência de um grupo de empresas que fraudava e superfaturava contratos na área de saúde com a prefeitura paulistana.

Com o estouro do escândalo do “mensalão do DEM” de Brasília, outro demo, Gilberto Kassab, decidiu suspender o contrato milionário, sem licitação, feito pela Secretaria Municipal de Saúde com o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), no valor de R$ 15,8 milhões. “A prefeitura já havia pago, antecipadamente, R$ 2 milhões. Surpresa: Ribeiro faz parte da diretoria do Iabas. O seu nome consta do site da organização como diretor de gestão em saúde pública”, relata a revista, que descreve outros casos sinistros envolvendo o versátil administrador tucano.

Ensurdecedor silêncio da imprensa

Para o blogueiro Luis Nassif, não há mais dúvidas sobre a existência da conexão Serra-Arruda. A sujeira é fedorenta. Ele observa que a reportagem confirma “um novo operador de José Roberto Arruda, diretamente ligado ao governador Serra. Antes de Arruda, o operador atuou diretamente na montagem do sistema de terceirização da saúde em São Paulo. Há tempos pessoas do setor tinham me dito que o modelo era a reedição dos esquemas pesados do PAS, da gestão de Paulo Maluf”. Luis Nassif é taxativo: “Ailton de Lima Ribeiro é homem de confiança de Serra”.

Ele destaca ainda que “o prefeito Kassab anulou um contrato milionário, sem licitação, entre a Secretaria da Saúde do município – sob responsabilidade de Januário Montone, também ligado diretamente a Serra. Um dos sócios da empresa sob suspeita é o próprio Aílton”. Outra pista é que Ailton seria “o principal responsável pela contratação, em São Paulo, das mesmas empresas de informática que integram o esquema de Arruda”. Diante de tantos indícios, é muito estranho o ensurdecedor silêncio da mídia. Será que existiria também uma conexão Serra-Arruda-mídia?