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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

IBGE: em 5 anos de Gov. Lula, taxa de homicídios cai 10%, depois de SUBIR 18,49% sob FHC.


O gráfico abaixo foi copiado do IDIS 2010, divulgado esta semana pelo IBGE, mesma fonte dos dados inclusos na planilha que o segue.

Homicídios (por 100.000 hab)
1995
23,8
18,49%
2003
28,3
-10,25%
2002
28,2
2008
25,4

terça-feira, 22 de junho de 2010

Portal Exame: Polícia Federal do Governo Lula cria banco de dados periciais que identifica origem e rota pela droga.

Matéria do Portal Exame.

Pedro Peduzzi.

Brasília - A Polícia Federal (PF) está criando um banco de dados para identificar o perfil químico das drogas apreendidas no país e, assim, apontar sua origem e a rota pela qual passaram até chegar no local onde são comercializadas. A vantagem ao identificar as semelhanças químicas entre uma droga apreendida numa região e outra, apreendida em local totalmente diferente, é que os investigadores podem indicar se há formação de quadrilha, o que pode resultar no aumento da pena caso os traficantes sejam condenados.

À Agência Brasil, o chefe do setor de Perícias de Química Forense, Adriano Maldaner, disse que, além disso, as informações que são obtidas por meio dessa técnica podem contribuir para a melhor aplicação dos recursos destinados às politicas de enfrentamento às drogas. “Dependendo da situação, isso [a semelhança química na composição de drogas oriundas de diferentes apreensões] pode indicar que se trata de uma quadrilha, como foi em um caso envolvendo parentes presos em diferentes estados, que armazenavam drogas bastante similares em suas casas”, explicou.

Denominado Projeto Pequi – uma abreviação para perfil químico da droga – o banco de dados agrupa informações sobre as características de drogas apreendidas em diferentes localidades. Em função dos aspectos químicos das substâncias, os peritos criminais poderão afirmar “com alto nível de acerto” o país de origem e, em função das misturas acrescidas à droga, indicar possíveis rotas utilizadas pelos traficantes.
"Ao contrário do que muitas pessoas pensam, drogas de um mesmo tipo são muito diferentes entre si, quando produzidas em diferentes regiões. E, quando são parecidas, são realmente muito parecidas. Isso nos permite afirmar, com um alto nível de acerto, se elas são de uma mesma origem", disse Maldaner.
De acordo com o perito da PF, essas características abrangem pequenos resíduos de substâncias que vêm da planta e que não são retirados durante o refino. "Assim como a cultura de café ou a de uva influencia nos cafezinhos ou nos vinhos que são consumidos, diferentes culturas da planta de coca produzem diferentes quantidades de determinadas substâncias e elas podem ser identificadas por meio de exames laboratoriais", acrescentou.
Com análises assim, foi possível para a PF concluir, por exemplo, que três apreensões realizadas em diferentes regiões do país tinham a mesma origem, numa operação deflagrada no ano passado. "Em 2009, ligamos uma apreensão de 200 quilos de cocaína, feita em Fortaleza, com uma de 50 quilos em Marabá [no Pará] e, ainda, com outra apreensão de 1 quilo em Goiânia", relatou.
"Além de apontarmos conexões por meio de telefonemas, extratos bancários ou por negócios, e de provarmos que há ligações pessoais entre acusados, podemos acrescentar que existe, entre essas pessoas, também uma conexão de drogas [objeto de tráfico], caso elas [as drogas] apresentem um mesmo perfil químico."
Com o Projeto Pequi, a expectativa da PF é implementar – de forma descentralizada e paralelamente ao Instituto Nacional de Criminalística – metodologias de identificação da origem geográfica das drogas nas capitais de todos os estados.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

AB: Governo Federal cria banco de dados genéticos para identifciar criminosos.

Matéria da Agência Brasil.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Um banco onde ficarão armazenadas informações genéticas de pessoas que tenham praticado atos violentos ou sexuais é a mais nova ferramenta da Polícia Federal (PF) no combate ao crime. Conhecido pela sigla inglesa Codis, o novo software foi doado pelo FBI e permitirá à PF montar o Banco Nacional de Perfis Genéticos, primeira experiência nacional na área.

Segundo o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, o acordo com o órgão norte-americano estabelece que a iniciativa seja expandida para os estados brasileiros. Desde o início do mês, técnicos do FBI se encontram no país preparando os primeiros computadores que serão enviados para: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Bahia, Ceará, Amazonas, Amapá e Pará.

Já o treinamento dos peritos brasileiros que vão trabalhar na futura rede integrada do banco nacional teve início hoje (20), em Brasília. Quando ela estiver funcionando de forma integrada, as informações federais e estaduais serão reunidas pelo Instituto Nacional de Criminalística de Brasília, onde funcionará o banco nacional.

“Temos um índice muito baixo de resolução de crimes de homicídios e muitos deles poderiam ser solucionados se já tivéssemos este banco”, disse Corrêa, ao participar do Seminário Internacional sobre Repressão ao Crime Organizado, na tarde de hoje (20). “Normalmente, o criminoso sexual é alguém que volta a praticar o mesmo tipo de crime. Então, se tivermos um banco como esse, com vestígios que nos permitam formar um banco de dados com o perfil genético dos criminosos, poderemos identificá-los a partir de provas que forem colhidas no local do crime.”

O pleno funcinamento do sistema, contudo, ainda vai depender da criação de uma lei que regulamente a coleta de material biológico dos presos condenados.

R7: Lula lança plano nacional de combate ao crack.

Matéria do R7.

Plano federal deve trabalhar em três frentes: combate, prevenção e tratamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou no início da tarde desta quinta-feira (20) o plano nacional de combate ao crack, que deve atuar em três frentes: combate, prevenção e tratamento. O anúncio do plano foi feito durante a 13ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que reúne cerca de 4.000 prefeitos na capital federal. Em um ano, o governo espera investir R$ 410 milhões no programa.

- Nós queremos enfrentar isso de modo decisivo, especialmente a questão do crack, que eu acho que só vamos combater se tivermos medidas muitos eficazes.

O plano prevê também a capacitação de lideranças comunitárias, professores e outros agentes das sociedade civil para serem multiplicadores de informações sobre os riscos do uso da droga e seu poder de dependência.

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Além disso, o governo pretende ampliar o atendimento dos Caps (Centros de Assistência Psicossocial), do Ministério da Saúde, para tratar dependentes do crack. Entre as opções, está a possibilidade de que eles funcionem 24 horas por dia.

O combate ao crack também deve entrar no plano de governo elaborado pela equipe de campanha de Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência pelo partido de Lula. O tema já tem sido abordado pela petista.

Dados
No plano de ação de combate ao crack, o governo federal também deve trabalhar para obter dados mais precisos sobre o consumo da droga nas cidades brasileiras.

Ao R7 o secretário-executivo do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), ligado ao Ministério da Justiça, Ronaldo Teixeira da Silva, afirmou no início do mês que as informações disponíveis ainda são contraditórias e que a primeira grande pesquisa sobre o tema só deve sair em dezembro deste ano. De acordo com o Ministério da Saúde, o levantamento mais recente sobre o consumo da droga é de 2005.

Segundo dados apresentados à Câmara dos Deputados no início de maio, o número de usuários hoje no Brasil está em torno de 1,2 milhão e a idade média para início do uso da droga é 13 anos - estimativa feita com base em dados do censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).

domingo, 2 de maio de 2010

Jorge Furtado: Follha erra mais uma vez; mais uma vez, em proveito de Serra.

Texto de Jorge Furtado, publicado pelo Nassif.

Aqui, há mais dados sobre o assunto.

Pequeno comentário meu.

Talvez o colunista da Folha disponha de dados dos quais eu não tenho conhecimento. Nesse caso, obviamente, só poderia render-me à realidade. Mas, como ele não deu a fonte, em tese apenas, permito-me uma certa perplexidade com uma frase sua.

Segundo ela, a frase, homicídios, roubos a bancos e sequestros talvez sejam os crimes que mais afetam o ânimo da população. Tá, quantos aos homicídios, vamos deixar passar. Mas roubo a banco e sequestro? A nossa população realmente está mais preocupada com roubos a banco do que com furtos e roubos em residências ou de veículos? Nos tiram o seu sono os sequestros, e não as ameaças, a violência nos estádios ou aquela praticada pela polícia? É isso mesmo?

Talvez no meio em que o colunista viva, de fato, sequestros sejam uma preocupação cotidiana. E, obviamente, não digo que eles e os assaltos a bancos não devam ser coibidos. Mas, intuitivamente e sem nenhum dado mais concreto, acredito que o tráfico de drogas, os pequenos crimes de ruas (roubos e furtos), os roubos de carro e em residências, entre outros, afetem muito mais o "ânimo da população".

Bom, sei que o meu eles afetam muito mais.

Mas, fazer o que? É tudo, sempre, uma questão de ponto de vista. Visto de seu lugar social, talvez o colunista esteja certo. É provável que nos meios em que ele circula o sequestro seja efetivamente uma preocupação que afete o ânimo daquela população específica.

Parafreseando o Ministro Joaquim Barbosa, eu diria: saia às ruas, "jornalista".


A Folha errou, mais uma vez. Para variar, o mais novo erro factual da Folha é contra o governo federal (Lula, Dilma) e a favor do governo paulista (Serra). O mais recente erro da Folha está na coluna de hoje de Clóvis Rossi, intitulada “Questão social, questão policial”:

“Era uma vez uma certeza: as obscenas pobreza e desigualdade brasileiras eram as principais responsáveis pela igualmente obscena violência urbana. Aí, veio uma expressiva redução da pobreza. (…) Logo, a conclusão inescapável é a de que diminuiu a violência urbana, certo? Errado, mostram as estatísticas que esta Folha divulgou ontem, relativas justamente a um período (primeiro trimestre de 2010) em que a economia está bastante aquecida e, por extensão, aquece almas e corações de pobres e classe média (ricos nunca passaram frio, nem na idade do gelo na economia). Aumentaram os homicídios, os roubos a bancos e os sequestros, talvez as categorias de crime que mais afetam o ânimo da população. (…) É fatal concluir que a questão social continua sendo relevante, como é óbvio, mas não pode ser tomada como a única nem a principal causa da violência”.
Clovis Rossi, FSP, 02/04/10
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0205201003.htm (só para assinantes)

O jornalista da Folha esqueceu de avisar que as estatísticas que o jornal divulgou ontem se referem às taxas da violência EM SÃO PAULO E NÃO NO BRASIL. A manchete na matéria da Folha de ontem é: “Homicídios crescem 23% em São Paulo”. O sub-título: “Após nove anos em queda na capital paulista, número de assassinatos no primeiro trimestre de 2010 supera o de 2009”

Fatos: a pobreza e a desigualdade social diminuíram NO BRASIL (durante o governo Lula). Em 2009, violência aumentou EM SÃO PAULO (durante o governo Serra).

Clóvis Rossi reconhece que houve, no Brasil, uma “expressiva redução da pobreza”. E afirma, com base nos dados da cidade de São Paulo, que a violência, ao contrário da pobreza, aumentou.

Os dados disponíveis sobre o Brasil, até 2007, são bastante claros: o número de assassinatos cresceu significativamente durante o governo tucano (de 41.950 em 1998 para 49.695 em 2002), período em que a desigualdade social permaneceu praticamente inalterada. E caiu durante o governo petista (de 51.043 em 2003 para 47.707 em 2007), quando houve expressiva redução da pobreza.

 
O Brasil não é São Paulo. O número de homicídios, NO BRASIL, aumentou ou diminuiu em 2008 e 2009? Eu não sei. A Folha e Clóvis Rossi também não sabem ou, se sabem, não informam.

Depois de comparar alhos com bugalhos, Clovis Rossi afirma que “é fatal concluir que a questão social continua sendo relevante, como é óbvio, mas não pode ser tomada como a única nem a principal causa da violência”. O jornalista da Folha não esclarece qual seria, se não a questão social, a principal causa da violência. O futebol? Cachaça? Mulheres? Engarrafamentos? Quem sabe, a maldade humana?

Folha: resultados do Governo Serra: número de homcídios cresce 22% em um ano; assaltos a bacos sobem 16% e sequestros 25%

Matéria da Folha.


Após nove anos em queda na capital paulista, número de assassinatos no primeiro trimestre de 2010 supera o de 2009
Governo classificou crescimento como uma oscilação e ressaltou dados positivos, como queda de latrocínio em 22%

 
DA REPORTAGEM LOCAL

A cidade de São Paulo está mais violenta. Após nove anos em queda, a capital paulista voltou a enfrentar um aumento do número de homicídios no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2009.

O crescimento, de 23%, surpreendeu o governo. No total, foram mortas 376 pessoas nesse período -mais de quatro por dia. Foram 1.224 homicídios em todo o Estado - alta de 7%.

Na tarde de ontem, a cúpula da Segurança Pública esteve reunida em torno dos números. Ninguém, porém, apresentou-se para comentá-los. O governo classificou o crescimento como uma oscilação.
"Tais oscilações, depois de um longo período de redução dos homicídios, indicam que os esforços do governo, das polícias e da sociedade devem ser renovados continuamente com a adoção de novas, mais modernas e eficientes estratégias."

No início do ano, José Serra (PSDB), que deixou o governo para disputar a Presidência da República, atribuiu o crescimento dos assassinatos no Estado em 2009 ao desemprego e à crise econômica. Até o final de 2009, apenas a capital e a Grande São Paulo mantinham a tendência de queda de homicídios.
Queda

A nota divulgada pelo governo, além de afirmar que os índices de mortalidade no Estado são a metade do resto do país, também ressalta os resultados positivos na redução dos crimes contra o patrimônio. O principal deles foi o latrocínio (roubo seguido de morte), que teve queda de 22% no Estado.
No começo deste ano, após a divulgação de uma série de índices negativos, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, elegeu o combate aos crimes contra o patrimônio como prioridade. Na ocasião, ele afirmou que esperava uma melhora nesses índices porque havia trocado quase todos os dirigentes dos principais cargos da Polícia Civil.

Mesmo com a redução de vários crimes contra o patrimônio, o Estado também viu aumentarem ações atribuídas ao crime organizado, como roubos a bancos (de 16%) e extorsão mediante sequestro (25%).
Para o sociólogo José dos Reis Santos Filho, coordenador do Núcleo de Estudos sobre Violência e Políticas Alternativas da Unesp, os números apontam a necessidade de investigar mais homicídios e mostrar que há punição.
"Talvez o criminoso passe a avaliar que o custo benefício de se cometer um assassinato não valha a pena", avalia.

Já o advogado criminalista Roberto Delmanto Júnior, da Associação Internacional de Direito Penal, vê no aumento dos homicídios um recado para que o governo comece a repensar sua política de Segurança Pública. "Esse aumento é tão expressivo que não dá para atribuí-lo a problemas sociais."
(ROGÉRIO PAGNAN, AFONSO BENITES E EVANDRO SPINELLI)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

UOL: depois de 15 anos de governo do PSDB, 73% dos paulistanos desaprovam o policiamento de seu bairro.

Matéria do UOL.

Outros dados interessantes:

- Se pudessem, 57% dos paulistanos deixariam a cidade;
- 74% estão insatisfeitos com as opções de formação profisional disponíveis;
- "o tempo de deslocamento médio dentro do município está em 2 horas e 43 minutos diários; e
- 61% dos paulistanos não confiam na administração de Gilberto Kassab (PFL, ops, DEMO, ops, DEM).


Violência e alagamentos são os maiores medos dos paulistanos, diz pesquisa.
Arthur Guimarães

Para tentar listar as situações que mais preocupam os paulistanos, o Movimento Nossa São Paulo pediu ao Ibope que tabulasse quais seriam, em ordem, os principais medos da população.

Dos cinco primeiros colocados, quatro estão relacionados com a segurança pública e um com os alagamentos, que estão causando diversos transtornos nessa temporada de chuvas.

Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira (19), em número de citações, os "roubos e assaltos" foram os campeões. Em segundo lugar, aparece a "violência em geral". Logo depois, está registrado o "tráfico de drogas", seguido de "alagamentos" e, finalmente, "sair à noite".
O impacto dessa sensação de insegurança na qualidade de vida dos paulistanos foi medido em outras fases da pesquisa. Setenta e três por cento da população está totalmente insatisfeita com a o policiamento em seu bairro.

Já 74% fazem uma péssima avaliação da ronda policial, enquanto apenas 3% dos entrevistados alegaram estar plenamente satisfeitos com a segurança na cidade, em termos gerais.
As causas para esse quadro também parecem estar claras para os paulistanos. Setenta por cento das pessoas disseram ao Ibope que julgam inadequados os valores pagos aos policiais.

Outros fatores que influenciam indiretamente no quadro também foram notados. Setenta e seis por cento dos paulistanos negam que haja igualdade no acesso à oportunidade de trabalho. Já 81% tiveram a avaliação mais crítica possível da distribuição de renda no município.

A iluminação pública, outro quesito que interfere na sensação de segurança, também teve um diagnóstico dramático. Mais da metade dos entrevistados disse que está totalmente insatisfeita com o serviço municipal, enquanto apenas 10% se julgaram felizes com o item.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Agência Brasil: Representante da ONU elogia polícia comunitária no Rio e pede políticas de prevenção.

Segue a matéria da Agência Brasil, com grifos meus.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O coordenador do Programa Cidades Mais Seguras das Nações Unidas (ONU), Elkin Velásquez, elogiou hoje (26) o projeto de policiamento comunitário nas favelas do Rio de Janeiro, mas acrescentou que é preciso fazer uma avaliação constante do seu processo de implantação em outras favelas. Velásquez está no Rio e visitou, no final de semana, o projeto do Morro da Babilônia, na zona sul da cidade, uma das cinco favelas cariocas que contam com o novo tipo de policiamento.

O policiamento comunitário prevê o fim do controle da favela por criminosos, com sua ocupação em tempo integral pela polícia, e também uma proximidade maior dos policiais com os moradores dessas áreas.

“Tive uma excelente impressão da comunidade de Babilônia. Pude constatar que é um processo que está no início, mas que está avançando bem, com uma presença constante da polícia e do Estado nessa comunidade. Pelo que pude conversar, é uma comunidade que demandava, solicitava e pedia essa presença permanente”, disse.

Para Velásquez, no entanto, é preciso haver uma análise e avaliação constante do projeto, ao levá-lo a outras comunidades do estado. “Quando se multiplica uma experiência piloto positiva, sempre é necessária uma análise detalhada do que ocorre em outras favelas. É preciso fazer essa multiplicação sob um processo de avaliação constante, por parte das comunidades, das autoridades e de acadêmicos, para saber que ajustes são necessários.”. Velásquez não quis comentar as políticas de enfrentamento adotadas pelo governo do Rio de Janeiro. Ele explicou que não conhece, a fundo, o que acontece no estado. Mas, segundo ele, toda política de coerção policial precisa ser feita de acordo com princípios de direitos humanos e que as polícias devem sempre reduzir, ao máximo, as mortes em confrontos.

Ele afirmou ainda que, para alcançar níveis melhores de segurança até as Olimpíadas 2016, é preciso que o Rio de Janeiro invista na prevenção da criminalidade. E isso, segundo Velásquez, inclui intervenções sociais, econômicas, culturais e urbanas.

Ainda de acordo com o oficial da ONU, é necessária a liderança das autoridades, a participação das próprias comunidades no planejamento das políticas e a busca de resultados concretos.

De acordo com ele, muitas vezes as autoridades focam mais suas atenções para as facções criminosas e para os chefes dessas quadrilhas e se esquecem de atacar a vulnerabilidade das comunidades, das instituições e do sistema econômico e social.